Sempre o Défice
Compreendo que em 2002 GOverno teria que dar tudo por tudo para que o défice não atingisse os 3%. Tratava-se de mostrar ao PS que era possível e à União Europeia que eram credíveis. Daí ter recorrido às portagens em Lisboa, venda da rede fixa e outras vendas de imóveis.
Apesar de saber que a França e a Alemanha também tinham pisado o risco, mas estes eram Países ricos, mais poderosos e, pelo menos a Alemanha, contribuinte líquido para o Orçamento da UE.
Em 2003 a esmagadora maioria da Função Pública teve aumento zero, o Investimento Público foi selectivo, as exportações aumentaram mas, com a crise económica existente (que provoca aumento de despesa social-aumento do desemprego- e diminuição de receita fiscal) e agora os incêndios, o Governo prepara-se para lançar novamente medidas extraordinárias, como sejam passar o Fundo de Pensões dos CTT para o Estado e alguma venda de património para alcançar os míticos 3% do défice público.
Se com todo o esforço de contenção em 2003 não vai ser possível alcançar os 3% pelas vias normais, valerá a pena estarmos a vender património para termos os 3%, quando Alemanha e França não irão lá chegar e nós temos justificativos para também não chegarmos lá?
Vamos continuar a vender património e a arranjar outros esquemas não normais todos os anos para termos 3% de défice?
Fazer isto um ano é uma coisa, mas dois, três..... Até quando?
quinta-feira, 4 de setembro de 2003
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