Ferro a martelar em ferro frio
O Dr. Ferro veio a Portimão discursar longamente, abordando quase todos os temas da vida nacional de passagem, ficando muito pouco na retina. Propostas para o País não ouvimos, apenas piadas aos cachalotes dos Açores.
Já sabemos que a imagem não ajuda, mas discursar para massas é diferente de ler uma estória à filha ou rezar missa. Alguém que lhe diga isto!
Depois, houve duas questões referidas pelo Dr. Ferro que me ficaram a martelar o espírito.
A primeira, ao dizer que o Dr. Portas é que manda no Governo. Admitamos que sim. Florescem algumas questões:
- o que é que ele tem a ver com isso?
- isso torna as decisões políticas melhores ou piores?
- e será que o Dr. Soares continua a mandar no PS?
E se algo que se sabe sobre este Governo é que o Dr. Portas está um menino bem comportadinho e que quem manda é o Primeiro-Ministro.
A segunda foi dizer que a imagem de Portugal lá fora ficou afectada pelas imagens dos incêndios (até aqui tudo bem, penso que é unânime) ao verem pessoas com ramos de árvores a apagarem os fogos. Pois é, esqueci-me que no tempo do Governo do Dr. Ferro todos os cidadãos tinham um carro de bombeiros e um helicóptero à porta para combaterem incêndios. Este tipo de afirmações é que fazem as pessoas descrerem nos políticos e, mais grave, na política.
Não se pede ao Dr. Ferro que apresenta um programa de Governo alternativo cada vez que fala. Mas, a lógica que existe em Portugal de a oposição só servir para o bota-abaixo já passou de moda. As pessoas querem políticos e ideias estimulantes. Alguém que as faça acreditar num futuro melhor.
O Dr. Ferro, apesar de toda a seriedade que todos reconhecem, não vai chegar lá.
terça-feira, 26 de agosto de 2003
sexta-feira, 22 de agosto de 2003
A nova moda: contabilizar mortos!
De há uns tempos para cá tornou-se moda contabilizar mortos. Em todos os telejornais temos que ouvir a actualização de:
- mortos, feridos graves e feridos ligeiros ocorridos nas estradas portuguesas;
- mortos nas praias Portuguesas;
- mortos devido aos fogos florestais;
- mortos (Portugueses e Luso-descendentes) na África do Sul;
- mortos devido à vaga de calor;
- mortos (soldados dos EUA) no Iraque;
- mortos em Israel e na Palestina;
Esta forte tendência torna os telejornais autênticos velórios noticiosos.
Veja-se a questão dos mortos devido à vaga de calor, originária de França, e onde os nossos jornalistas querem à força que os hospitais lhes dêm dados dos mortos devido à vaga de calor, quando, por aquilo que vários médicos explicaram, o calor em si não costuma ser uma causa única para a morte, contribuindo sim para o agravamento de outras doenças. Mas, isso não lhes interessa, eles querem números de mortos, números de mortos e números de mortos.
Do Iraque chega-nos todos os dias a actualização dos soldadados dos EUA mortos. Sobre mortes de Iraquianos nada. Zero. Nem uma simples aproximação.
Já imagino a criação de um campeonato de mortes, tipo totoloto. Algo do tipo "totomorte". Eis o slogan:
"Esta semana não deixe de apostar. Puxe da sua parte sádica e aposte. Conflito Israel/Palestina, preveja quem mata mais esta semana. Quantos soldados dos EUA irão morrer nos próximos dias? Quantos Portugueses irão morrer na praia estes dias? Os fogos voltarão a matar? Os mortos podem dar-lhe dinheiro. Aposte nas mortes e goze mais a vida".
De há uns tempos para cá tornou-se moda contabilizar mortos. Em todos os telejornais temos que ouvir a actualização de:
- mortos, feridos graves e feridos ligeiros ocorridos nas estradas portuguesas;
- mortos nas praias Portuguesas;
- mortos devido aos fogos florestais;
- mortos (Portugueses e Luso-descendentes) na África do Sul;
- mortos devido à vaga de calor;
- mortos (soldados dos EUA) no Iraque;
- mortos em Israel e na Palestina;
Esta forte tendência torna os telejornais autênticos velórios noticiosos.
Veja-se a questão dos mortos devido à vaga de calor, originária de França, e onde os nossos jornalistas querem à força que os hospitais lhes dêm dados dos mortos devido à vaga de calor, quando, por aquilo que vários médicos explicaram, o calor em si não costuma ser uma causa única para a morte, contribuindo sim para o agravamento de outras doenças. Mas, isso não lhes interessa, eles querem números de mortos, números de mortos e números de mortos.
Do Iraque chega-nos todos os dias a actualização dos soldadados dos EUA mortos. Sobre mortes de Iraquianos nada. Zero. Nem uma simples aproximação.
Já imagino a criação de um campeonato de mortes, tipo totoloto. Algo do tipo "totomorte". Eis o slogan:
"Esta semana não deixe de apostar. Puxe da sua parte sádica e aposte. Conflito Israel/Palestina, preveja quem mata mais esta semana. Quantos soldados dos EUA irão morrer nos próximos dias? Quantos Portugueses irão morrer na praia estes dias? Os fogos voltarão a matar? Os mortos podem dar-lhe dinheiro. Aposte nas mortes e goze mais a vida".
quinta-feira, 21 de agosto de 2003
Agora os nossos políticos ganham muito....
Nos últimos dias os órgãos de informação ficaram espantados pelo facto de o Primeiro-Ministro Espanhol ganhar menos do que o Português. O mesmo sucede com os Minsitros e Secretários de Estado, afiançam. Espantam-se como é possível uma situação destas, uma vez que o salário mínimo em Espanha é 3 vezes superior ao nosso.
O que nos importa a nós se Espanha paga mal aos seus políticos? A questão está em saber se os nossos são bem ou mal pagos. E se compararmos ordenados e responsabilidades dos nossos políticos com alguns gestores públicos, vemos claramente que a maiores responsabilidades equivale menor ordenado. Isto é que não está correcto e desincentiva a actividade política, que asim fica reduzida a funcionários públicos e pouco mais.
E já agora, parece que o Primeiro-Ministro Inglês ganha mais do dobro que o nosso. E daí?
Nos últimos dias os órgãos de informação ficaram espantados pelo facto de o Primeiro-Ministro Espanhol ganhar menos do que o Português. O mesmo sucede com os Minsitros e Secretários de Estado, afiançam. Espantam-se como é possível uma situação destas, uma vez que o salário mínimo em Espanha é 3 vezes superior ao nosso.
O que nos importa a nós se Espanha paga mal aos seus políticos? A questão está em saber se os nossos são bem ou mal pagos. E se compararmos ordenados e responsabilidades dos nossos políticos com alguns gestores públicos, vemos claramente que a maiores responsabilidades equivale menor ordenado. Isto é que não está correcto e desincentiva a actividade política, que asim fica reduzida a funcionários públicos e pouco mais.
E já agora, parece que o Primeiro-Ministro Inglês ganha mais do dobro que o nosso. E daí?
quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Rendimento Mínimo Garantido (2)
Um Rendimento Mínimo qualquer deveria ser apenas e exclusivamente para pessoas sem capacidade de inserção social, sendo os percursos de inserção analisados cuidadosamente e acompanhado o itenerário da família, aplicando as respectivas sanções sempre que a lei não fosse cumprida.
Um RMG assim seria bastante caro e a opção foi pela sua massificação, bastante a declaração de IRS para se poder beneficiar do mesmo, e nós sabemos quem paga impostos em Portugal.
O que existe é uma fantochada, onde os percursos de inserção existem mas ninguém os controla. Finalmente nos inícios deste ano fiscalizaram o RMG no Algarve e 76% dos benificiários ficaram sem ele.
Veja-se a economia informal que é alimentada pelo RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
O RMG que existe é uma má ideia, pessimamente aplicada.
Um Rendimento Mínimo qualquer deveria ser apenas e exclusivamente para pessoas sem capacidade de inserção social, sendo os percursos de inserção analisados cuidadosamente e acompanhado o itenerário da família, aplicando as respectivas sanções sempre que a lei não fosse cumprida.
Um RMG assim seria bastante caro e a opção foi pela sua massificação, bastante a declaração de IRS para se poder beneficiar do mesmo, e nós sabemos quem paga impostos em Portugal.
O que existe é uma fantochada, onde os percursos de inserção existem mas ninguém os controla. Finalmente nos inícios deste ano fiscalizaram o RMG no Algarve e 76% dos benificiários ficaram sem ele.
Veja-se a economia informal que é alimentada pelo RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
O RMG que existe é uma má ideia, pessimamente aplicada.
quarta-feira, 13 de agosto de 2003
segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Tartaruga na praia
Estava ontem na praia da Manta Rota (perto de Tavira) quando apareceu uma coisa grande a boiar no mar. Minutos depois dava à costa uma tartaruga grande, cheia de cabos e fios. Certamente terá ficado presa nas redes dos pescadores e depois morreu a lutar.
Porque é que estas coisas ainda acontecem?
Estava ontem na praia da Manta Rota (perto de Tavira) quando apareceu uma coisa grande a boiar no mar. Minutos depois dava à costa uma tartaruga grande, cheia de cabos e fios. Certamente terá ficado presa nas redes dos pescadores e depois morreu a lutar.
Porque é que estas coisas ainda acontecem?
O País vai torrando...
Tal como as alcagoitas, o país torra. Até o meu Algarve já arde....
O combate político em torno deste assunto deve estar a rebentar, sem antes se esperar que o fogo acabe.
Primeiro o fogo deve ser extinto e depois vamos discutir responsabilidades políticas. E, na boa maneira Portuguesa de "depois de casa roubada trancas na porta" vamos criar uma série de planos para a floresta e verbas generosas para os pôr em prática.
A minha preocupação vai para os que perderam tudo. Os que só têm a roupa no corpo. Os que têm empréstimos e agora os negócios ruiram. Os velhotes sem capacidade de recomeçar tudo de novo. Os que ficaram desempregados.
Estes têm que ser a prioridade. Depois logo se inicia a refloresta...
Tal como as alcagoitas, o país torra. Até o meu Algarve já arde....
O combate político em torno deste assunto deve estar a rebentar, sem antes se esperar que o fogo acabe.
Primeiro o fogo deve ser extinto e depois vamos discutir responsabilidades políticas. E, na boa maneira Portuguesa de "depois de casa roubada trancas na porta" vamos criar uma série de planos para a floresta e verbas generosas para os pôr em prática.
A minha preocupação vai para os que perderam tudo. Os que só têm a roupa no corpo. Os que têm empréstimos e agora os negócios ruiram. Os velhotes sem capacidade de recomeçar tudo de novo. Os que ficaram desempregados.
Estes têm que ser a prioridade. Depois logo se inicia a refloresta...
sexta-feira, 8 de agosto de 2003
Alcagoitas
1- Para torrar alcagoitas crocantes e sem perder o sal basta misturar uma clara de ovo para cada quilo de alcagoita e acrescentar o sal. Misture-as bem até formar um todo bem homogéneo.
2-Alcagoita Salgada
Ingredientes:
- 500 g de alcagoita
- 2 colheres de chá de sal
- 5 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa de óleo
Misture o sal e a água na alcagoita, numa travessa que aguente altas temperaturas e leve ao microondas, em Potência Alta por 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. Na terceira vez que abrir para mexer as alcagoitas, acrescente o óleo e mexa bem. Tire, deixe esfriar.
3-Alcagoita Doce de Microondas
Ingredientes:
- 500g de alcagoita
- 1 ½ chávena de açúcar
- 1 colher de café de fermento em pó
- 2 colheres de chá de chocolate em pó
- ¼ de chávena de água
Modo de Preparar
Leve as alcagoitas ao microondas por 3 minutos em potência alta, mexendo na metade do tempo.
Misture, às alcagoitas, todos os demais ingredientes.
Leve ao forno de microondas, em Potência Alta por 9 a 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. O ponto ideial é a hora que seca. Não deixe passar do ponto. Preste atenção, pois, se passar, o açúcar começará a derreter.
Guarde em vidro fechado.
1- Para torrar alcagoitas crocantes e sem perder o sal basta misturar uma clara de ovo para cada quilo de alcagoita e acrescentar o sal. Misture-as bem até formar um todo bem homogéneo.
2-Alcagoita Salgada
Ingredientes:
- 500 g de alcagoita
- 2 colheres de chá de sal
- 5 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa de óleo
Misture o sal e a água na alcagoita, numa travessa que aguente altas temperaturas e leve ao microondas, em Potência Alta por 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. Na terceira vez que abrir para mexer as alcagoitas, acrescente o óleo e mexa bem. Tire, deixe esfriar.
3-Alcagoita Doce de Microondas
Ingredientes:
- 500g de alcagoita
- 1 ½ chávena de açúcar
- 1 colher de café de fermento em pó
- 2 colheres de chá de chocolate em pó
- ¼ de chávena de água
Modo de Preparar
Leve as alcagoitas ao microondas por 3 minutos em potência alta, mexendo na metade do tempo.
Misture, às alcagoitas, todos os demais ingredientes.
Leve ao forno de microondas, em Potência Alta por 9 a 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. O ponto ideial é a hora que seca. Não deixe passar do ponto. Preste atenção, pois, se passar, o açúcar começará a derreter.
Guarde em vidro fechado.
quinta-feira, 7 de agosto de 2003
Máquina de Gelados
Será um bem de luxo, para haver tão pouca oferta no mercado?
Uma vez que já tive uma Phlips há uns anos, perguntei-lhes one poderia adquirir uma. Resposta: a Philips não vende máquinas de gelados em Portugal, só noutros Países.
Em todas as grandes superfícies só vi uma e não gostei.
Sérá estranho este produto numa região quente como o Algarve?
Será um bem de luxo, para haver tão pouca oferta no mercado?
Uma vez que já tive uma Phlips há uns anos, perguntei-lhes one poderia adquirir uma. Resposta: a Philips não vende máquinas de gelados em Portugal, só noutros Países.
Em todas as grandes superfícies só vi uma e não gostei.
Sérá estranho este produto numa região quente como o Algarve?
terça-feira, 5 de agosto de 2003
O Fogo
Destrói. Mata. Arruina. Pessoas sem nada. Vidas perdidas. Passados dizimados. Sofrimento. Medo. Criminosos à solta.
E depois uma grande incapacidade de controlar. Impotência. Bombeiros de rastos. Exército esforçado. Poucos resultados.
Será do tempo? Será da falta de equipamento? Será da incúria na prevenção?
Eu não sei certamente, e não quero o fogo ao pé de mim!
Destrói. Mata. Arruina. Pessoas sem nada. Vidas perdidas. Passados dizimados. Sofrimento. Medo. Criminosos à solta.
E depois uma grande incapacidade de controlar. Impotência. Bombeiros de rastos. Exército esforçado. Poucos resultados.
Será do tempo? Será da falta de equipamento? Será da incúria na prevenção?
Eu não sei certamente, e não quero o fogo ao pé de mim!
domingo, 3 de agosto de 2003
Rendimento Mínimo Garantido
José Pacheco Pareira escreveu, e bem, no seu Abrupto dois posts sobre o RMG (1º e 2º).
Houve beneficiários que aproveitaram o RMG, uma vez que a fiscalização é, ou pelo menos era, muito fraca. Em Março/Abril foiram fiscalizados os beneficiários do RMG no Algarve e 76% ficaram sem ele, por diversas irregularidades. Ou seja, apenas 24% cumpriam escrupulosamente a lei...
Toda a estrutura do RMG estava montada de modo a que várias entidades participassem no processo de inserção social da família. Era feito um acordo em que a família recebia X (montante apurado por fórmula que incluia número de filhos, adultos, etc), mas cada elemento tinha obrigações a cumprir, por exemplo, os filhos tinham que acabar o ensino obrigatório, o pai tinha que se ir inscrever para emprego e/ou formação profissional, a mãe se tinha problemas de saúde deveria ser ancaminhada para a área da saúde, etc. Se um membro não cumprisse a sua obrigação, o agregado familiar perderia o valor que essa pessoa representava na tal fórmula.
A grande questão é que tudo isto nunca funcionou. O Estado pagou e calou. Pouco se importou com a sua inserção social.
Em Olhão temos mariscadores que de manhã vão apanhar marisco, quando a maré começa a encher voltam a terra, vendem o que apanharam nos restaurantes, recebem no mínimo 5 contos e depois passam o resto do dia nos cafés.... com excepção do dia em que têm de ir buscar o RMG....
Algumas empregadas domésticas recebem RMG enquanto trabalham ilegalmente em diversas casas, sem que ninguém saiba de nada.
O RMG contribuiu para manter, se não para aumentar, a informalidade na sociedade portuguesa. A pessoa via-se na contingência de perder o RMG se declarasse os reais ganhos: a opção foi clara para os mais espertos, não se declara o que se ganha, e assim poupam-se impostos e ainda se recebe como prémio de bom comportamento cívico o RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
Para não falar de pessoas que se inscreviam em 2, 3 concelhos diferentes e de sedes das CLAS em que nem computador havia... Deviam estar à espera de controlar os RMG de cada concelho... à mão.... Base de dados nacional nunca houve, mas.... sem computador acho incrível!
José Pacheco Pareira escreveu, e bem, no seu Abrupto dois posts sobre o RMG (1º e 2º).
Houve beneficiários que aproveitaram o RMG, uma vez que a fiscalização é, ou pelo menos era, muito fraca. Em Março/Abril foiram fiscalizados os beneficiários do RMG no Algarve e 76% ficaram sem ele, por diversas irregularidades. Ou seja, apenas 24% cumpriam escrupulosamente a lei...
Toda a estrutura do RMG estava montada de modo a que várias entidades participassem no processo de inserção social da família. Era feito um acordo em que a família recebia X (montante apurado por fórmula que incluia número de filhos, adultos, etc), mas cada elemento tinha obrigações a cumprir, por exemplo, os filhos tinham que acabar o ensino obrigatório, o pai tinha que se ir inscrever para emprego e/ou formação profissional, a mãe se tinha problemas de saúde deveria ser ancaminhada para a área da saúde, etc. Se um membro não cumprisse a sua obrigação, o agregado familiar perderia o valor que essa pessoa representava na tal fórmula.
A grande questão é que tudo isto nunca funcionou. O Estado pagou e calou. Pouco se importou com a sua inserção social.
Em Olhão temos mariscadores que de manhã vão apanhar marisco, quando a maré começa a encher voltam a terra, vendem o que apanharam nos restaurantes, recebem no mínimo 5 contos e depois passam o resto do dia nos cafés.... com excepção do dia em que têm de ir buscar o RMG....
Algumas empregadas domésticas recebem RMG enquanto trabalham ilegalmente em diversas casas, sem que ninguém saiba de nada.
O RMG contribuiu para manter, se não para aumentar, a informalidade na sociedade portuguesa. A pessoa via-se na contingência de perder o RMG se declarasse os reais ganhos: a opção foi clara para os mais espertos, não se declara o que se ganha, e assim poupam-se impostos e ainda se recebe como prémio de bom comportamento cívico o RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
Para não falar de pessoas que se inscreviam em 2, 3 concelhos diferentes e de sedes das CLAS em que nem computador havia... Deviam estar à espera de controlar os RMG de cada concelho... à mão.... Base de dados nacional nunca houve, mas.... sem computador acho incrível!
sexta-feira, 1 de agosto de 2003
quarta-feira, 30 de julho de 2003
Festa da Ria Formosa, em Faro
Lá terei que ir hoje degustar os mariscos da bela Ria Formosa. Segundo o Vialgarve também há delícias do mar, misturadas. Lanço desde aqui um movimento anti-delícias-do-mar, em festas tradicionais.
Este tipo de produtos, que nem faço a minima ideia de onde vêm ou como são feitos, aldrabam a nossa cozinha tradicional e qualquer dia já temos as crianças a aprenderem na escola que as benditas delícias opertencem à categoria dos mariscos...
Outra coisa que não suporto são os mexilhões congelados que a maioria dos restaurantes da região passou a introduzir nas açordas de marisco, arroz de marisco, etc. Não gosto de mexilhão por várias razões: tendo barba e sendo feio, o sabor, que também não é grande coisa, torna-se irrelevante.
A ver se não transformam tudo em hamburgueres...
Lá terei que ir hoje degustar os mariscos da bela Ria Formosa. Segundo o Vialgarve também há delícias do mar, misturadas. Lanço desde aqui um movimento anti-delícias-do-mar, em festas tradicionais.
Este tipo de produtos, que nem faço a minima ideia de onde vêm ou como são feitos, aldrabam a nossa cozinha tradicional e qualquer dia já temos as crianças a aprenderem na escola que as benditas delícias opertencem à categoria dos mariscos...
Outra coisa que não suporto são os mexilhões congelados que a maioria dos restaurantes da região passou a introduzir nas açordas de marisco, arroz de marisco, etc. Não gosto de mexilhão por várias razões: tendo barba e sendo feio, o sabor, que também não é grande coisa, torna-se irrelevante.
A ver se não transformam tudo em hamburgueres...
Parque das Cidades Faro/Loulé e Teatro Municipal de Faro
O Presidente da Câmara Municipal de Faro prometeu modelos de gestão para estes dois empreendimentos que passam pela entrega de parte da construção e pela entrega de parte da gestão e empresas privadas vocacionadas especificamente para a área.
Agradece-se a intenção, pois o Estado directamente a gerir teatros, estádios de futebol, pistas de atletismo, pavilhões de congressos, parques temáticos, etc nunca deu bom resultado.
E ainda bem que não vai ser aqui que vão apostar em inverter esta prática secular...
O Presidente da Câmara Municipal de Faro prometeu modelos de gestão para estes dois empreendimentos que passam pela entrega de parte da construção e pela entrega de parte da gestão e empresas privadas vocacionadas especificamente para a área.
Agradece-se a intenção, pois o Estado directamente a gerir teatros, estádios de futebol, pistas de atletismo, pavilhões de congressos, parques temáticos, etc nunca deu bom resultado.
E ainda bem que não vai ser aqui que vão apostar em inverter esta prática secular...
Feira da Serra em S. Brás de Alportel
Fui lá no Sábado. Procurei pela malta dos Blog's Algarvios mas não os vi. A confusão era tanta que a procura estava destinada ao insucesso. Adiante.
O espaço já se vai tornando pequeno. A multidão inudava cada barraquinha, tenda ou bar, enfim, estava a "fazer cagulo". Havia de tudo, licor de alfarroba, medronho, bolos, bijuterias, artesãos a actuarem ao vivo, equitação, restaurantes, etc.
E depois temos sempre que gramar com os "institucionais", com stands enfadonhos e completamente desligados do clima do evento.... estava lá a AMAL, os outros nem reparei quem eram... Mas como têm que dar algum para o evento, lá vão com a sua barraquinha e funcionários com cara de frete... o habitual...
Porque será que temos que ter tantas festas concentradas no Verão, deixando o resto do ano à míngua? Dispersar estes eventos pelo ano todo não será uma forma de lutar contra a sazonalidade da região e a forte predominância do "turismo de sol e praia"?
Fui lá no Sábado. Procurei pela malta dos Blog's Algarvios mas não os vi. A confusão era tanta que a procura estava destinada ao insucesso. Adiante.
O espaço já se vai tornando pequeno. A multidão inudava cada barraquinha, tenda ou bar, enfim, estava a "fazer cagulo". Havia de tudo, licor de alfarroba, medronho, bolos, bijuterias, artesãos a actuarem ao vivo, equitação, restaurantes, etc.
E depois temos sempre que gramar com os "institucionais", com stands enfadonhos e completamente desligados do clima do evento.... estava lá a AMAL, os outros nem reparei quem eram... Mas como têm que dar algum para o evento, lá vão com a sua barraquinha e funcionários com cara de frete... o habitual...
Porque será que temos que ter tantas festas concentradas no Verão, deixando o resto do ano à míngua? Dispersar estes eventos pelo ano todo não será uma forma de lutar contra a sazonalidade da região e a forte predominância do "turismo de sol e praia"?
quarta-feira, 23 de julho de 2003
A Cabala do Dr. Ferro
cabala
substantivo feminino
· interpretação alegórica do Velho Testamento, entre os antigos Judeus;
· espécie de ocultismo;
· figurado
· maquinação;
· intriga;
· conluio;
(Do hebr. qabbalah, «tradição», referindo-se à tradição esotérica, pelo fr. cabale, «intriga»)
Estará o Dr. Ferro dedicado ao ocultismo?
Pensará ele que a Ministra da justiça é que ordena as escutas telefónicas?
Ele anda baralhado. Recomendo umas fériazitas na bela região Algarvia. Apanhar conquilhas fazia-lhe bem.
cabala
substantivo feminino
· interpretação alegórica do Velho Testamento, entre os antigos Judeus;
· espécie de ocultismo;
· figurado
· maquinação;
· intriga;
· conluio;
(Do hebr. qabbalah, «tradição», referindo-se à tradição esotérica, pelo fr. cabale, «intriga»)
Estará o Dr. Ferro dedicado ao ocultismo?
Pensará ele que a Ministra da justiça é que ordena as escutas telefónicas?
Ele anda baralhado. Recomendo umas fériazitas na bela região Algarvia. Apanhar conquilhas fazia-lhe bem.
sexta-feira, 18 de julho de 2003
As motas "andem" ai!
Começa hoje a concentração de motas de Faro. A Policia aconselha os habitantes de Faro a não irem de carro à Praia de Faro, certamente para evitar que os carros sejam maltratados pela malta das motas.
Nestes movimentos de massas durante a concentração, a malta das motas é que é fixe. É um sentimento que se gera na multidão, sem partir especificamente de ninguém. Só que depois temos motards (os que têm nível), motoqueiros (sem classe e sem e saberem comprtar) e malta-sem-moto-mas-que-faz-mais-estragos-que-todos. E são estes dois últimos que muitas vezes provocam disturbios e confusão.
Não concebo que nos 3 dias da concentração esteja praticamente vedada a entrada na Praia de Faro para não motards. E quando um carro lá entra, o pobre condutor tenha que ver o seu carro a ser abanado, regado com cerveja e insultado. E tudo fica por aqui se, obediente, seguir o seu caminho...
Nestes 3 dias não há leis para as motas. Todos podem andar sem capacete, fazer cavalinhos, raters e quantas diabruras entenderem. A policia, tal como os espectadores, observam. Coocam umas fitas, impedem os espectadores de se colocarem em zonas onde pudessem incentivar os motards e pouco mais. Permitem tudo! Até criancinhas de 5/6 anos sem capacete, o que não parece aceitável num país civilizado.
A policia não pode mandar parar as motas uma a uma e aplicar-lhes as respectivas multas respeitantes às infracções mais graves. Até poderia causar um tumulto. Mas, pode apontar as matriculas e enviar um postal para casa.... que só será recebido vários dias após o fim da concentração. Certamente no ano seguinte a reflexão seria maior...
Por fim, o Moto Clube de Faro e os motards (os tais com classe) tentam que tudo se passe da forma mais civilizada possível. O problema é que ninguém controla as massas. E a Policia observa...
Começa hoje a concentração de motas de Faro. A Policia aconselha os habitantes de Faro a não irem de carro à Praia de Faro, certamente para evitar que os carros sejam maltratados pela malta das motas.
Nestes movimentos de massas durante a concentração, a malta das motas é que é fixe. É um sentimento que se gera na multidão, sem partir especificamente de ninguém. Só que depois temos motards (os que têm nível), motoqueiros (sem classe e sem e saberem comprtar) e malta-sem-moto-mas-que-faz-mais-estragos-que-todos. E são estes dois últimos que muitas vezes provocam disturbios e confusão.
Não concebo que nos 3 dias da concentração esteja praticamente vedada a entrada na Praia de Faro para não motards. E quando um carro lá entra, o pobre condutor tenha que ver o seu carro a ser abanado, regado com cerveja e insultado. E tudo fica por aqui se, obediente, seguir o seu caminho...
Nestes 3 dias não há leis para as motas. Todos podem andar sem capacete, fazer cavalinhos, raters e quantas diabruras entenderem. A policia, tal como os espectadores, observam. Coocam umas fitas, impedem os espectadores de se colocarem em zonas onde pudessem incentivar os motards e pouco mais. Permitem tudo! Até criancinhas de 5/6 anos sem capacete, o que não parece aceitável num país civilizado.
A policia não pode mandar parar as motas uma a uma e aplicar-lhes as respectivas multas respeitantes às infracções mais graves. Até poderia causar um tumulto. Mas, pode apontar as matriculas e enviar um postal para casa.... que só será recebido vários dias após o fim da concentração. Certamente no ano seguinte a reflexão seria maior...
Por fim, o Moto Clube de Faro e os motards (os tais com classe) tentam que tudo se passe da forma mais civilizada possível. O problema é que ninguém controla as massas. E a Policia observa...
Farense: Tudo Mais Fácil
Na AG de ontem tudo ficou mais fácil. O Presidente de clube apresentou uma lista para a Admnistração da SAD, que foi aprovada. Uma boma de gasolina vai trazer dinheiro fresco e uma fonte de rendimento permanente.
Se os grandes clubes têm bombas de gasolina, porque há de o Farense ser diferente?
Na AG da SAD, na próxima segunda-feira, a novela continua!
Na AG de ontem tudo ficou mais fácil. O Presidente de clube apresentou uma lista para a Admnistração da SAD, que foi aprovada. Uma boma de gasolina vai trazer dinheiro fresco e uma fonte de rendimento permanente.
Se os grandes clubes têm bombas de gasolina, porque há de o Farense ser diferente?
Na AG da SAD, na próxima segunda-feira, a novela continua!
quinta-feira, 17 de julho de 2003
Farense - Hoje, dupla solicitação às 21.30h
Um pequeno resumo da estória.
Na última AG do Farense o Dr. José Vitorino (Presidente da Câmara Municipal de Faro) foi alvo de uma moção de desconfiança por dar pouco apoio ao Farense.
O Dr. Vitorinino solicitou uma AG ao Presidente da Ass. Geral do Farense (Dr. Veloso Gomes), com um ponto único que seriam as relações entre a CMF e o Farense.
O Presidente da Ass. Geral entendeu fazer uma ordem de trabalhos diferente e marcou a AG para hoje.
O Dr. Vitorino não gostou, disse que não ia à Ass. Geral do Farense e marcou um encontro com os Farenses para discutir "as relações entre a CMF e o Farense", no conservatório, para a mesma hora da Ass. Geral do Farense.
À mesma hora, o Farense discute-se em dois sítios.
Em vez de todos rumarem juntos, degladiam-se.
Agora que tudo está complicado, tentam tornar tudo pior.
Um pequeno resumo da estória.
Na última AG do Farense o Dr. José Vitorino (Presidente da Câmara Municipal de Faro) foi alvo de uma moção de desconfiança por dar pouco apoio ao Farense.
O Dr. Vitorinino solicitou uma AG ao Presidente da Ass. Geral do Farense (Dr. Veloso Gomes), com um ponto único que seriam as relações entre a CMF e o Farense.
O Presidente da Ass. Geral entendeu fazer uma ordem de trabalhos diferente e marcou a AG para hoje.
O Dr. Vitorino não gostou, disse que não ia à Ass. Geral do Farense e marcou um encontro com os Farenses para discutir "as relações entre a CMF e o Farense", no conservatório, para a mesma hora da Ass. Geral do Farense.
À mesma hora, o Farense discute-se em dois sítios.
Em vez de todos rumarem juntos, degladiam-se.
Agora que tudo está complicado, tentam tornar tudo pior.
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