Sempre os Professores
Neste ano ficaram de fora cerca de 27.000 professores. Título de primeira página de vários jornais. Abertura de telejornais.
Os sindicalistas apresentam invariavelmente soluções que passam por o Estado criar mais emprego para absorver os que ficaram desempregados.
Quantos empregados fabris estão desempregados? Cozinheiros? Trabalhadores rurais? Licenciados nas diversas áreas sociais? Empregados de escritório? Advogados?
Porque é que o Estado tem que ter uma obrigação especial em relação aos professores que não tem com todas as outras milhentas profissões?
Quem disse aos Professores que o Estado lhes arranjaria trabalho? Se o Estado não garante emprego a nenhum recém-licenciado de curso algum, porque haveria de o fazer em relação aos professores?
Agora vão-se todos inscrever nos Centros de Emprego para receberem o subsídio de desemprego (os que tiverem direito), sendo que esta entidade não tem quaisquer ofertas de emprego para lhes oferecer. Ficarão nos registos até mudarem de profissão ou esperarem pela próxima hipótese de colocação.
Sei bem que a vocação é importante, mas a pessoa antes de se inscrever num curso tem que avaliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Porque depois uma grande vocação pode-se transforma numa grande decepção.
E as Universidades têm culpa porque não se informam sobre as hipóteses de inserção dos seus diplomados e se se informa não ligam nenhuma! Querem é cabeças, pois recebem à cabeça. O Governo, uma vez que as Universidades não o fazem, deveria limitar e mesmo fechar temporariamente alguns cursos de professores. Haja coragem!
E os Srs. Sindicalistas têm que pensar que não é a porem o Estado a pagar mais ordenados a mais professores que se resolve a situação. Atirar dinheiro sobre os problemas nunca resolveu nada. Os sindicatos deviam era começar a pensar em criarem cursos de rconversão profissional para parte dos seus filiados!
quinta-feira, 4 de setembro de 2003
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