Ainda a ponte para a Ilha de Faro: o Referendo
LNEC recomendou construção de uma nova ponte
José Vitorino admite fazer um referendo para rever o acesso à Praia de Faro
O presidente da Câmara Municipal de Faro "descobriu ontem" um relatório técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com data de Março de 2001, que considera a ponte de acesso à Praia de Faro "em elevado estado de degradação" e recomenda a construção de uma nova.
José Vitorino resolveu actuar e, ontem mesmo, enviou um ofício ao comandante do Grupo Territorial da GNR de Faro, onde solicita a implementação de uma deliberação do anterior executivo camarário, de 27 de Março de 2001, - tanto quanto se sabe, nunca cumprida - que proíbe a paragem, "a qualquer título", de automóveis no tabuleiro da ponte e estabelece um "espaçamento mínimo de circulação de 30 metros". De acordo com o LNEC, a ponte tem cerca de 160 metros. Se os militares da GNR tomarem à letra esta deliberação, só poderão circular no tabuleiro da ponte cinco veículos de cada vez. Questionado sobre os problemas que a medida poderá provocar no já difícil e moroso acesso à Praia de Faro, Vitorino justificou-se dizendo que se tratava do "único instrumento disponível para aliviar a pressão sobre o tabuleiro da ponte e assim garantir a segurança das pessoas".
Ainda segundo o parecer do LNEC, "é indispensável manter a actual limitação de circulação a trânsito com peso inferior a 3,5 toneladas". O relatório acrescenta que durante o período da inspecção (26 de Fevereiro de 2001) "este limite não era respeitado, até porque dificulta o abastecimento aos estabelecimentos existentes na Ilha e inviabiliza a passagem de um autotanque do serviço de incêndios".
Hoje, em conferência de imprensa, José Vitorino revelou ter solicitado ao LNEC, com carácter de "urgência, uma nova inspecção". O presidente da CMF pediu também, "desde já", sugestões e recomendações adicionais para garantir a segurança no atravessamento da ponte.
Na sequência deste 'caso', a autarquia pediu à Delegação do Sul do Instituto Portuário dos Transportes Marítimos, "mais uma vez e com uma justificação reforçada, a maior urgência" na reactivação da "ligação por barco, entre a cidade de Faro e a Ilha".
Acesso futuro
Para José Vitorino, estas foram, para já, as diligências possíveis, mas a decisão final sobre o acesso à Ilha de Faro continua em aberto. Há várias hipóteses, mas o presidente da CMF deixou uma garantia: as grandes questões, como a construção de uma nova ponte, ou a criação de parques de estacionamento nas imediações da praia, fazendo-se depois o acesso à Ilha de Faro em transportes públicos, serão sempre decididas "após a audição da população". Segundo José Vitorino, há duas formas de ouvir os farenses: "através de um inquérito, ou, no limite, fazendo-se um referendo".
Rodrigo Burnay
Região-Sul | 13 de Agosto de 2004 | 15:46
Concordo com o referendo. Havendo hipótese de referendar questões locais, penso que este assunto é adequado para sujeitar a referendo.
Sendo a Ilha de Faro uma ilha, ficará bastante melhor se não estiver presa ao continente. As ilhas mexem-se e esta não se pode movimentar porque está presa ao continente através de uma ponte.
Penso que não é necessária uma nova ponte. Basta que a actual, possivelmente depois de algumas reparações que a consolidem mais, sirva só para trânsito restrito (bombeiros, policia, comerciantes) e que as pessoas deixem o carro antes da ponte e depois vão andando.
domingo, 15 de agosto de 2004
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