O Ministro e o Tempo
Sr. Ministro das Condições Climatéricas
Escrevo-lhe porque não estou contente. O Governo a que o senhor pertence já governa há quase dois anos e não se notam melhorias sensíveis no tempo. A desculpa da herança já não serve. O tempo actual já é da sua responsabilidade. Aliás, a culpa de tudo o que não nos corre de feição é sempre do Governo.
Qual a razão de ter deixado que todo este frio chegasse ao Algarve? Não gostamos, não estamos habituados e não nos queremos habituar. Será o lóbi dos sobretudos, luvas, cachecóis e gorros a fazer valer a sua força perante o Governo?
Sr. Ministro, este frio é intolerável. Uma chuvita de vez em quando, ainda se aguenta, desde que não venha acompanhada deste frio glaciar.
Enquanto cidadão contribuinte, enquanto cidadão de pleno direito deste País exijo-lhe que coloque todos os meios técnicos ao seu alcance e utilize toda a sua força política junto do primeiro-ministro e restantes ministros para que esta situação termine rapidamente.
Calorosamente,
Al Cagoita
quarta-feira, 3 de dezembro de 2003
terça-feira, 2 de dezembro de 2003
VIVER EM SOCIEDADE:A Importância de ser Pontual
Li no último Expresso que o actor António Fagundes, que se encontra com uma peça de teatro em Lisboa e Porto, manda fechar as portas logo que chega à hora marcada para o início do espectáculo. No Brasil, próprio Presidente Lula ficou à porta. "Famosos" (isto de chamarem famosos a simples conhecidos irrita-me solenemente!) e "colunáveis" não admitiram tal "falta de respeito" e fartaram-se de fazer barulho, bateram na porta e até teve que vir a Policia.
O atrevimento deste brasileiro chegar a Portugal e começar uma coisa a horas... o bom Português não derrubou o teatro porque não pôde...
O Dr. Patrick Monteiro de Barros, o homem da America's Cup" contou que quando quiz fazer uma casa combinou um encontro com um arquitecto. Como este chegou atrasado no 1º encontro não lhe deu o projecto. Como chegou atrasado uma vez, certamente chegaria mais vezes.
Penso que o Eng. Macário Correia, o autarca modelo Algarvio, também não perdoa atrasos e começa as cerimónias na hora marcada.
O chegar atrasado começa a ser cultural. Lembro-me de ler numa revista (Executive Digest?) diversos aspectos sobre alguns Países, em especial no que concerne a hábitos do tipo gorjeta a dar no táxi, pontualidade, forma de vestir, etc. Se fizessem algo deste tipo sobre nós como seria?
Quando combino um encontro com amigos dou comigo a pensar: "Aquele vai chegar a horas, o outro atrasado". E chego a chegar pontualmente atrasado para não ter que esperar.... sozinho!
Numa pesquisa na net descobrei algumas coisas preciosas sobre pontualidade:
- Petição para a Pontualidade
- Não se mudam, provavelmente em menos de uma geração, os hábitos de trabalho, a falta de pontualidade, as baixas qualificações da população activa e a dependência crónica do Estado dos nossos empresários. Não se altera, provavelmente em menos de uma geração, uma cultura generalizada de evasão fiscal, nem se destrói uma teia de pequenos poderes na administração pública que bloqueiam e criam vícios intransponíveis no curso da vida económica. (...) não basta, em matéria de produtividade, saber o que o Governo pode fazer pelo país, mas, sobretudo, o que o país pode fazer por si próprio Fonte: Diário Económico, 17.07.2003
- Discurso após a eleição como Presidente da Assembleia da República (10 de Abril de 2002): "Apelo à dedicada colaboração de todos para que se respeite rigorosamente a pontualidade"
- Anote também que os europeus detestam impontualidade, com exceção dos italianos e espanhóis. Para os mais sisudos europeus, a pontualidade reflete o homem que está à frente do negócio. A propósito, além de pontual, evite piadas. Em geral, dada à formação cultural diferente, o que entre nós, latinos, pode parecer algo divertido, entre eles pode não causar graça alguma.Dicas
- Requisitos de uma boa imagem- Em todos os manuais de protocolo considera-se que o primeiro requisito de uma boa imagem é a pontualidade. Como dizia Luís XVIII, «a pontualidade é a cortesia dos reis e o dever de todas as pessoas de bem». Executive Digest
Sobre a pontualidade já desabafei. Próximo tema: o telemóvel
Li no último Expresso que o actor António Fagundes, que se encontra com uma peça de teatro em Lisboa e Porto, manda fechar as portas logo que chega à hora marcada para o início do espectáculo. No Brasil, próprio Presidente Lula ficou à porta. "Famosos" (isto de chamarem famosos a simples conhecidos irrita-me solenemente!) e "colunáveis" não admitiram tal "falta de respeito" e fartaram-se de fazer barulho, bateram na porta e até teve que vir a Policia.
O atrevimento deste brasileiro chegar a Portugal e começar uma coisa a horas... o bom Português não derrubou o teatro porque não pôde...
O Dr. Patrick Monteiro de Barros, o homem da America's Cup" contou que quando quiz fazer uma casa combinou um encontro com um arquitecto. Como este chegou atrasado no 1º encontro não lhe deu o projecto. Como chegou atrasado uma vez, certamente chegaria mais vezes.
Penso que o Eng. Macário Correia, o autarca modelo Algarvio, também não perdoa atrasos e começa as cerimónias na hora marcada.
O chegar atrasado começa a ser cultural. Lembro-me de ler numa revista (Executive Digest?) diversos aspectos sobre alguns Países, em especial no que concerne a hábitos do tipo gorjeta a dar no táxi, pontualidade, forma de vestir, etc. Se fizessem algo deste tipo sobre nós como seria?
Quando combino um encontro com amigos dou comigo a pensar: "Aquele vai chegar a horas, o outro atrasado". E chego a chegar pontualmente atrasado para não ter que esperar.... sozinho!
Numa pesquisa na net descobrei algumas coisas preciosas sobre pontualidade:
- Petição para a Pontualidade
- Não se mudam, provavelmente em menos de uma geração, os hábitos de trabalho, a falta de pontualidade, as baixas qualificações da população activa e a dependência crónica do Estado dos nossos empresários. Não se altera, provavelmente em menos de uma geração, uma cultura generalizada de evasão fiscal, nem se destrói uma teia de pequenos poderes na administração pública que bloqueiam e criam vícios intransponíveis no curso da vida económica. (...) não basta, em matéria de produtividade, saber o que o Governo pode fazer pelo país, mas, sobretudo, o que o país pode fazer por si próprio Fonte: Diário Económico, 17.07.2003
- Discurso após a eleição como Presidente da Assembleia da República (10 de Abril de 2002): "Apelo à dedicada colaboração de todos para que se respeite rigorosamente a pontualidade"
- Anote também que os europeus detestam impontualidade, com exceção dos italianos e espanhóis. Para os mais sisudos europeus, a pontualidade reflete o homem que está à frente do negócio. A propósito, além de pontual, evite piadas. Em geral, dada à formação cultural diferente, o que entre nós, latinos, pode parecer algo divertido, entre eles pode não causar graça alguma.Dicas
- Requisitos de uma boa imagem- Em todos os manuais de protocolo considera-se que o primeiro requisito de uma boa imagem é a pontualidade. Como dizia Luís XVIII, «a pontualidade é a cortesia dos reis e o dever de todas as pessoas de bem». Executive Digest
Sobre a pontualidade já desabafei. Próximo tema: o telemóvel
Farense a dar as últimas
Record de 29.11.2003
O Farense só liquidou 400 euros aos seus jogadores, desde o início da época, e os funcionários da SAD estão com oito meses de ordenados em atraso, mas o presidente do clube e da Sociedade Desportiva, Gomes Ferreira, não perspectiva soluções a curto prazo para os problemas financeiros pendentes.
Aquele dirigente tinha aprazada para ontem uma reunião (que acabou por ser adiada, devido a motivos profissionais) com os funcionários, a quem vai transmitir "a única mensagem possível no quadro actual": "Não estamos parados, há diligências em curso e compreendo as necessidades de todos, não dispomos de fundos no momento. Será necessária alguma paciência."
O processo tendente à viabilização de um posto de combustível na Avenida Calouste Gulbenkian está entregue ao presidente da Câmara, José Vitorino, e de um espaço para uma outra bomba foram recebidas até ao momento duas propostas, enquanto o aproveitamento imobiliário dos espaços adjacentes ao S. Luís "segue os trâmites da consulta pública e irá à Assembleia Municipal ainda este ano."
Neste quadro de dificuldades, o médio Pedro Estrela decidiu sair, pois tem compromissos por liquidar e não recebe. Não está afastada a possibilidade de outros jogadores seguirem o mesmo caminho, com o Farense a encontrar-se impedido de inscrever novos elementos devido a processos decididos nos últimos meses pela Comissão Arbitral da Liga.
Caso alguns funcionários decidam sair, o administrador Fernando Belo admite recorrer "a outras pessoas" para manter a actividade, embora não estejam afastados sérios problemas a curto prazo devido à falta de recursos.
Funcionários com 8 meses em atraso deve ser um drama terrível. Contas para pagar, comida para comprar, roupa por adquirir.... e com o Natal à porta tudo se torna mais triste.
O que terão agora a dizer aqueles que inviabilizaram a bomba de gasolina perto do Fórum? Que alternativas aopresentaram?
A ver se a Câmara disponibiliza rapidamente uma qualquer solução e, depois, é tempo de os Farenses (clube e SAD) repensarem a sua vida e apostarem numa boa gestão (actualmente nada há para gerir... só dívidas...).
Um grande bem haja aqueles grandes Farenses que continuam a tentar que o barco navegue, apesar deste meter água por todos os lados. Vida díficil. O meu reconhecimento fica aqui expresso.
Nunca pensei que isto chegasse a este ponto...
Record de 29.11.2003
O Farense só liquidou 400 euros aos seus jogadores, desde o início da época, e os funcionários da SAD estão com oito meses de ordenados em atraso, mas o presidente do clube e da Sociedade Desportiva, Gomes Ferreira, não perspectiva soluções a curto prazo para os problemas financeiros pendentes.
Aquele dirigente tinha aprazada para ontem uma reunião (que acabou por ser adiada, devido a motivos profissionais) com os funcionários, a quem vai transmitir "a única mensagem possível no quadro actual": "Não estamos parados, há diligências em curso e compreendo as necessidades de todos, não dispomos de fundos no momento. Será necessária alguma paciência."
O processo tendente à viabilização de um posto de combustível na Avenida Calouste Gulbenkian está entregue ao presidente da Câmara, José Vitorino, e de um espaço para uma outra bomba foram recebidas até ao momento duas propostas, enquanto o aproveitamento imobiliário dos espaços adjacentes ao S. Luís "segue os trâmites da consulta pública e irá à Assembleia Municipal ainda este ano."
Neste quadro de dificuldades, o médio Pedro Estrela decidiu sair, pois tem compromissos por liquidar e não recebe. Não está afastada a possibilidade de outros jogadores seguirem o mesmo caminho, com o Farense a encontrar-se impedido de inscrever novos elementos devido a processos decididos nos últimos meses pela Comissão Arbitral da Liga.
Caso alguns funcionários decidam sair, o administrador Fernando Belo admite recorrer "a outras pessoas" para manter a actividade, embora não estejam afastados sérios problemas a curto prazo devido à falta de recursos.
Funcionários com 8 meses em atraso deve ser um drama terrível. Contas para pagar, comida para comprar, roupa por adquirir.... e com o Natal à porta tudo se torna mais triste.
O que terão agora a dizer aqueles que inviabilizaram a bomba de gasolina perto do Fórum? Que alternativas aopresentaram?
A ver se a Câmara disponibiliza rapidamente uma qualquer solução e, depois, é tempo de os Farenses (clube e SAD) repensarem a sua vida e apostarem numa boa gestão (actualmente nada há para gerir... só dívidas...).
Um grande bem haja aqueles grandes Farenses que continuam a tentar que o barco navegue, apesar deste meter água por todos os lados. Vida díficil. O meu reconhecimento fica aqui expresso.
Nunca pensei que isto chegasse a este ponto...
sexta-feira, 28 de novembro de 2003
Outra vez o défice
Portugal apoiou a Alemanha e a França, de forma a que não fossem penalizados por incumprirem no défice.
A posição de Portugal foi de votar ao lado destes dois grandes. A razão apresentada foi o facto destes países terem apoiado Portugal quando nós excedemos o défice.
Compreendo que apoiar os grandes nos pode trazer algumas benesses, mas discordo da posição portuguesa.
Portugal admitou que tinha ultrapassado o défice (2001) e prometeu tomar medidas para que esta situação não se voltasse a repetir. E cumpriu.
A França e a Alemanha não cumpriram o défice em 2002, não vão cumprir em 2003 e já avisaram que também não irão cumprir em 2004.
Este pormenor faz toda a diferença. Um prometeu mudar de vida e os outros dois reconhecem que estão na má vida e que irão continuar nela, sem qualquer esforço para mudar.
Por tudo isto, mereciam ser multados. Mas eles são grandes...
Portugal apoiou a Alemanha e a França, de forma a que não fossem penalizados por incumprirem no défice.
A posição de Portugal foi de votar ao lado destes dois grandes. A razão apresentada foi o facto destes países terem apoiado Portugal quando nós excedemos o défice.
Compreendo que apoiar os grandes nos pode trazer algumas benesses, mas discordo da posição portuguesa.
Portugal admitou que tinha ultrapassado o défice (2001) e prometeu tomar medidas para que esta situação não se voltasse a repetir. E cumpriu.
A França e a Alemanha não cumpriram o défice em 2002, não vão cumprir em 2003 e já avisaram que também não irão cumprir em 2004.
Este pormenor faz toda a diferença. Um prometeu mudar de vida e os outros dois reconhecem que estão na má vida e que irão continuar nela, sem qualquer esforço para mudar.
Por tudo isto, mereciam ser multados. Mas eles são grandes...
quinta-feira, 27 de novembro de 2003
Com bastante atraso... chegou a Causa Nossa... da Maria!
O Blog de esquerda mais esperado do ano apareceu. O Causa Nossa existe a sério desde o dia 22. Estava prometido que começaria há vários meses....
O mais giro é que todos os posts são colocados pela Maria.
A Ana Gomes, o Jorge Wemans, o Luís Nazaré, o Luís Osório, a Maria Manuel Leitão Marques, o Vicente Jorge Silva e o Vital Moreira não escrevem no blogue. Escrevem nalgum outro sítio e mandam a Maria inserir os post no blog.
Peçam ao José Magalhães que vos explique como funciona um blog. E que vos ensine a não colocarem tantos caracteres incorrectos que provocam traços verticais. Isto de ser sempre a Maria a inserir os posts soa a infobásicos.
E podiam abrir a hipótese de se fazerem comentários.... mas, era chato, né? Pessoas conhecidas a serem confrontadas pelo povo.... O Abrupto-JPP e o Ciberscópio-JM fazem o mesmo.... infelizmente....
Se o PS anda a fazer recolhas de fundos (ver Almariado) como conseguiram ainda pagar a uma Maria?
O Blog de esquerda mais esperado do ano apareceu. O Causa Nossa existe a sério desde o dia 22. Estava prometido que começaria há vários meses....
O mais giro é que todos os posts são colocados pela Maria.
A Ana Gomes, o Jorge Wemans, o Luís Nazaré, o Luís Osório, a Maria Manuel Leitão Marques, o Vicente Jorge Silva e o Vital Moreira não escrevem no blogue. Escrevem nalgum outro sítio e mandam a Maria inserir os post no blog.
Peçam ao José Magalhães que vos explique como funciona um blog. E que vos ensine a não colocarem tantos caracteres incorrectos que provocam traços verticais. Isto de ser sempre a Maria a inserir os posts soa a infobásicos.
E podiam abrir a hipótese de se fazerem comentários.... mas, era chato, né? Pessoas conhecidas a serem confrontadas pelo povo.... O Abrupto-JPP e o Ciberscópio-JM fazem o mesmo.... infelizmente....
Se o PS anda a fazer recolhas de fundos (ver Almariado) como conseguiram ainda pagar a uma Maria?
quarta-feira, 26 de novembro de 2003
America's Cup para Valência
Já esperava. Depois de ouvir o Dr. Santana Lopes ontem na SIC, em que se mostrava céptico, pensei que deveria ser difícil.
E ganharmos mais uma prova a Espanha, depois de termos ganho EURO 2004 afigurava-se-me pouco provável.
Espera-se agora que os projectos de requalificação não morram, apesar de certamente seguirem a um ritmo mais lento.
Já esperava. Depois de ouvir o Dr. Santana Lopes ontem na SIC, em que se mostrava céptico, pensei que deveria ser difícil.
E ganharmos mais uma prova a Espanha, depois de termos ganho EURO 2004 afigurava-se-me pouco provável.
Espera-se agora que os projectos de requalificação não morram, apesar de certamente seguirem a um ritmo mais lento.
terça-feira, 25 de novembro de 2003
Na Quarteira/À Quarteira...
No passado Domingo, durante a Operação Triunfo, Catarina Furtado disse que iria fazer uma ligação "à Quarteira". De Quarteira, responderem "estamos aqui na Quarteira".
Nunca percebi a razão pela qual os não-algarvios dizem que vão "à Quarteira", que passam férias "na Quarteira". Os algarvios dizem que vão "a Quarteira", passam férias "em Quarteira".
Quem terá razão?
No passado Domingo, durante a Operação Triunfo, Catarina Furtado disse que iria fazer uma ligação "à Quarteira". De Quarteira, responderem "estamos aqui na Quarteira".
Nunca percebi a razão pela qual os não-algarvios dizem que vão "à Quarteira", que passam férias "na Quarteira". Os algarvios dizem que vão "a Quarteira", passam férias "em Quarteira".
Quem terá razão?
segunda-feira, 24 de novembro de 2003
Estádio do Algarve - parte II
A festa de inauguração do lindo estádio foi a mais.... discreta, simples, pequenina de todos os estádios do Euro 2004. Abrir as portas do estádio e brindar o povo com um fogo de artifício é manifestamente um espectáculo fraquito.
Situações positivas:
- o declive dos lugares e o espaço nos corredores (entre os lugares) - bastante melhor que o do Estádio da Luz, por exemplo;
- é bonito, é lindo;
Situação menos positivas:
- um fogo de artifício atrás de uma bancada, fora do estádio, não tem lógica nenhuma! Dos lugares do estádio via-se para ai 30 ou 40% do fogo. No Estádio da Luz o fogo foi dentro do estádio. Se era para ser feito fora deviam ter avisado as pessoas para sairem. Ver um fogo de artificio fora do estádio, com uma bancada e parte da cobertura à frente não lembra a ninguém!;
- a cobertura podia cobrir mais as partes laterais das bancadas, de forma a evitar tanto vento/frio
- não dava para fazer um Farense-Louletano para inaugurar o Estádio?
Agora resta esperar por Fevereiro para se ver futebol a sério. Até lá deverão acontecer alguns jogos do Farense e do Louletano, mas jogos de grande nível só o Portugal-Inglaterra de Fevereiro. Até lá...
A festa de inauguração do lindo estádio foi a mais.... discreta, simples, pequenina de todos os estádios do Euro 2004. Abrir as portas do estádio e brindar o povo com um fogo de artifício é manifestamente um espectáculo fraquito.
Situações positivas:
- o declive dos lugares e o espaço nos corredores (entre os lugares) - bastante melhor que o do Estádio da Luz, por exemplo;
- é bonito, é lindo;
Situação menos positivas:
- um fogo de artifício atrás de uma bancada, fora do estádio, não tem lógica nenhuma! Dos lugares do estádio via-se para ai 30 ou 40% do fogo. No Estádio da Luz o fogo foi dentro do estádio. Se era para ser feito fora deviam ter avisado as pessoas para sairem. Ver um fogo de artificio fora do estádio, com uma bancada e parte da cobertura à frente não lembra a ninguém!;
- a cobertura podia cobrir mais as partes laterais das bancadas, de forma a evitar tanto vento/frio
- não dava para fazer um Farense-Louletano para inaugurar o Estádio?
Agora resta esperar por Fevereiro para se ver futebol a sério. Até lá deverão acontecer alguns jogos do Farense e do Louletano, mas jogos de grande nível só o Portugal-Inglaterra de Fevereiro. Até lá...
quinta-feira, 20 de novembro de 2003
Universidades fechadas a cadeado
O grande problema desta moda prende-se com a falta de democracia de que está impregnada e com a falta de autoridade de Estado.
Na primeira questão, o que está a ver é que as minorias quando estão contra a vontade da maioria utilizam formas de pressão ilegais e ilegitimas para fazerem valer os seus pontos de vista. É uma completa perversão do fenómeno democrático. Se eu não gostar do aumento que a minha entidade patronal me vai dar para 2004.... fecho-a a cadeado! Podem-se fazer greves, manifestações, etc. Encerrar a cadeado é crime e inconcebível em termos de valores de convicência em sociedade.
A segunda questão (falta de autoridade do Estado) é impopular e tem a ver com mais um fantasma da esquerda: não se bate nos estudantes. A esquerda vem logo dizer que o Salazar é que mandava bater nos estudantes e que o Governo é fascista, etc, etc. O DVD (sim, a esquerda evoluiu da K7) do costume...
Para mim, quando está em causa a autoridade do Estado, esta tem que ser restabelecida e apenas existem infractores, não existem brancos, pretos, amarelos, machos, fémeas, hermafroditas, altos, pequenos, taxistas, economistas, advogados, etc. São todos iguais perante a Lei. E nunca foi aberta nenhuma excepção para os estudantes.
Num País a sério teriamos, no mínimo, a Polícia a identificar os prevaricadores e a serem julgados em tribunal.
O grande problema desta moda prende-se com a falta de democracia de que está impregnada e com a falta de autoridade de Estado.
Na primeira questão, o que está a ver é que as minorias quando estão contra a vontade da maioria utilizam formas de pressão ilegais e ilegitimas para fazerem valer os seus pontos de vista. É uma completa perversão do fenómeno democrático. Se eu não gostar do aumento que a minha entidade patronal me vai dar para 2004.... fecho-a a cadeado! Podem-se fazer greves, manifestações, etc. Encerrar a cadeado é crime e inconcebível em termos de valores de convicência em sociedade.
A segunda questão (falta de autoridade do Estado) é impopular e tem a ver com mais um fantasma da esquerda: não se bate nos estudantes. A esquerda vem logo dizer que o Salazar é que mandava bater nos estudantes e que o Governo é fascista, etc, etc. O DVD (sim, a esquerda evoluiu da K7) do costume...
Para mim, quando está em causa a autoridade do Estado, esta tem que ser restabelecida e apenas existem infractores, não existem brancos, pretos, amarelos, machos, fémeas, hermafroditas, altos, pequenos, taxistas, economistas, advogados, etc. São todos iguais perante a Lei. E nunca foi aberta nenhuma excepção para os estudantes.
Num País a sério teriamos, no mínimo, a Polícia a identificar os prevaricadores e a serem julgados em tribunal.
Universidade do Algarve fechada a cadeado
Como se pode ver no Jornal Público a Univ. Algarve está fechada a cadeado. Os 3 Pólos estão encerrados (Penha, Gambelas e Portimão) e assim ficarão cinco dias.
Como o Senado não votou como os estudantes queriam, estes não aceitaram uma decisão democrática e optaram por fechar a Universidade a cadeado, só poupando a Reitoria.
Se a moda pega e a Autoridade de Estado não é imposta, estamos a caminho de sermos uma verdadeira República das Bananas, onde qualquer um restringe os direitos dos outros, de forma ilegal, por um qualquer motivo.
Se os estudantes estão contra, porque é não fazem greve e não ficam em casa?
Como se pode ver no Jornal Público a Univ. Algarve está fechada a cadeado. Os 3 Pólos estão encerrados (Penha, Gambelas e Portimão) e assim ficarão cinco dias.
Como o Senado não votou como os estudantes queriam, estes não aceitaram uma decisão democrática e optaram por fechar a Universidade a cadeado, só poupando a Reitoria.
Se a moda pega e a Autoridade de Estado não é imposta, estamos a caminho de sermos uma verdadeira República das Bananas, onde qualquer um restringe os direitos dos outros, de forma ilegal, por um qualquer motivo.
Se os estudantes estão contra, porque é não fazem greve e não ficam em casa?
quarta-feira, 19 de novembro de 2003
Algarve com duas Comunidades Urbanas?
Segundo o Público de hoje "No Algarve parece ser mais provável a criação de duas ComUrb [lideradas por Faro e Portimão] que a de uma GAM", diz o secretário de Estado da Administração Local, Miguel Relvas."
Por mim concordo, apesar de políticamente não ser muito acertado ceder o Barlavento ao PS. Penso que é a melhor solução para a Região, apesar de tirar alguma centralidade a Faro.
A ver vamos...
Segundo o Público de hoje "No Algarve parece ser mais provável a criação de duas ComUrb [lideradas por Faro e Portimão] que a de uma GAM", diz o secretário de Estado da Administração Local, Miguel Relvas."
Por mim concordo, apesar de políticamente não ser muito acertado ceder o Barlavento ao PS. Penso que é a melhor solução para a Região, apesar de tirar alguma centralidade a Faro.
A ver vamos...
terça-feira, 18 de novembro de 2003
Amanhã vou acorrentar qualquer coisa!
Enquanto estiver a fazer a barba vou decidir. O que trancar. Cadeado e corrente já tenho. Modelo Coimbra/2003. Prontinhos a estrear.
Vou decidir qual o órgão, empresa, café, restaurante ou serviço público contra o qual estou contra. Depois de estar contra, TUNGA, corrente com ele. E cadeado. E de lá não saio. Venham todos que não saio. Afinal de contas, eu estou contra e tenho de ser ouvido. E enquanto não me ouvirem e não acederem aos meus pedidos eu não saio! NÃO SAIO! Não saio eu, a corrente e o cadeado. E nem pensem em chamar a Polícia! A Polícia é para seguir gatunos! Eu sou um simples cidadão desta País lutando contra! Tenho os meus direitos!
E como tenho direitos vão ter que gramar com a pastilha. Eu vou lutar, manifestar-me na rua, agitar cartazes contra.
E quem quiser entrar, não entra. Simples, não? Não entra, porque não tive o trabalho de comprar a corrente, cortar a corrente, polir a corrente, pintar a corrente, olear a corrente, escolher o cadeado, comprar o cadeado, colocar o cadeado na corrente e ambos na porta para agora vir alguém a ... entrar! NÃO!
Quem está comigo, está. Quem não está, estivesse. Logo entra cá para a semana. Talvez. Pois continuo bastante indignado com a minha própria indignação. Nada mudou ainda.... Se calhar fui pouco contra... Deveria ter fechado também as portas e as janelas? Deveria ter feito greve de fome? Eu precisava de ter lá malta comigo, a agitar, a fazer barulho. Eram mais direitos em jogo, era mais bagunça e confusão.
Continuo contra. Ainda não me passou. Se a corrente e o cadeado não chegaram, mais qualquer coisinha há de se arranjar. As pessoas têm que perceber que eu tenho toda a razão em estar contra e deverão agir em conformidade. Mudar as leis, alterar os preços, melhorar o serviço ao balcão.
Se não, para a próximo corto a estrada!
Enquanto estiver a fazer a barba vou decidir. O que trancar. Cadeado e corrente já tenho. Modelo Coimbra/2003. Prontinhos a estrear.
Vou decidir qual o órgão, empresa, café, restaurante ou serviço público contra o qual estou contra. Depois de estar contra, TUNGA, corrente com ele. E cadeado. E de lá não saio. Venham todos que não saio. Afinal de contas, eu estou contra e tenho de ser ouvido. E enquanto não me ouvirem e não acederem aos meus pedidos eu não saio! NÃO SAIO! Não saio eu, a corrente e o cadeado. E nem pensem em chamar a Polícia! A Polícia é para seguir gatunos! Eu sou um simples cidadão desta País lutando contra! Tenho os meus direitos!
E como tenho direitos vão ter que gramar com a pastilha. Eu vou lutar, manifestar-me na rua, agitar cartazes contra.
E quem quiser entrar, não entra. Simples, não? Não entra, porque não tive o trabalho de comprar a corrente, cortar a corrente, polir a corrente, pintar a corrente, olear a corrente, escolher o cadeado, comprar o cadeado, colocar o cadeado na corrente e ambos na porta para agora vir alguém a ... entrar! NÃO!
Quem está comigo, está. Quem não está, estivesse. Logo entra cá para a semana. Talvez. Pois continuo bastante indignado com a minha própria indignação. Nada mudou ainda.... Se calhar fui pouco contra... Deveria ter fechado também as portas e as janelas? Deveria ter feito greve de fome? Eu precisava de ter lá malta comigo, a agitar, a fazer barulho. Eram mais direitos em jogo, era mais bagunça e confusão.
Continuo contra. Ainda não me passou. Se a corrente e o cadeado não chegaram, mais qualquer coisinha há de se arranjar. As pessoas têm que perceber que eu tenho toda a razão em estar contra e deverão agir em conformidade. Mudar as leis, alterar os preços, melhorar o serviço ao balcão.
Se não, para a próximo corto a estrada!
segunda-feira, 17 de novembro de 2003
RTP 1 - Só FCP!
Apesar de ser sócio do SL Benfica, Casa do Benfica de Faro e fã de tudo o que seja Benfica, achei excessiva a importância dada pela TVI à inauguração da catedral.
Aogra, o que foi feito com o FCP é vergonhoso! O canal público passou o Sábado à noite e o Domingo todo de volta do novo estádio portista. Admito isto nas privadas, não admito nos canais públicos.
Haja decência.
Apesar de ser sócio do SL Benfica, Casa do Benfica de Faro e fã de tudo o que seja Benfica, achei excessiva a importância dada pela TVI à inauguração da catedral.
Aogra, o que foi feito com o FCP é vergonhoso! O canal público passou o Sábado à noite e o Domingo todo de volta do novo estádio portista. Admito isto nas privadas, não admito nos canais públicos.
Haja decência.
sexta-feira, 7 de novembro de 2003
Eu tento ir à Praça/Mercado Municipal mas...
Gosto da praça (prefiro este termo ao pomposo Mercado Municipal). E tento sempre lá ir. Mas, sempre que lá vou fazer compras arrependo-me. Até me esquecer e lá voltar...
A praça é o sítio onde deveria funcionar o mercado de concorrência perfeita: vários pequenos comerciantes a oferecer os seus produtos, sem que nenhum tenha capacidade de fixar os preços.
Quando lá chego tento ver os diversos preços para um certo produto. Dou uma voltinha e de 12 bancadas que oferecem o produto X, 3 ou 4 têm o preço afixado, 6 ou 7 não têm preço e as restantes têm o preço caído, sem possibilidade de ser visto. Logicamente não vou perguntar o preço a todas as bancadas onde não o pude ver... e então fico-me pelas 3/4 que têm o preço visível, podendo estar a comprar a um preço mais caro do que o existente ali ao lado....
Imaginem que preciso de um tomate. Se fosse no supermercado escolhia um tomate, embalava-o e dirigia-me à caixa.
Tente chegar à praça e dizer que quer um tomate. Espancam-no com o olhar!
E se quiser 5 tomates e estes pesarem 700 gramas, dirão logo: "não quer um quilo para fazer conta redonda?" E a pessoa lá diz que sim...
E pronto, por agora é tudo...
Gosto da praça (prefiro este termo ao pomposo Mercado Municipal). E tento sempre lá ir. Mas, sempre que lá vou fazer compras arrependo-me. Até me esquecer e lá voltar...
A praça é o sítio onde deveria funcionar o mercado de concorrência perfeita: vários pequenos comerciantes a oferecer os seus produtos, sem que nenhum tenha capacidade de fixar os preços.
Quando lá chego tento ver os diversos preços para um certo produto. Dou uma voltinha e de 12 bancadas que oferecem o produto X, 3 ou 4 têm o preço afixado, 6 ou 7 não têm preço e as restantes têm o preço caído, sem possibilidade de ser visto. Logicamente não vou perguntar o preço a todas as bancadas onde não o pude ver... e então fico-me pelas 3/4 que têm o preço visível, podendo estar a comprar a um preço mais caro do que o existente ali ao lado....
Imaginem que preciso de um tomate. Se fosse no supermercado escolhia um tomate, embalava-o e dirigia-me à caixa.
Tente chegar à praça e dizer que quer um tomate. Espancam-no com o olhar!
E se quiser 5 tomates e estes pesarem 700 gramas, dirão logo: "não quer um quilo para fazer conta redonda?" E a pessoa lá diz que sim...
E pronto, por agora é tudo...
PPD - Política Pura e Dura (3) - Ter carácter
A traição, o esquema, a desonostidade, o vale-tudo estão a mais na actividade política.
Há uma célebre estória passada no Parlamento Inglês que é, mais ou menos, isto:
- Explica um deputado mais rodado a um deputado novo, colega de bancada: "Aqueles ali (apontando para as outras bancadas) são os nossos adversários, aqui à volta temos os nossos inimigos".
Uma postura séria, honesta ao longo da vida política acredito que não seja fácil, mas é necessária. Só com valores bem enraizados se poderá passar incólume pela política.
A traição, o esquema, a desonostidade, o vale-tudo estão a mais na actividade política.
Há uma célebre estória passada no Parlamento Inglês que é, mais ou menos, isto:
- Explica um deputado mais rodado a um deputado novo, colega de bancada: "Aqueles ali (apontando para as outras bancadas) são os nossos adversários, aqui à volta temos os nossos inimigos".
Uma postura séria, honesta ao longo da vida política acredito que não seja fácil, mas é necessária. Só com valores bem enraizados se poderá passar incólume pela política.
O PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) Algarve
O PS Algarve vem dizer que o PIDDAC na região diminuiu 8% e que o PIDDAC para a Educação está 72% inscrito para Câmaras Municipais do PSD.
Mas será que analisaram os PIDDAC's de todos os Ministérios por cores de Câmaras Municipais? Ou esta área foi escolhida a dedo?
Desde quando o PIDDAC demonstra o empenho na actividade de um certo Ministério? Porque razão quando o PIDDAC não aumenta toda a gente diz "o Governo está a desinvestir na área X"?
O PIDDAC prende-se com a construção de edifícios, construções diversas, compra de terrenos, ferramentas, máquinas, hardware e software, entre outros.
Só o PIDDAC demonstra o empenho/prioridade que um Governo dá a uma certa área? É a construir e a comprar computadores que se conseguem melhorias nas diversas actividades públicas? É deitando dinheiro sobre os problemas que estes se resolvem?
Compreendo a lógica desta análise quando estão em causa prioridades estratégicas em termos de vias de comunicação importantes ou outras situações de idêntica importância, agora andar a fazer continhas de merceiro para fazer afirmações parciais (não avaliando as restantes verbas destinadas à área - pagamento de ordenados, etc), dizer que as Câmaras da côr X tiveram mais Y% não traz nada de nova à discussão.
O PIDDAC e restantes componentes orçamentais são apenas o ponto de partida. Tem mais lógica ver os resultados conseguidos no final do ano. Não é por ter muito PIDDAC que estes vão ser melhores ou piores...
Mas os Partidos Políticos têm que falar para demonstrarem que estão vivos...
O PS Algarve vem dizer que o PIDDAC na região diminuiu 8% e que o PIDDAC para a Educação está 72% inscrito para Câmaras Municipais do PSD.
Mas será que analisaram os PIDDAC's de todos os Ministérios por cores de Câmaras Municipais? Ou esta área foi escolhida a dedo?
Desde quando o PIDDAC demonstra o empenho na actividade de um certo Ministério? Porque razão quando o PIDDAC não aumenta toda a gente diz "o Governo está a desinvestir na área X"?
O PIDDAC prende-se com a construção de edifícios, construções diversas, compra de terrenos, ferramentas, máquinas, hardware e software, entre outros.
Só o PIDDAC demonstra o empenho/prioridade que um Governo dá a uma certa área? É a construir e a comprar computadores que se conseguem melhorias nas diversas actividades públicas? É deitando dinheiro sobre os problemas que estes se resolvem?
Compreendo a lógica desta análise quando estão em causa prioridades estratégicas em termos de vias de comunicação importantes ou outras situações de idêntica importância, agora andar a fazer continhas de merceiro para fazer afirmações parciais (não avaliando as restantes verbas destinadas à área - pagamento de ordenados, etc), dizer que as Câmaras da côr X tiveram mais Y% não traz nada de nova à discussão.
O PIDDAC e restantes componentes orçamentais são apenas o ponto de partida. Tem mais lógica ver os resultados conseguidos no final do ano. Não é por ter muito PIDDAC que estes vão ser melhores ou piores...
Mas os Partidos Políticos têm que falar para demonstrarem que estão vivos...
Subscrever:
Mensagens (Atom)