quinta-feira, 18 de setembro de 2003

Ligação Difícil?

CDS/PP

Ligação difícil aos os cargos que queriam na Administração Pública Algarvia, né?
Mas vão voltar... a insistir brevemente. A gente sabe!

sexta-feira, 12 de setembro de 2003

Grande Área Metropolitana, Comunidades intermunicipais e Associações de municípios

Depois da excitação que envolveu a criação das leis sobre estes assuntos, parece que toda a gente se esqueceu que são para serem postas em execução. Não se ouvem declarações de municípios sobre as suas opções, a posição da AMAL, etc, etc.

Até parece que o mais importante era a lei e, agora que esta está pronta, todos se esqueceram dela.

Ou será que não?

quarta-feira, 10 de setembro de 2003

Obrigado RTP!

Obrigado por teres anunciado que davas o jogo dos sub-21 em directo e teres dado em diferido
Obrigado por me teres privado de um jogo importante e decisivo para a qualificação dos nossos sub-21 para a fase final
Obrigado por me teres obrigado a ir procurar o velho rádio de pilhas para ouvir a Antena 1

Obrigadão!!!

quinta-feira, 4 de setembro de 2003

Sempre os Professores

Neste ano ficaram de fora cerca de 27.000 professores. Título de primeira página de vários jornais. Abertura de telejornais.
Os sindicalistas apresentam invariavelmente soluções que passam por o Estado criar mais emprego para absorver os que ficaram desempregados.

Quantos empregados fabris estão desempregados? Cozinheiros? Trabalhadores rurais? Licenciados nas diversas áreas sociais? Empregados de escritório? Advogados?

Porque é que o Estado tem que ter uma obrigação especial em relação aos professores que não tem com todas as outras milhentas profissões?

Quem disse aos Professores que o Estado lhes arranjaria trabalho? Se o Estado não garante emprego a nenhum recém-licenciado de curso algum, porque haveria de o fazer em relação aos professores?

Agora vão-se todos inscrever nos Centros de Emprego para receberem o subsídio de desemprego (os que tiverem direito), sendo que esta entidade não tem quaisquer ofertas de emprego para lhes oferecer. Ficarão nos registos até mudarem de profissão ou esperarem pela próxima hipótese de colocação.

Sei bem que a vocação é importante, mas a pessoa antes de se inscrever num curso tem que avaliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Porque depois uma grande vocação pode-se transforma numa grande decepção.

E as Universidades têm culpa porque não se informam sobre as hipóteses de inserção dos seus diplomados e se se informa não ligam nenhuma! Querem é cabeças, pois recebem à cabeça. O Governo, uma vez que as Universidades não o fazem, deveria limitar e mesmo fechar temporariamente alguns cursos de professores. Haja coragem!

E os Srs. Sindicalistas têm que pensar que não é a porem o Estado a pagar mais ordenados a mais professores que se resolve a situação. Atirar dinheiro sobre os problemas nunca resolveu nada. Os sindicatos deviam era começar a pensar em criarem cursos de rconversão profissional para parte dos seus filiados!
Sempre o Défice

Compreendo que em 2002 GOverno teria que dar tudo por tudo para que o défice não atingisse os 3%. Tratava-se de mostrar ao PS que era possível e à União Europeia que eram credíveis. Daí ter recorrido às portagens em Lisboa, venda da rede fixa e outras vendas de imóveis.
Apesar de saber que a França e a Alemanha também tinham pisado o risco, mas estes eram Países ricos, mais poderosos e, pelo menos a Alemanha, contribuinte líquido para o Orçamento da UE.
Em 2003 a esmagadora maioria da Função Pública teve aumento zero, o Investimento Público foi selectivo, as exportações aumentaram mas, com a crise económica existente (que provoca aumento de despesa social-aumento do desemprego- e diminuição de receita fiscal) e agora os incêndios, o Governo prepara-se para lançar novamente medidas extraordinárias, como sejam passar o Fundo de Pensões dos CTT para o Estado e alguma venda de património para alcançar os míticos 3% do défice público.
Se com todo o esforço de contenção em 2003 não vai ser possível alcançar os 3% pelas vias normais, valerá a pena estarmos a vender património para termos os 3%, quando Alemanha e França não irão lá chegar e nós temos justificativos para também não chegarmos lá?
Vamos continuar a vender património e a arranjar outros esquemas não normais todos os anos para termos 3% de défice?
Fazer isto um ano é uma coisa, mas dois, três..... Até quando?

terça-feira, 26 de agosto de 2003

Ferro a martelar em ferro frio

O Dr. Ferro veio a Portimão discursar longamente, abordando quase todos os temas da vida nacional de passagem, ficando muito pouco na retina. Propostas para o País não ouvimos, apenas piadas aos cachalotes dos Açores.
Já sabemos que a imagem não ajuda, mas discursar para massas é diferente de ler uma estória à filha ou rezar missa. Alguém que lhe diga isto!

Depois, houve duas questões referidas pelo Dr. Ferro que me ficaram a martelar o espírito.
A primeira, ao dizer que o Dr. Portas é que manda no Governo. Admitamos que sim. Florescem algumas questões:
- o que é que ele tem a ver com isso?
- isso torna as decisões políticas melhores ou piores?
- e será que o Dr. Soares continua a mandar no PS?
E se algo que se sabe sobre este Governo é que o Dr. Portas está um menino bem comportadinho e que quem manda é o Primeiro-Ministro.

A segunda foi dizer que a imagem de Portugal lá fora ficou afectada pelas imagens dos incêndios (até aqui tudo bem, penso que é unânime) ao verem pessoas com ramos de árvores a apagarem os fogos. Pois é, esqueci-me que no tempo do Governo do Dr. Ferro todos os cidadãos tinham um carro de bombeiros e um helicóptero à porta para combaterem incêndios. Este tipo de afirmações é que fazem as pessoas descrerem nos políticos e, mais grave, na política.

Não se pede ao Dr. Ferro que apresenta um programa de Governo alternativo cada vez que fala. Mas, a lógica que existe em Portugal de a oposição só servir para o bota-abaixo já passou de moda. As pessoas querem políticos e ideias estimulantes. Alguém que as faça acreditar num futuro melhor.
O Dr. Ferro, apesar de toda a seriedade que todos reconhecem, não vai chegar lá.

sexta-feira, 22 de agosto de 2003

A nova moda: contabilizar mortos!

De há uns tempos para cá tornou-se moda contabilizar mortos. Em todos os telejornais temos que ouvir a actualização de:
- mortos, feridos graves e feridos ligeiros ocorridos nas estradas portuguesas;
- mortos nas praias Portuguesas;
- mortos devido aos fogos florestais;
- mortos (Portugueses e Luso-descendentes) na África do Sul;
- mortos devido à vaga de calor;
- mortos (soldados dos EUA) no Iraque;
- mortos em Israel e na Palestina;

Esta forte tendência torna os telejornais autênticos velórios noticiosos.
Veja-se a questão dos mortos devido à vaga de calor, originária de França, e onde os nossos jornalistas querem à força que os hospitais lhes dêm dados dos mortos devido à vaga de calor, quando, por aquilo que vários médicos explicaram, o calor em si não costuma ser uma causa única para a morte, contribuindo sim para o agravamento de outras doenças. Mas, isso não lhes interessa, eles querem números de mortos, números de mortos e números de mortos.
Do Iraque chega-nos todos os dias a actualização dos soldadados dos EUA mortos. Sobre mortes de Iraquianos nada. Zero. Nem uma simples aproximação.

Já imagino a criação de um campeonato de mortes, tipo totoloto. Algo do tipo "totomorte". Eis o slogan:
"Esta semana não deixe de apostar. Puxe da sua parte sádica e aposte. Conflito Israel/Palestina, preveja quem mata mais esta semana. Quantos soldados dos EUA irão morrer nos próximos dias? Quantos Portugueses irão morrer na praia estes dias? Os fogos voltarão a matar? Os mortos podem dar-lhe dinheiro. Aposte nas mortes e goze mais a vida".

quinta-feira, 21 de agosto de 2003

Câmara Municipal de Olhão com "especáculos"

É verdade....
CM Olhão
Agora os nossos políticos ganham muito....

Nos últimos dias os órgãos de informação ficaram espantados pelo facto de o Primeiro-Ministro Espanhol ganhar menos do que o Português. O mesmo sucede com os Minsitros e Secretários de Estado, afiançam. Espantam-se como é possível uma situação destas, uma vez que o salário mínimo em Espanha é 3 vezes superior ao nosso.

O que nos importa a nós se Espanha paga mal aos seus políticos? A questão está em saber se os nossos são bem ou mal pagos. E se compararmos ordenados e responsabilidades dos nossos políticos com alguns gestores públicos, vemos claramente que a maiores responsabilidades equivale menor ordenado. Isto é que não está correcto e desincentiva a actividade política, que asim fica reduzida a funcionários públicos e pouco mais.

E já agora, parece que o Primeiro-Ministro Inglês ganha mais do dobro que o nosso. E daí?

quinta-feira, 14 de agosto de 2003

Rendimento Mínimo Garantido (2)

Um Rendimento Mínimo qualquer deveria ser apenas e exclusivamente para pessoas sem capacidade de inserção social, sendo os percursos de inserção analisados cuidadosamente e acompanhado o itenerário da família, aplicando as respectivas sanções sempre que a lei não fosse cumprida.
Um RMG assim seria bastante caro e a opção foi pela sua massificação, bastante a declaração de IRS para se poder beneficiar do mesmo, e nós sabemos quem paga impostos em Portugal.
O que existe é uma fantochada, onde os percursos de inserção existem mas ninguém os controla. Finalmente nos inícios deste ano fiscalizaram o RMG no Algarve e 76% dos benificiários ficaram sem ele.
Veja-se a economia informal que é alimentada pelo RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
O RMG que existe é uma má ideia, pessimamente aplicada.

quarta-feira, 13 de agosto de 2003

A SIC não sabe....

... que Ourique não pertence ao Distrito de Faro?
Segundo o Jornal da Noite de ontem os fogos em Ourique eram no Distrito de Faro!
Balsemão, pá, não se arranja aí um mapita de Portugal para os jornalistas da SIC?
Já agora, a "nossa" Helena Figueiras esteve muito bem!

segunda-feira, 11 de agosto de 2003

Tartaruga na praia

Estava ontem na praia da Manta Rota (perto de Tavira) quando apareceu uma coisa grande a boiar no mar. Minutos depois dava à costa uma tartaruga grande, cheia de cabos e fios. Certamente terá ficado presa nas redes dos pescadores e depois morreu a lutar.
Porque é que estas coisas ainda acontecem?
O País vai torrando...

Tal como as alcagoitas, o país torra. Até o meu Algarve já arde....
O combate político em torno deste assunto deve estar a rebentar, sem antes se esperar que o fogo acabe.
Primeiro o fogo deve ser extinto e depois vamos discutir responsabilidades políticas. E, na boa maneira Portuguesa de "depois de casa roubada trancas na porta" vamos criar uma série de planos para a floresta e verbas generosas para os pôr em prática.
A minha preocupação vai para os que perderam tudo. Os que só têm a roupa no corpo. Os que têm empréstimos e agora os negócios ruiram. Os velhotes sem capacidade de recomeçar tudo de novo. Os que ficaram desempregados.
Estes têm que ser a prioridade. Depois logo se inicia a refloresta...

sexta-feira, 8 de agosto de 2003

Alcagoitas

1- Para torrar alcagoitas crocantes e sem perder o sal basta misturar uma clara de ovo para cada quilo de alcagoita e acrescentar o sal. Misture-as bem até formar um todo bem homogéneo.

2-Alcagoita Salgada
Ingredientes:
- 500 g de alcagoita
- 2 colheres de chá de sal
- 5 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa de óleo
Misture o sal e a água na alcagoita, numa travessa que aguente altas temperaturas e leve ao microondas, em Potência Alta por 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. Na terceira vez que abrir para mexer as alcagoitas, acrescente o óleo e mexa bem. Tire, deixe esfriar.

3-Alcagoita Doce de Microondas
Ingredientes:
- 500g de alcagoita
- 1 ½ chávena de açúcar
- 1 colher de café de fermento em pó
- 2 colheres de chá de chocolate em pó
- ¼ de chávena de água

Modo de Preparar
Leve as alcagoitas ao microondas por 3 minutos em potência alta, mexendo na metade do tempo.
Misture, às alcagoitas, todos os demais ingredientes.
Leve ao forno de microondas, em Potência Alta por 9 a 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. O ponto ideial é a hora que seca. Não deixe passar do ponto. Preste atenção, pois, se passar, o açúcar começará a derreter.
Guarde em vidro fechado.

quinta-feira, 7 de agosto de 2003

Máquina de Gelados

Será um bem de luxo, para haver tão pouca oferta no mercado?
Uma vez que já tive uma Phlips há uns anos, perguntei-lhes one poderia adquirir uma. Resposta: a Philips não vende máquinas de gelados em Portugal, só noutros Países.
Em todas as grandes superfícies só vi uma e não gostei.
Sérá estranho este produto numa região quente como o Algarve?

terça-feira, 5 de agosto de 2003

O Fogo

Destrói. Mata. Arruina. Pessoas sem nada. Vidas perdidas. Passados dizimados. Sofrimento. Medo. Criminosos à solta.
E depois uma grande incapacidade de controlar. Impotência. Bombeiros de rastos. Exército esforçado. Poucos resultados.
Será do tempo? Será da falta de equipamento? Será da incúria na prevenção?
Eu não sei certamente, e não quero o fogo ao pé de mim!

domingo, 3 de agosto de 2003

Rendimento Mínimo Garantido

José Pacheco Pareira escreveu, e bem, no seu Abrupto dois posts sobre o RMG ( e ).

Houve beneficiários que aproveitaram o RMG, uma vez que a fiscalização é, ou pelo menos era, muito fraca. Em Março/Abril foiram fiscalizados os beneficiários do RMG no Algarve e 76% ficaram sem ele, por diversas irregularidades. Ou seja, apenas 24% cumpriam escrupulosamente a lei...

Toda a estrutura do RMG estava montada de modo a que várias entidades participassem no processo de inserção social da família. Era feito um acordo em que a família recebia X (montante apurado por fórmula que incluia número de filhos, adultos, etc), mas cada elemento tinha obrigações a cumprir, por exemplo, os filhos tinham que acabar o ensino obrigatório, o pai tinha que se ir inscrever para emprego e/ou formação profissional, a mãe se tinha problemas de saúde deveria ser ancaminhada para a área da saúde, etc. Se um membro não cumprisse a sua obrigação, o agregado familiar perderia o valor que essa pessoa representava na tal fórmula.
A grande questão é que tudo isto nunca funcionou. O Estado pagou e calou. Pouco se importou com a sua inserção social.

Em Olhão temos mariscadores que de manhã vão apanhar marisco, quando a maré começa a encher voltam a terra, vendem o que apanharam nos restaurantes, recebem no mínimo 5 contos e depois passam o resto do dia nos cafés.... com excepção do dia em que têm de ir buscar o RMG....

Algumas empregadas domésticas recebem RMG enquanto trabalham ilegalmente em diversas casas, sem que ninguém saiba de nada.

O RMG contribuiu para manter, se não para aumentar, a informalidade na sociedade portuguesa. A pessoa via-se na contingência de perder o RMG se declarasse os reais ganhos: a opção foi clara para os mais espertos, não se declara o que se ganha, e assim poupam-se impostos e ainda se recebe como prémio de bom comportamento cívico o RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?

Para não falar de pessoas que se inscreviam em 2, 3 concelhos diferentes e de sedes das CLAS em que nem computador havia... Deviam estar à espera de controlar os RMG de cada concelho... à mão.... Base de dados nacional nunca houve, mas.... sem computador acho incrível!

sexta-feira, 1 de agosto de 2003

O mais importante da conversa entre o Dr. Ferro e o Dr. Costa...

... é que estes dois senhores dizem "pá" em todas as frases!
Quem terá sido a sua professora na Escola Primária?

quarta-feira, 30 de julho de 2003

Festa da Ria Formosa, em Faro

Lá terei que ir hoje degustar os mariscos da bela Ria Formosa. Segundo o Vialgarve também há delícias do mar, misturadas. Lanço desde aqui um movimento anti-delícias-do-mar, em festas tradicionais.
Este tipo de produtos, que nem faço a minima ideia de onde vêm ou como são feitos, aldrabam a nossa cozinha tradicional e qualquer dia já temos as crianças a aprenderem na escola que as benditas delícias opertencem à categoria dos mariscos...
Outra coisa que não suporto são os mexilhões congelados que a maioria dos restaurantes da região passou a introduzir nas açordas de marisco, arroz de marisco, etc. Não gosto de mexilhão por várias razões: tendo barba e sendo feio, o sabor, que também não é grande coisa, torna-se irrelevante.

A ver se não transformam tudo em hamburgueres...
Parque das Cidades Faro/Loulé e Teatro Municipal de Faro

O Presidente da Câmara Municipal de Faro prometeu modelos de gestão para estes dois empreendimentos que passam pela entrega de parte da construção e pela entrega de parte da gestão e empresas privadas vocacionadas especificamente para a área.

Agradece-se a intenção, pois o Estado directamente a gerir teatros, estádios de futebol, pistas de atletismo, pavilhões de congressos, parques temáticos, etc nunca deu bom resultado.
E ainda bem que não vai ser aqui que vão apostar em inverter esta prática secular...