Mau Comportamento da Farmácia Caniné-Faro
No passado Domingo, dia 14, a minha mãe dirigiu-se à Farmácia Caniné, em Faro, para medir a tensão à minha avó (com 86 anos), pois esta tem tido a tensão muito alta, havendo, por indicação expressa por parte do seu médico assistente, necessidade de uma vigilância apertada à sua tensão.
A farmácia Caniné era a que se encontrava de serviço, razão pela qual a minha mãe se dirigiu lá, acompanhada da minha avó.
Após chegar, disse a um dos três funcionários de serviço que pretendia medir a tensão à minha avó. Disse-lhe para esperar um pouco. Lá arranjou uma cadeira para a minha avó descansar.
Passado algum tempo, a minha mãe resolveu ir para a fila e, quando chegou a sua vez, disse que estava ali para medirem a tensão à minha avó. A resposta continuou igual, era para esperar mais um pouco.
Os clientes entravam e saiam, passando todos à frente da minha avó.
Depois de lá estar mais de 30 minutos, voltou a insistir com um dos funcionários. Afirmou que já lá estava há bastante tempo e que pretendia medir a tensão à minha avó.
A resposta do funcionário foi esclarecedora: "só iremos medir a tensão quando não houver nenhum cliente para atender!".
A minha mãe agradeceu o excelente tratamento dedicado, virou costas e foi-se embora.
Toda a gente sabe que medir a tensão não é dos serviços/produtos mais lurativos de uma farmácia, mas penso que uma farmácia nunca foi uma empresa cega pelo lucro, sem ligar ao lado humano das pessoas. Teria a minha mãe que comprar uma caixa de comprimidos para medirem a tensão à minha avó? Que culpa tem que não tenham um instrumento para medir a tensão em que o próprio utilizador seja auto-suficiente na sua utilização?
Mais vale pôrem os medicamentos à venda num hipermercado (com licenciados em farmácia e afins a tomarem conta), pois com atitudes mercantilistas destas em nada se distinguem de uma grande superfície.
Já repararam que a farmácia é o único sítio onde ninguém pede desconto? Qual será o lucro de cada farmácia? Por venderem medicamentos e prestarem outros serviços na área da saúde, devem pensar que são intocáveis e fazem o que querem!
Logiocamente já seguiram reclamações para o ANF, INFARMED e APIFARMA.
segunda-feira, 22 de setembro de 2003
Irrita-me o discurso da bola!!!
Adoro futebol. Desde pequeno que sou louco pela bola mágica. Sempre fui a jogos em Faro e Lisboa. Enfim, gosto mesmo de futebol.
Entretanto, tenho vindo a ser sufocado pelo discurso da bola. O que mais me incomoda é a boçalidade, o discurso vazio e a repetição de banalidades. "Hoje em dia não há adversários fáceis". "Tentaremos defender quando estivermos sem bola e atacar quando estivermos com ela". "Jogaremos o que outra equipa nos deixar jogar". "Temos que lutar muito para vencer". Etc, etc.
O facto de existir três jornais desportivos diários, uma televisão só de desporto e a crescente mediatização do fenómeno futebolístico levou a esta situação em que os jogadores passaram de estrelas no relvado, para estrelas mediáticas, sem que nada de bom dai tenha advindo. Frases banais, pontapés na gramática, vulgaridades, frases feitas, enfim, nada de novo, apenas a oportunidade de se verificar que são bons a dar pontapés... na bola!
Tirando um dúzia de entrevistas por ano com pessoas conhecedoras do assunto, os treinadores dos três grandes, por exemplo, não se retira qualquer ensinamento de tanta verborreia.
Eu já decidi, para mim futebol é no relvado. Futebol fora das quatro linhas é uma nulidade.
Adoro futebol. Desde pequeno que sou louco pela bola mágica. Sempre fui a jogos em Faro e Lisboa. Enfim, gosto mesmo de futebol.
Entretanto, tenho vindo a ser sufocado pelo discurso da bola. O que mais me incomoda é a boçalidade, o discurso vazio e a repetição de banalidades. "Hoje em dia não há adversários fáceis". "Tentaremos defender quando estivermos sem bola e atacar quando estivermos com ela". "Jogaremos o que outra equipa nos deixar jogar". "Temos que lutar muito para vencer". Etc, etc.
O facto de existir três jornais desportivos diários, uma televisão só de desporto e a crescente mediatização do fenómeno futebolístico levou a esta situação em que os jogadores passaram de estrelas no relvado, para estrelas mediáticas, sem que nada de bom dai tenha advindo. Frases banais, pontapés na gramática, vulgaridades, frases feitas, enfim, nada de novo, apenas a oportunidade de se verificar que são bons a dar pontapés... na bola!
Tirando um dúzia de entrevistas por ano com pessoas conhecedoras do assunto, os treinadores dos três grandes, por exemplo, não se retira qualquer ensinamento de tanta verborreia.
Eu já decidi, para mim futebol é no relvado. Futebol fora das quatro linhas é uma nulidade.
sexta-feira, 19 de setembro de 2003
Ponte do Concelho de Loulé Espera Obras Desde 2001
Segundo o Público uma ponte na Goncinha (entrada de Loulé para quem vem de Faro) está por reparar desde 2001.
Não posso confirmar a data, mas como passo lá todas as semanas, posso corroborar a informação. Inicialmente, logo após a queda da ponte de Entre-os-Rios e as inspecções que se e seguiram, colocaram uma placa a limitar a velocidade a 30 hm/h. Como ninguém ligava, optaram por colocar lombas, e logo daquelas bem altas e que danificam as suspensões dos carros.
Se a obra pertence ao Instituto de Estradas de Portugal, esta entidade tem que fazer as obras de conservação rapidamente. Dois anos para reparar uma ponte daquelas, com milhares de carros a passaram por lá todos os dias-é uma das principais ligações de Loulé a Faro-, é uma irresponsabilidade muito grande. Se a empresa que ganhou o concurso e não apresentou os papéis todos, que o concurso passe para a empresa que ficou em segundo!
O Estado é um exemplo calor de como, muitas vezes, a burocracia se transforma em burrocracia. Não pode ser. As decisões têm que ser céleres e a resposta tem que estar no terreno rapidamente. Tudo tem que ser mais ágil.
Se houver um acidente, que o Presidente da Câmara de Loulé teme, quem se responsabiliza? Demite-se o presidente do IEP?
Segundo o Público uma ponte na Goncinha (entrada de Loulé para quem vem de Faro) está por reparar desde 2001.
Não posso confirmar a data, mas como passo lá todas as semanas, posso corroborar a informação. Inicialmente, logo após a queda da ponte de Entre-os-Rios e as inspecções que se e seguiram, colocaram uma placa a limitar a velocidade a 30 hm/h. Como ninguém ligava, optaram por colocar lombas, e logo daquelas bem altas e que danificam as suspensões dos carros.
Se a obra pertence ao Instituto de Estradas de Portugal, esta entidade tem que fazer as obras de conservação rapidamente. Dois anos para reparar uma ponte daquelas, com milhares de carros a passaram por lá todos os dias-é uma das principais ligações de Loulé a Faro-, é uma irresponsabilidade muito grande. Se a empresa que ganhou o concurso e não apresentou os papéis todos, que o concurso passe para a empresa que ficou em segundo!
O Estado é um exemplo calor de como, muitas vezes, a burocracia se transforma em burrocracia. Não pode ser. As decisões têm que ser céleres e a resposta tem que estar no terreno rapidamente. Tudo tem que ser mais ágil.
Se houver um acidente, que o Presidente da Câmara de Loulé teme, quem se responsabiliza? Demite-se o presidente do IEP?
quinta-feira, 18 de setembro de 2003
sexta-feira, 12 de setembro de 2003
Grande Área Metropolitana, Comunidades intermunicipais e Associações de municípios
Depois da excitação que envolveu a criação das leis sobre estes assuntos, parece que toda a gente se esqueceu que são para serem postas em execução. Não se ouvem declarações de municípios sobre as suas opções, a posição da AMAL, etc, etc.
Até parece que o mais importante era a lei e, agora que esta está pronta, todos se esqueceram dela.
Ou será que não?
Depois da excitação que envolveu a criação das leis sobre estes assuntos, parece que toda a gente se esqueceu que são para serem postas em execução. Não se ouvem declarações de municípios sobre as suas opções, a posição da AMAL, etc, etc.
Até parece que o mais importante era a lei e, agora que esta está pronta, todos se esqueceram dela.
Ou será que não?
quarta-feira, 10 de setembro de 2003
Obrigado RTP!
Obrigado por teres anunciado que davas o jogo dos sub-21 em directo e teres dado em diferido
Obrigado por me teres privado de um jogo importante e decisivo para a qualificação dos nossos sub-21 para a fase final
Obrigado por me teres obrigado a ir procurar o velho rádio de pilhas para ouvir a Antena 1
Obrigadão!!!
Obrigado por teres anunciado que davas o jogo dos sub-21 em directo e teres dado em diferido
Obrigado por me teres privado de um jogo importante e decisivo para a qualificação dos nossos sub-21 para a fase final
Obrigado por me teres obrigado a ir procurar o velho rádio de pilhas para ouvir a Antena 1
Obrigadão!!!
quinta-feira, 4 de setembro de 2003
Sempre os Professores
Neste ano ficaram de fora cerca de 27.000 professores. Título de primeira página de vários jornais. Abertura de telejornais.
Os sindicalistas apresentam invariavelmente soluções que passam por o Estado criar mais emprego para absorver os que ficaram desempregados.
Quantos empregados fabris estão desempregados? Cozinheiros? Trabalhadores rurais? Licenciados nas diversas áreas sociais? Empregados de escritório? Advogados?
Porque é que o Estado tem que ter uma obrigação especial em relação aos professores que não tem com todas as outras milhentas profissões?
Quem disse aos Professores que o Estado lhes arranjaria trabalho? Se o Estado não garante emprego a nenhum recém-licenciado de curso algum, porque haveria de o fazer em relação aos professores?
Agora vão-se todos inscrever nos Centros de Emprego para receberem o subsídio de desemprego (os que tiverem direito), sendo que esta entidade não tem quaisquer ofertas de emprego para lhes oferecer. Ficarão nos registos até mudarem de profissão ou esperarem pela próxima hipótese de colocação.
Sei bem que a vocação é importante, mas a pessoa antes de se inscrever num curso tem que avaliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Porque depois uma grande vocação pode-se transforma numa grande decepção.
E as Universidades têm culpa porque não se informam sobre as hipóteses de inserção dos seus diplomados e se se informa não ligam nenhuma! Querem é cabeças, pois recebem à cabeça. O Governo, uma vez que as Universidades não o fazem, deveria limitar e mesmo fechar temporariamente alguns cursos de professores. Haja coragem!
E os Srs. Sindicalistas têm que pensar que não é a porem o Estado a pagar mais ordenados a mais professores que se resolve a situação. Atirar dinheiro sobre os problemas nunca resolveu nada. Os sindicatos deviam era começar a pensar em criarem cursos de rconversão profissional para parte dos seus filiados!
Neste ano ficaram de fora cerca de 27.000 professores. Título de primeira página de vários jornais. Abertura de telejornais.
Os sindicalistas apresentam invariavelmente soluções que passam por o Estado criar mais emprego para absorver os que ficaram desempregados.
Quantos empregados fabris estão desempregados? Cozinheiros? Trabalhadores rurais? Licenciados nas diversas áreas sociais? Empregados de escritório? Advogados?
Porque é que o Estado tem que ter uma obrigação especial em relação aos professores que não tem com todas as outras milhentas profissões?
Quem disse aos Professores que o Estado lhes arranjaria trabalho? Se o Estado não garante emprego a nenhum recém-licenciado de curso algum, porque haveria de o fazer em relação aos professores?
Agora vão-se todos inscrever nos Centros de Emprego para receberem o subsídio de desemprego (os que tiverem direito), sendo que esta entidade não tem quaisquer ofertas de emprego para lhes oferecer. Ficarão nos registos até mudarem de profissão ou esperarem pela próxima hipótese de colocação.
Sei bem que a vocação é importante, mas a pessoa antes de se inscrever num curso tem que avaliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Porque depois uma grande vocação pode-se transforma numa grande decepção.
E as Universidades têm culpa porque não se informam sobre as hipóteses de inserção dos seus diplomados e se se informa não ligam nenhuma! Querem é cabeças, pois recebem à cabeça. O Governo, uma vez que as Universidades não o fazem, deveria limitar e mesmo fechar temporariamente alguns cursos de professores. Haja coragem!
E os Srs. Sindicalistas têm que pensar que não é a porem o Estado a pagar mais ordenados a mais professores que se resolve a situação. Atirar dinheiro sobre os problemas nunca resolveu nada. Os sindicatos deviam era começar a pensar em criarem cursos de rconversão profissional para parte dos seus filiados!
Sempre o Défice
Compreendo que em 2002 GOverno teria que dar tudo por tudo para que o défice não atingisse os 3%. Tratava-se de mostrar ao PS que era possível e à União Europeia que eram credíveis. Daí ter recorrido às portagens em Lisboa, venda da rede fixa e outras vendas de imóveis.
Apesar de saber que a França e a Alemanha também tinham pisado o risco, mas estes eram Países ricos, mais poderosos e, pelo menos a Alemanha, contribuinte líquido para o Orçamento da UE.
Em 2003 a esmagadora maioria da Função Pública teve aumento zero, o Investimento Público foi selectivo, as exportações aumentaram mas, com a crise económica existente (que provoca aumento de despesa social-aumento do desemprego- e diminuição de receita fiscal) e agora os incêndios, o Governo prepara-se para lançar novamente medidas extraordinárias, como sejam passar o Fundo de Pensões dos CTT para o Estado e alguma venda de património para alcançar os míticos 3% do défice público.
Se com todo o esforço de contenção em 2003 não vai ser possível alcançar os 3% pelas vias normais, valerá a pena estarmos a vender património para termos os 3%, quando Alemanha e França não irão lá chegar e nós temos justificativos para também não chegarmos lá?
Vamos continuar a vender património e a arranjar outros esquemas não normais todos os anos para termos 3% de défice?
Fazer isto um ano é uma coisa, mas dois, três..... Até quando?
Compreendo que em 2002 GOverno teria que dar tudo por tudo para que o défice não atingisse os 3%. Tratava-se de mostrar ao PS que era possível e à União Europeia que eram credíveis. Daí ter recorrido às portagens em Lisboa, venda da rede fixa e outras vendas de imóveis.
Apesar de saber que a França e a Alemanha também tinham pisado o risco, mas estes eram Países ricos, mais poderosos e, pelo menos a Alemanha, contribuinte líquido para o Orçamento da UE.
Em 2003 a esmagadora maioria da Função Pública teve aumento zero, o Investimento Público foi selectivo, as exportações aumentaram mas, com a crise económica existente (que provoca aumento de despesa social-aumento do desemprego- e diminuição de receita fiscal) e agora os incêndios, o Governo prepara-se para lançar novamente medidas extraordinárias, como sejam passar o Fundo de Pensões dos CTT para o Estado e alguma venda de património para alcançar os míticos 3% do défice público.
Se com todo o esforço de contenção em 2003 não vai ser possível alcançar os 3% pelas vias normais, valerá a pena estarmos a vender património para termos os 3%, quando Alemanha e França não irão lá chegar e nós temos justificativos para também não chegarmos lá?
Vamos continuar a vender património e a arranjar outros esquemas não normais todos os anos para termos 3% de défice?
Fazer isto um ano é uma coisa, mas dois, três..... Até quando?
terça-feira, 26 de agosto de 2003
Ferro a martelar em ferro frio
O Dr. Ferro veio a Portimão discursar longamente, abordando quase todos os temas da vida nacional de passagem, ficando muito pouco na retina. Propostas para o País não ouvimos, apenas piadas aos cachalotes dos Açores.
Já sabemos que a imagem não ajuda, mas discursar para massas é diferente de ler uma estória à filha ou rezar missa. Alguém que lhe diga isto!
Depois, houve duas questões referidas pelo Dr. Ferro que me ficaram a martelar o espírito.
A primeira, ao dizer que o Dr. Portas é que manda no Governo. Admitamos que sim. Florescem algumas questões:
- o que é que ele tem a ver com isso?
- isso torna as decisões políticas melhores ou piores?
- e será que o Dr. Soares continua a mandar no PS?
E se algo que se sabe sobre este Governo é que o Dr. Portas está um menino bem comportadinho e que quem manda é o Primeiro-Ministro.
A segunda foi dizer que a imagem de Portugal lá fora ficou afectada pelas imagens dos incêndios (até aqui tudo bem, penso que é unânime) ao verem pessoas com ramos de árvores a apagarem os fogos. Pois é, esqueci-me que no tempo do Governo do Dr. Ferro todos os cidadãos tinham um carro de bombeiros e um helicóptero à porta para combaterem incêndios. Este tipo de afirmações é que fazem as pessoas descrerem nos políticos e, mais grave, na política.
Não se pede ao Dr. Ferro que apresenta um programa de Governo alternativo cada vez que fala. Mas, a lógica que existe em Portugal de a oposição só servir para o bota-abaixo já passou de moda. As pessoas querem políticos e ideias estimulantes. Alguém que as faça acreditar num futuro melhor.
O Dr. Ferro, apesar de toda a seriedade que todos reconhecem, não vai chegar lá.
O Dr. Ferro veio a Portimão discursar longamente, abordando quase todos os temas da vida nacional de passagem, ficando muito pouco na retina. Propostas para o País não ouvimos, apenas piadas aos cachalotes dos Açores.
Já sabemos que a imagem não ajuda, mas discursar para massas é diferente de ler uma estória à filha ou rezar missa. Alguém que lhe diga isto!
Depois, houve duas questões referidas pelo Dr. Ferro que me ficaram a martelar o espírito.
A primeira, ao dizer que o Dr. Portas é que manda no Governo. Admitamos que sim. Florescem algumas questões:
- o que é que ele tem a ver com isso?
- isso torna as decisões políticas melhores ou piores?
- e será que o Dr. Soares continua a mandar no PS?
E se algo que se sabe sobre este Governo é que o Dr. Portas está um menino bem comportadinho e que quem manda é o Primeiro-Ministro.
A segunda foi dizer que a imagem de Portugal lá fora ficou afectada pelas imagens dos incêndios (até aqui tudo bem, penso que é unânime) ao verem pessoas com ramos de árvores a apagarem os fogos. Pois é, esqueci-me que no tempo do Governo do Dr. Ferro todos os cidadãos tinham um carro de bombeiros e um helicóptero à porta para combaterem incêndios. Este tipo de afirmações é que fazem as pessoas descrerem nos políticos e, mais grave, na política.
Não se pede ao Dr. Ferro que apresenta um programa de Governo alternativo cada vez que fala. Mas, a lógica que existe em Portugal de a oposição só servir para o bota-abaixo já passou de moda. As pessoas querem políticos e ideias estimulantes. Alguém que as faça acreditar num futuro melhor.
O Dr. Ferro, apesar de toda a seriedade que todos reconhecem, não vai chegar lá.
sexta-feira, 22 de agosto de 2003
A nova moda: contabilizar mortos!
De há uns tempos para cá tornou-se moda contabilizar mortos. Em todos os telejornais temos que ouvir a actualização de:
- mortos, feridos graves e feridos ligeiros ocorridos nas estradas portuguesas;
- mortos nas praias Portuguesas;
- mortos devido aos fogos florestais;
- mortos (Portugueses e Luso-descendentes) na África do Sul;
- mortos devido à vaga de calor;
- mortos (soldados dos EUA) no Iraque;
- mortos em Israel e na Palestina;
Esta forte tendência torna os telejornais autênticos velórios noticiosos.
Veja-se a questão dos mortos devido à vaga de calor, originária de França, e onde os nossos jornalistas querem à força que os hospitais lhes dêm dados dos mortos devido à vaga de calor, quando, por aquilo que vários médicos explicaram, o calor em si não costuma ser uma causa única para a morte, contribuindo sim para o agravamento de outras doenças. Mas, isso não lhes interessa, eles querem números de mortos, números de mortos e números de mortos.
Do Iraque chega-nos todos os dias a actualização dos soldadados dos EUA mortos. Sobre mortes de Iraquianos nada. Zero. Nem uma simples aproximação.
Já imagino a criação de um campeonato de mortes, tipo totoloto. Algo do tipo "totomorte". Eis o slogan:
"Esta semana não deixe de apostar. Puxe da sua parte sádica e aposte. Conflito Israel/Palestina, preveja quem mata mais esta semana. Quantos soldados dos EUA irão morrer nos próximos dias? Quantos Portugueses irão morrer na praia estes dias? Os fogos voltarão a matar? Os mortos podem dar-lhe dinheiro. Aposte nas mortes e goze mais a vida".
De há uns tempos para cá tornou-se moda contabilizar mortos. Em todos os telejornais temos que ouvir a actualização de:
- mortos, feridos graves e feridos ligeiros ocorridos nas estradas portuguesas;
- mortos nas praias Portuguesas;
- mortos devido aos fogos florestais;
- mortos (Portugueses e Luso-descendentes) na África do Sul;
- mortos devido à vaga de calor;
- mortos (soldados dos EUA) no Iraque;
- mortos em Israel e na Palestina;
Esta forte tendência torna os telejornais autênticos velórios noticiosos.
Veja-se a questão dos mortos devido à vaga de calor, originária de França, e onde os nossos jornalistas querem à força que os hospitais lhes dêm dados dos mortos devido à vaga de calor, quando, por aquilo que vários médicos explicaram, o calor em si não costuma ser uma causa única para a morte, contribuindo sim para o agravamento de outras doenças. Mas, isso não lhes interessa, eles querem números de mortos, números de mortos e números de mortos.
Do Iraque chega-nos todos os dias a actualização dos soldadados dos EUA mortos. Sobre mortes de Iraquianos nada. Zero. Nem uma simples aproximação.
Já imagino a criação de um campeonato de mortes, tipo totoloto. Algo do tipo "totomorte". Eis o slogan:
"Esta semana não deixe de apostar. Puxe da sua parte sádica e aposte. Conflito Israel/Palestina, preveja quem mata mais esta semana. Quantos soldados dos EUA irão morrer nos próximos dias? Quantos Portugueses irão morrer na praia estes dias? Os fogos voltarão a matar? Os mortos podem dar-lhe dinheiro. Aposte nas mortes e goze mais a vida".
quinta-feira, 21 de agosto de 2003
Agora os nossos políticos ganham muito....
Nos últimos dias os órgãos de informação ficaram espantados pelo facto de o Primeiro-Ministro Espanhol ganhar menos do que o Português. O mesmo sucede com os Minsitros e Secretários de Estado, afiançam. Espantam-se como é possível uma situação destas, uma vez que o salário mínimo em Espanha é 3 vezes superior ao nosso.
O que nos importa a nós se Espanha paga mal aos seus políticos? A questão está em saber se os nossos são bem ou mal pagos. E se compararmos ordenados e responsabilidades dos nossos políticos com alguns gestores públicos, vemos claramente que a maiores responsabilidades equivale menor ordenado. Isto é que não está correcto e desincentiva a actividade política, que asim fica reduzida a funcionários públicos e pouco mais.
E já agora, parece que o Primeiro-Ministro Inglês ganha mais do dobro que o nosso. E daí?
Nos últimos dias os órgãos de informação ficaram espantados pelo facto de o Primeiro-Ministro Espanhol ganhar menos do que o Português. O mesmo sucede com os Minsitros e Secretários de Estado, afiançam. Espantam-se como é possível uma situação destas, uma vez que o salário mínimo em Espanha é 3 vezes superior ao nosso.
O que nos importa a nós se Espanha paga mal aos seus políticos? A questão está em saber se os nossos são bem ou mal pagos. E se compararmos ordenados e responsabilidades dos nossos políticos com alguns gestores públicos, vemos claramente que a maiores responsabilidades equivale menor ordenado. Isto é que não está correcto e desincentiva a actividade política, que asim fica reduzida a funcionários públicos e pouco mais.
E já agora, parece que o Primeiro-Ministro Inglês ganha mais do dobro que o nosso. E daí?
quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Rendimento Mínimo Garantido (2)
Um Rendimento Mínimo qualquer deveria ser apenas e exclusivamente para pessoas sem capacidade de inserção social, sendo os percursos de inserção analisados cuidadosamente e acompanhado o itenerário da família, aplicando as respectivas sanções sempre que a lei não fosse cumprida.
Um RMG assim seria bastante caro e a opção foi pela sua massificação, bastante a declaração de IRS para se poder beneficiar do mesmo, e nós sabemos quem paga impostos em Portugal.
O que existe é uma fantochada, onde os percursos de inserção existem mas ninguém os controla. Finalmente nos inícios deste ano fiscalizaram o RMG no Algarve e 76% dos benificiários ficaram sem ele.
Veja-se a economia informal que é alimentada pelo RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
O RMG que existe é uma má ideia, pessimamente aplicada.
Um Rendimento Mínimo qualquer deveria ser apenas e exclusivamente para pessoas sem capacidade de inserção social, sendo os percursos de inserção analisados cuidadosamente e acompanhado o itenerário da família, aplicando as respectivas sanções sempre que a lei não fosse cumprida.
Um RMG assim seria bastante caro e a opção foi pela sua massificação, bastante a declaração de IRS para se poder beneficiar do mesmo, e nós sabemos quem paga impostos em Portugal.
O que existe é uma fantochada, onde os percursos de inserção existem mas ninguém os controla. Finalmente nos inícios deste ano fiscalizaram o RMG no Algarve e 76% dos benificiários ficaram sem ele.
Veja-se a economia informal que é alimentada pelo RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
O RMG que existe é uma má ideia, pessimamente aplicada.
quarta-feira, 13 de agosto de 2003
segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Tartaruga na praia
Estava ontem na praia da Manta Rota (perto de Tavira) quando apareceu uma coisa grande a boiar no mar. Minutos depois dava à costa uma tartaruga grande, cheia de cabos e fios. Certamente terá ficado presa nas redes dos pescadores e depois morreu a lutar.
Porque é que estas coisas ainda acontecem?
Estava ontem na praia da Manta Rota (perto de Tavira) quando apareceu uma coisa grande a boiar no mar. Minutos depois dava à costa uma tartaruga grande, cheia de cabos e fios. Certamente terá ficado presa nas redes dos pescadores e depois morreu a lutar.
Porque é que estas coisas ainda acontecem?
O País vai torrando...
Tal como as alcagoitas, o país torra. Até o meu Algarve já arde....
O combate político em torno deste assunto deve estar a rebentar, sem antes se esperar que o fogo acabe.
Primeiro o fogo deve ser extinto e depois vamos discutir responsabilidades políticas. E, na boa maneira Portuguesa de "depois de casa roubada trancas na porta" vamos criar uma série de planos para a floresta e verbas generosas para os pôr em prática.
A minha preocupação vai para os que perderam tudo. Os que só têm a roupa no corpo. Os que têm empréstimos e agora os negócios ruiram. Os velhotes sem capacidade de recomeçar tudo de novo. Os que ficaram desempregados.
Estes têm que ser a prioridade. Depois logo se inicia a refloresta...
Tal como as alcagoitas, o país torra. Até o meu Algarve já arde....
O combate político em torno deste assunto deve estar a rebentar, sem antes se esperar que o fogo acabe.
Primeiro o fogo deve ser extinto e depois vamos discutir responsabilidades políticas. E, na boa maneira Portuguesa de "depois de casa roubada trancas na porta" vamos criar uma série de planos para a floresta e verbas generosas para os pôr em prática.
A minha preocupação vai para os que perderam tudo. Os que só têm a roupa no corpo. Os que têm empréstimos e agora os negócios ruiram. Os velhotes sem capacidade de recomeçar tudo de novo. Os que ficaram desempregados.
Estes têm que ser a prioridade. Depois logo se inicia a refloresta...
sexta-feira, 8 de agosto de 2003
Alcagoitas
1- Para torrar alcagoitas crocantes e sem perder o sal basta misturar uma clara de ovo para cada quilo de alcagoita e acrescentar o sal. Misture-as bem até formar um todo bem homogéneo.
2-Alcagoita Salgada
Ingredientes:
- 500 g de alcagoita
- 2 colheres de chá de sal
- 5 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa de óleo
Misture o sal e a água na alcagoita, numa travessa que aguente altas temperaturas e leve ao microondas, em Potência Alta por 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. Na terceira vez que abrir para mexer as alcagoitas, acrescente o óleo e mexa bem. Tire, deixe esfriar.
3-Alcagoita Doce de Microondas
Ingredientes:
- 500g de alcagoita
- 1 ½ chávena de açúcar
- 1 colher de café de fermento em pó
- 2 colheres de chá de chocolate em pó
- ¼ de chávena de água
Modo de Preparar
Leve as alcagoitas ao microondas por 3 minutos em potência alta, mexendo na metade do tempo.
Misture, às alcagoitas, todos os demais ingredientes.
Leve ao forno de microondas, em Potência Alta por 9 a 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. O ponto ideial é a hora que seca. Não deixe passar do ponto. Preste atenção, pois, se passar, o açúcar começará a derreter.
Guarde em vidro fechado.
1- Para torrar alcagoitas crocantes e sem perder o sal basta misturar uma clara de ovo para cada quilo de alcagoita e acrescentar o sal. Misture-as bem até formar um todo bem homogéneo.
2-Alcagoita Salgada
Ingredientes:
- 500 g de alcagoita
- 2 colheres de chá de sal
- 5 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa de óleo
Misture o sal e a água na alcagoita, numa travessa que aguente altas temperaturas e leve ao microondas, em Potência Alta por 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. Na terceira vez que abrir para mexer as alcagoitas, acrescente o óleo e mexa bem. Tire, deixe esfriar.
3-Alcagoita Doce de Microondas
Ingredientes:
- 500g de alcagoita
- 1 ½ chávena de açúcar
- 1 colher de café de fermento em pó
- 2 colheres de chá de chocolate em pó
- ¼ de chávena de água
Modo de Preparar
Leve as alcagoitas ao microondas por 3 minutos em potência alta, mexendo na metade do tempo.
Misture, às alcagoitas, todos os demais ingredientes.
Leve ao forno de microondas, em Potência Alta por 9 a 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. O ponto ideial é a hora que seca. Não deixe passar do ponto. Preste atenção, pois, se passar, o açúcar começará a derreter.
Guarde em vidro fechado.
quinta-feira, 7 de agosto de 2003
Máquina de Gelados
Será um bem de luxo, para haver tão pouca oferta no mercado?
Uma vez que já tive uma Phlips há uns anos, perguntei-lhes one poderia adquirir uma. Resposta: a Philips não vende máquinas de gelados em Portugal, só noutros Países.
Em todas as grandes superfícies só vi uma e não gostei.
Sérá estranho este produto numa região quente como o Algarve?
Será um bem de luxo, para haver tão pouca oferta no mercado?
Uma vez que já tive uma Phlips há uns anos, perguntei-lhes one poderia adquirir uma. Resposta: a Philips não vende máquinas de gelados em Portugal, só noutros Países.
Em todas as grandes superfícies só vi uma e não gostei.
Sérá estranho este produto numa região quente como o Algarve?
terça-feira, 5 de agosto de 2003
O Fogo
Destrói. Mata. Arruina. Pessoas sem nada. Vidas perdidas. Passados dizimados. Sofrimento. Medo. Criminosos à solta.
E depois uma grande incapacidade de controlar. Impotência. Bombeiros de rastos. Exército esforçado. Poucos resultados.
Será do tempo? Será da falta de equipamento? Será da incúria na prevenção?
Eu não sei certamente, e não quero o fogo ao pé de mim!
Destrói. Mata. Arruina. Pessoas sem nada. Vidas perdidas. Passados dizimados. Sofrimento. Medo. Criminosos à solta.
E depois uma grande incapacidade de controlar. Impotência. Bombeiros de rastos. Exército esforçado. Poucos resultados.
Será do tempo? Será da falta de equipamento? Será da incúria na prevenção?
Eu não sei certamente, e não quero o fogo ao pé de mim!
domingo, 3 de agosto de 2003
Rendimento Mínimo Garantido
José Pacheco Pareira escreveu, e bem, no seu Abrupto dois posts sobre o RMG (1º e 2º).
Houve beneficiários que aproveitaram o RMG, uma vez que a fiscalização é, ou pelo menos era, muito fraca. Em Março/Abril foiram fiscalizados os beneficiários do RMG no Algarve e 76% ficaram sem ele, por diversas irregularidades. Ou seja, apenas 24% cumpriam escrupulosamente a lei...
Toda a estrutura do RMG estava montada de modo a que várias entidades participassem no processo de inserção social da família. Era feito um acordo em que a família recebia X (montante apurado por fórmula que incluia número de filhos, adultos, etc), mas cada elemento tinha obrigações a cumprir, por exemplo, os filhos tinham que acabar o ensino obrigatório, o pai tinha que se ir inscrever para emprego e/ou formação profissional, a mãe se tinha problemas de saúde deveria ser ancaminhada para a área da saúde, etc. Se um membro não cumprisse a sua obrigação, o agregado familiar perderia o valor que essa pessoa representava na tal fórmula.
A grande questão é que tudo isto nunca funcionou. O Estado pagou e calou. Pouco se importou com a sua inserção social.
Em Olhão temos mariscadores que de manhã vão apanhar marisco, quando a maré começa a encher voltam a terra, vendem o que apanharam nos restaurantes, recebem no mínimo 5 contos e depois passam o resto do dia nos cafés.... com excepção do dia em que têm de ir buscar o RMG....
Algumas empregadas domésticas recebem RMG enquanto trabalham ilegalmente em diversas casas, sem que ninguém saiba de nada.
O RMG contribuiu para manter, se não para aumentar, a informalidade na sociedade portuguesa. A pessoa via-se na contingência de perder o RMG se declarasse os reais ganhos: a opção foi clara para os mais espertos, não se declara o que se ganha, e assim poupam-se impostos e ainda se recebe como prémio de bom comportamento cívico o RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
Para não falar de pessoas que se inscreviam em 2, 3 concelhos diferentes e de sedes das CLAS em que nem computador havia... Deviam estar à espera de controlar os RMG de cada concelho... à mão.... Base de dados nacional nunca houve, mas.... sem computador acho incrível!
José Pacheco Pareira escreveu, e bem, no seu Abrupto dois posts sobre o RMG (1º e 2º).
Houve beneficiários que aproveitaram o RMG, uma vez que a fiscalização é, ou pelo menos era, muito fraca. Em Março/Abril foiram fiscalizados os beneficiários do RMG no Algarve e 76% ficaram sem ele, por diversas irregularidades. Ou seja, apenas 24% cumpriam escrupulosamente a lei...
Toda a estrutura do RMG estava montada de modo a que várias entidades participassem no processo de inserção social da família. Era feito um acordo em que a família recebia X (montante apurado por fórmula que incluia número de filhos, adultos, etc), mas cada elemento tinha obrigações a cumprir, por exemplo, os filhos tinham que acabar o ensino obrigatório, o pai tinha que se ir inscrever para emprego e/ou formação profissional, a mãe se tinha problemas de saúde deveria ser ancaminhada para a área da saúde, etc. Se um membro não cumprisse a sua obrigação, o agregado familiar perderia o valor que essa pessoa representava na tal fórmula.
A grande questão é que tudo isto nunca funcionou. O Estado pagou e calou. Pouco se importou com a sua inserção social.
Em Olhão temos mariscadores que de manhã vão apanhar marisco, quando a maré começa a encher voltam a terra, vendem o que apanharam nos restaurantes, recebem no mínimo 5 contos e depois passam o resto do dia nos cafés.... com excepção do dia em que têm de ir buscar o RMG....
Algumas empregadas domésticas recebem RMG enquanto trabalham ilegalmente em diversas casas, sem que ninguém saiba de nada.
O RMG contribuiu para manter, se não para aumentar, a informalidade na sociedade portuguesa. A pessoa via-se na contingência de perder o RMG se declarasse os reais ganhos: a opção foi clara para os mais espertos, não se declara o que se ganha, e assim poupam-se impostos e ainda se recebe como prémio de bom comportamento cívico o RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
Para não falar de pessoas que se inscreviam em 2, 3 concelhos diferentes e de sedes das CLAS em que nem computador havia... Deviam estar à espera de controlar os RMG de cada concelho... à mão.... Base de dados nacional nunca houve, mas.... sem computador acho incrível!
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