Telejornais
Gosto de ver noticiários. Tenho gramado com velórios televisivos.
Gosto de saber o que se passa de relevante no meu país e no Mundo. Levo com taxistas, assaltos de vão de escada, doenças, recusas em ficar sem uma ponte uns meses e as obras que a Junta de Freguesia fez e que são um atentado ao ambiente sei lá onde.
Gosto de telejornais de 30/40 minutos. Apanho com jogos de futebol de hora e meia, com intervalo a meio para fazer o chichi da ordem.
Gosto de ouvir resumidamente o que é banal e detalhadamente o que é importante. Ouço 10 minutos o comandante dos bombeiros explicar a origem, a forma de combate e as perspectivas de evolução de um qualquer incêndio e 30 segundos sobre o que se passou na Assembleia da República.
Gosto de entrevistas curtas e incisivas. Não suporto F. Felgueiras em directo do Brasil mais de 45 minutos.
Serei esquisito?
quinta-feira, 10 de julho de 2003
terça-feira, 8 de julho de 2003
Carta de Condução Plastificada
Eu sei. É grave. Não devia ter cometido esse erro. Coisas da juventude. Tinha 21 anos. A inexperiência. O voluntarismo excessivo. Como fui capaz? Como poderei pagar o meu erro à sociedade?
Admito. Eu plas.... Ufa! Custa! Não consigo. Mais uma vez! Eu plastif.... Poças! Custa! Como custa! Eu, bom, eu...., eu plastifiquei a minha carta de condução! Ufa! Já foi. Está dito, está dito! Custou!!! Estou pronto para ser julgado na praça pública. Eu pequei!!!
Sei que a juventude não justifica tudo. Dever-me-ia ter aconselhado com alguém mais velho. Ter abordado um policia na rua. Perguntado à revista "Maria". Não fiz nada disso! Como me arrependo. Estou a ver o filme todo e apetece-me voltar atrás e mudar este passado imundo.
Vou ter tirar uma nova carta de condução, pois alterei a minha morada. Fui ao site da DGV e li que não teria que pagar nada, uma vez que esta substituição da carta de condução é devido a alteração de residência. Pode-se ver isso aqui.
Ainda por cima o director é meio parecido com alguém que anda desaparecido, né?
Que sorte, pensei eu! Poupo os tais 19,95€ (gosto deste tipo de preço, lembra-me as camisas em saldo!). Entretanto perguntei ao segurança se era mesmo assim, pois nestas coisas do Estado quando são de borla, desconfio sempre! E ele disse-me que sim, excepto se a carta estiver em mau estado ou plastificada!!!!
Comparar o mau estado com plastificada é um desaforo! Se a plastificamos é para não ficar em mau estado, certo? E se a carta vai para o lixo, qual a diferença de estar plastificada ou em mau estado. Será para emoldurar? Adoro estas lógicas estatais....
Entretanto, como o BI caducou uma semana antes não pude pedir a nova carta.
Eis o meu plano de acção:
1 - Colocar um tacho com água ao fogo e a carta por cima numa qualquer rede, a ver se descola. Se ficar boa, tudo bem. Se ficar pior, que se lixe, passo da categoria "carta em mau estado" para a categoria "carta plastificada" e lá pago a camisa!
2 - Caso resolva não fazer o passo 1 por esquecimento, vou à DGV e se me manderem pagar os 19,95€ peço para ver o suporte legal. Depois de mo mostrarem (quanto tempo levarão???), direi que discordo e peço o livro amarelo das reclamações. Levam-me os 19,95€, mas vão ter trabalhinho a responder aos superiores devido à reclamação. Nesta altura terei os bolsos mais leves e a alma mais aliviada!
Divulguem esta situação aos vossos amigos. Se não enviarem a pelo menos 80% da vossa lista de contactos, a vossa carta ficará plastificada e terão que pagar 19,95€!!!
Eu sei. É grave. Não devia ter cometido esse erro. Coisas da juventude. Tinha 21 anos. A inexperiência. O voluntarismo excessivo. Como fui capaz? Como poderei pagar o meu erro à sociedade?
Admito. Eu plas.... Ufa! Custa! Não consigo. Mais uma vez! Eu plastif.... Poças! Custa! Como custa! Eu, bom, eu...., eu plastifiquei a minha carta de condução! Ufa! Já foi. Está dito, está dito! Custou!!! Estou pronto para ser julgado na praça pública. Eu pequei!!!
Sei que a juventude não justifica tudo. Dever-me-ia ter aconselhado com alguém mais velho. Ter abordado um policia na rua. Perguntado à revista "Maria". Não fiz nada disso! Como me arrependo. Estou a ver o filme todo e apetece-me voltar atrás e mudar este passado imundo.
Vou ter tirar uma nova carta de condução, pois alterei a minha morada. Fui ao site da DGV e li que não teria que pagar nada, uma vez que esta substituição da carta de condução é devido a alteração de residência. Pode-se ver isso aqui.
Ainda por cima o director é meio parecido com alguém que anda desaparecido, né?
Que sorte, pensei eu! Poupo os tais 19,95€ (gosto deste tipo de preço, lembra-me as camisas em saldo!). Entretanto perguntei ao segurança se era mesmo assim, pois nestas coisas do Estado quando são de borla, desconfio sempre! E ele disse-me que sim, excepto se a carta estiver em mau estado ou plastificada!!!!
Comparar o mau estado com plastificada é um desaforo! Se a plastificamos é para não ficar em mau estado, certo? E se a carta vai para o lixo, qual a diferença de estar plastificada ou em mau estado. Será para emoldurar? Adoro estas lógicas estatais....
Entretanto, como o BI caducou uma semana antes não pude pedir a nova carta.
Eis o meu plano de acção:
1 - Colocar um tacho com água ao fogo e a carta por cima numa qualquer rede, a ver se descola. Se ficar boa, tudo bem. Se ficar pior, que se lixe, passo da categoria "carta em mau estado" para a categoria "carta plastificada" e lá pago a camisa!
2 - Caso resolva não fazer o passo 1 por esquecimento, vou à DGV e se me manderem pagar os 19,95€ peço para ver o suporte legal. Depois de mo mostrarem (quanto tempo levarão???), direi que discordo e peço o livro amarelo das reclamações. Levam-me os 19,95€, mas vão ter trabalhinho a responder aos superiores devido à reclamação. Nesta altura terei os bolsos mais leves e a alma mais aliviada!
Divulguem esta situação aos vossos amigos. Se não enviarem a pelo menos 80% da vossa lista de contactos, a vossa carta ficará plastificada e terão que pagar 19,95€!!!
Sindicalismo
Estou farto de ver sindicalistas profissionais, certamente há muito sem hábitos de trabalho subordinado, no activo sindical há dezenas de anos. Parece que o forno se partiu e temos que continuar levar com a fornada de há 20 anos!
E depois têm um grave problema: preferem deixar um mau trabalhador empregado, quando existe à porta um bom trabalhador desempregado. O emprego é para sempre, seja o trabalhador bom ou mau, baldas ou competente, irresponsável ou esforçado. Mais, se o trabalhador é mau, certamente haverá uma qualquer explicação: talvez mau ambiente de trabalho, quiça traumas de infância ou mesmo um má relação com o dono da empresa (invariavelmente o mau da fita). No Estado a situação ainda é mais complicada, pois os sindicatos insistem em defender de forma igual os trabalhadores que são desiguais. E assim, limitam a motivação dos bons e facilitam a preguiça dos maus. À boa maneira portuguesa....
Estou farto de ver sindicalistas profissionais, certamente há muito sem hábitos de trabalho subordinado, no activo sindical há dezenas de anos. Parece que o forno se partiu e temos que continuar levar com a fornada de há 20 anos!
E depois têm um grave problema: preferem deixar um mau trabalhador empregado, quando existe à porta um bom trabalhador desempregado. O emprego é para sempre, seja o trabalhador bom ou mau, baldas ou competente, irresponsável ou esforçado. Mais, se o trabalhador é mau, certamente haverá uma qualquer explicação: talvez mau ambiente de trabalho, quiça traumas de infância ou mesmo um má relação com o dono da empresa (invariavelmente o mau da fita). No Estado a situação ainda é mais complicada, pois os sindicatos insistem em defender de forma igual os trabalhadores que são desiguais. E assim, limitam a motivação dos bons e facilitam a preguiça dos maus. À boa maneira portuguesa....
segunda-feira, 7 de julho de 2003
Beber Vinho
Salazar dizia que beber vinho dava de comer a um milhão de Portugueses.
Hoje os nossos vinhos apostam no marketing, ganham prémios e são bons. Temos boa pinga!
O perigo de o consumo de vinho ser dizimado pelo consumo de cerveja está ultrapassado e se a cerveja é bebida dos mais novos, mais tarde "conhcecem" o vinho e ficam amigos!
A minha questão prende-se com os preços a que os restaurantes vendem os vinhos. Uma garrafa de BSE que custa 3,5€ no José Maria da Fonseca em Azeitão, e 4,5/5€ nos supermercados, nos restaurantes vai para os 10/12€.
Compreendo que os restaurantes ganhem bom dinheiro nos pratos que confeccionam, uma vez que os ingredientes são por vezes rapidamente pereciveis (veja-se o peixe e o marisco) e existe a arte do cozinheiro. Mas, comprar uma garrafa de vinho, pô-la a refrescar meia duzia de horas, abri-la e servi-la, e ganhar mais de 100% com este trabalho mínimo é uma roubalheira e uma condicionante fortíssima a que se bebam vinhos de qualidade nos restaurantes. Dai a opção mais comum: uma cervejinha ou um vinhaço da casa!
Ai vai uma carta para a malta dos Restaurantes:
"Exmos. Donos de Restaurantes e afins
Enquanto Português que me orgulho de ser, considero o vinho parte da nossa herança cultural, e porque não dizê-lo, parte de nós mesmos (pelo menos daqueles que o vazam!).
Os Srs. ganham demasiado com o vinho em relação ao pouco trabalho que têm. Tornando o produto demasiado caro, a roçar a roubalheira, desviam os consumidores para as gamas mais baixas (leia-se vinho da casa) e para a cervejinha.
Desta forma não promovem o bom vinho (com o qual ganhariam mais se baixassem a margem de lucro) e poderão a prazo condenar algum do bom vinho Português e beneficiar o produtores do vinho a martelo.
Mais, enquanto o vinho rasca me dá umas tremendas ressacas, a cervejinha faz-me aumentar a barriguinha! Pensem nisto!
Procurem diminuir os produtos estragados, ganhar clientes para os restaurantes (boa comida, preço acessível, serviço simpático, ganhando pouco de cada vez na óptica de manter o cliente), inovar nos pratos, comprar bons ingredientes (em especial carne e peixe), sobremesas caseiras e deliciosas, etc.
Ser o vinho a recuperar as fracas margens nos outros produtos, não!
Organizem-se e deixem o vinho de qualidade respirar!
Não abafem o vinho...
Cumprimentos vitivinícolas,
Al Cagoita"
Salazar dizia que beber vinho dava de comer a um milhão de Portugueses.
Hoje os nossos vinhos apostam no marketing, ganham prémios e são bons. Temos boa pinga!
O perigo de o consumo de vinho ser dizimado pelo consumo de cerveja está ultrapassado e se a cerveja é bebida dos mais novos, mais tarde "conhcecem" o vinho e ficam amigos!
A minha questão prende-se com os preços a que os restaurantes vendem os vinhos. Uma garrafa de BSE que custa 3,5€ no José Maria da Fonseca em Azeitão, e 4,5/5€ nos supermercados, nos restaurantes vai para os 10/12€.
Compreendo que os restaurantes ganhem bom dinheiro nos pratos que confeccionam, uma vez que os ingredientes são por vezes rapidamente pereciveis (veja-se o peixe e o marisco) e existe a arte do cozinheiro. Mas, comprar uma garrafa de vinho, pô-la a refrescar meia duzia de horas, abri-la e servi-la, e ganhar mais de 100% com este trabalho mínimo é uma roubalheira e uma condicionante fortíssima a que se bebam vinhos de qualidade nos restaurantes. Dai a opção mais comum: uma cervejinha ou um vinhaço da casa!
Ai vai uma carta para a malta dos Restaurantes:
"Exmos. Donos de Restaurantes e afins
Enquanto Português que me orgulho de ser, considero o vinho parte da nossa herança cultural, e porque não dizê-lo, parte de nós mesmos (pelo menos daqueles que o vazam!).
Os Srs. ganham demasiado com o vinho em relação ao pouco trabalho que têm. Tornando o produto demasiado caro, a roçar a roubalheira, desviam os consumidores para as gamas mais baixas (leia-se vinho da casa) e para a cervejinha.
Desta forma não promovem o bom vinho (com o qual ganhariam mais se baixassem a margem de lucro) e poderão a prazo condenar algum do bom vinho Português e beneficiar o produtores do vinho a martelo.
Mais, enquanto o vinho rasca me dá umas tremendas ressacas, a cervejinha faz-me aumentar a barriguinha! Pensem nisto!
Procurem diminuir os produtos estragados, ganhar clientes para os restaurantes (boa comida, preço acessível, serviço simpático, ganhando pouco de cada vez na óptica de manter o cliente), inovar nos pratos, comprar bons ingredientes (em especial carne e peixe), sobremesas caseiras e deliciosas, etc.
Ser o vinho a recuperar as fracas margens nos outros produtos, não!
Organizem-se e deixem o vinho de qualidade respirar!
Não abafem o vinho...
Cumprimentos vitivinícolas,
Al Cagoita"
O Alcagoita
O Alcagoita é um blog de pequenas coisas que podem fazer a diferença. Assuntos importantes, opiniões, mais ou menos acertadas, e, acima de tudo, uma grande vontade de fazer com que este País vá para a frente.
Hoje em dia fazer política parece aos olhos de muitos como uma forma de conseguir tachos mais rapidamente. Muitas vezes os políticos são todos metidos no mesmo saco, sendo-lhes aplicado por igual o mesmo rótulo: "chulo". Sendo a actividade política bastante denegrida, gostar, melhor, ousar gostar de política, da gestão da coisa pública, é quase pecado. E se a pessoa o faz com regras, sem ceder a jogadas e esquemas, da "forma correcta" ou não é levado a sério ou nunca atinge o poder.
O Alcagoita acredita que o compadrio vai acabar um dia e os partidos terão democracia interna. Nesse dia, valerão as pessoas e os projectos.
O Alcagoita quer contribuir para um Portugal melhor, onde a política e os politícos sejam dignificados.
O Alcagoita procura ser intelectualmente honesto.
Vai uma alcagoita?
O Alcagoita é um blog de pequenas coisas que podem fazer a diferença. Assuntos importantes, opiniões, mais ou menos acertadas, e, acima de tudo, uma grande vontade de fazer com que este País vá para a frente.
Hoje em dia fazer política parece aos olhos de muitos como uma forma de conseguir tachos mais rapidamente. Muitas vezes os políticos são todos metidos no mesmo saco, sendo-lhes aplicado por igual o mesmo rótulo: "chulo". Sendo a actividade política bastante denegrida, gostar, melhor, ousar gostar de política, da gestão da coisa pública, é quase pecado. E se a pessoa o faz com regras, sem ceder a jogadas e esquemas, da "forma correcta" ou não é levado a sério ou nunca atinge o poder.
O Alcagoita acredita que o compadrio vai acabar um dia e os partidos terão democracia interna. Nesse dia, valerão as pessoas e os projectos.
O Alcagoita quer contribuir para um Portugal melhor, onde a política e os politícos sejam dignificados.
O Alcagoita procura ser intelectualmente honesto.
Vai uma alcagoita?
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