sexta-feira, 11 de julho de 2003

Subsí­dio de Desemprego

O nosso modelo social prevê, e muito bem, o recebimento do subsí­dio de desemprego por parte daqueles que após um x tempo de contribuições para a segurança social ficam involuntariamente na situação de desemprego.

Como em qualquer modelo existem pontos fracos. Um deles prende-se com o facto de algumas pessoas se acomodarem ao subsídio, que passa a ser visto como um ordenado sem trabalho, para não lhe chamar subsídio de férias permanente, interessando-se pela procura de emprego apenas quando este está a terminar. Para não falar dos que arranjam mil e uma formas de nunca aceitarem os empregos que lhes são propostos, acumulando subsídio e pequenos biscates.

Por outro lado, às entidades empregadoras interessa pouco informar que a pessoa não quis aceitar o emprego, uma vez que esta declaração acarretaria a cessação do subsídio para o desempregado e, posteriomente, possíveis represálias para a empresa.

Uma possível solução, certamente polémica e sem receptividade por parte dos sindicatos, seria a transformação de parte do subsídio de desemprego em empréstimo. Desta forma, o esforço dos desempregados seria muito maior, acabar-se-ia com alguns esquemas de trabalhar na época alta 6 meses e ficar mais 6 a receber subsídio e a malandragem já pensava duas vezes.

Talvez seja pólémico mas, com alguns ajustes, é passível se der posto em prática. Ou não?

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