Na Senda de Melhores Políticos...
O meu amigo Tiago enviou-me este artigo e tive que o colocar aqui no blogue...
Na Senda de Melhores Políticos
Por PAULO AMARAL DE SOUSA, José Peres Jorge, Maria do Rosário Moreira, Rui Henrique Alves e Samuel Alves Pereira
Público, Domingo, 19 de Dezembro de 2004
O grito de alerta que Cavaco Silva difundiu na sociedade portuguesa teve ecos cujas ressonâncias ainda hoje se fazem sentir, pois, na verdade, cada um de nós, no retiro da sua meditação, já tinha visto que a qualidade dos actores políticos se abandona, regra geral, pelo precipício da decadência. O artigo de Cavaco deu voz pública a esta angústia geral. Porém, constatar a realidade de pouco vale, ou, valendo alguma coisa, que valha, ao menos, para induzir em nós uma disposição de combate: é preciso saltar desta letargia depressiva, atacar o problema com o pensamento e actuar em conformidade.
A primeira grande questão que deve responder-se é esta: porque temos assim tão maus políticos? A resposta é complexa: para uns, é a baixa remuneração dos cargos políticos, a qual tende a repelir os bons políticos (porque melhor fariam dedicando-se a profissões mais lucrativas), deixando flanco aberto para o rebanho imenso dos maus políticos; para outros, é a superabundância da mediocridade, a qual grassando na classe política, não a prestigia e, por isso, põe a milhas mesmo aqueles que, menos apaixonados pelo dinheiro, se devotariam a tal actividade unicamente pelo prestígio daí decorrente; outras razões se poderiam aduzir ainda, mas, porventura, menos relevantes.
Para nós, como para John Galbraith - esse grande economista de Harvard que tão profundamente estudou o Poder -, existe uma mais preponderante fonte de poder: a organização. É que ainda nenhum estudo ou inquérito foi feito para que se apurasse o número e a qualidade de todos aqueles que tomam (ou tomariam) a iniciativa individual de se aproximar da política e que são, pura, simples e literalmente, esmagados nas suas mais nobres pretensões por essas gigantescas máquinas que são os aparelhos partidários. Como podem aqueles jovens, os mais capacitados, os mais sonhadores, os mais tocados pela vocação política - que os há ainda muitos - combater sozinhos a barragem intransponível que enfrentam nas portadas dos partidos? Como podem eles se levam como únicos aliados os seus ideais? O pé do elefante é demasiado pesado mesmo para a mais determinada formiga... Por vezes apelam à participação destes sonhadores, sim, mas apenas para fazer número, para fazer de figurantes, em jantares e em festividades do partido...
É aos líderes que compete fazer cair estas barreiras. Têm essa responsabilidade patriótica, esse dever cívico. No entanto, no discurso político oficial e oficioso destes não se lobriga o menor vislumbre de intenção ou de planos de promoção da qualidade no seio das organizações que dirigem. Se eles não tomam a iniciativa de facilitar o acesso de gente de qualidade aos partidos, quem mais a poderá tomar? Os melhores bem que podem acorrer todos aos partidos... mas de lá todos vêm recambiados, pois que não vão em grupo organizado, ou sequer em grupo. Se estivessem organizados, constituiriam uma força política e o problema de que padece a nação portuguesa não existiria.
Talvez o escrutínio público pressione os líderes a deixar vingar os mais competentes nos partidos. Por isso, aqui fica uma palavra de repto à comunicação social: perguntem aos dirigentes partidários, todos os dias, todos os meses, todos os anos, nas televisões, nas rádios, nos jornais, pelas medidas que tomaram, nesse dia, nesse mês, nesse ano, para promover a vinda de novos valores para a vida política.
Docentes da Faculdade de Economia do Porto
quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Pinto da Costa e Al Capone
Al Capone vendia bebidas alcoólicas nos EUA na altura da Lei Seca. Era terminantemente proíbido vender álcool e a polícia andava em cima dos infractores.
Al Capone fez fortuna com o álcool e nunca foi apanhado nessa actividade ilegal. Foi preso por fuga aos impostos.
Porque será que associei esta estória a Pinto da Costa?
Al Capone vendia bebidas alcoólicas nos EUA na altura da Lei Seca. Era terminantemente proíbido vender álcool e a polícia andava em cima dos infractores.
Al Capone fez fortuna com o álcool e nunca foi apanhado nessa actividade ilegal. Foi preso por fuga aos impostos.
Porque será que associei esta estória a Pinto da Costa?
A coligação PSD/PP
Por princípio sou contra a coligação pré-eleitoral. Neste momento, penso que é a única saída possível.
E admiro a forma como Paulo Portas se está a portar, sendo ele a decidir se quer ou não quer.... como ficará Santana se Portas disser que não quer ir com ele a votos?!!!
Grande artista...
Por princípio sou contra a coligação pré-eleitoral. Neste momento, penso que é a única saída possível.
E admiro a forma como Paulo Portas se está a portar, sendo ele a decidir se quer ou não quer.... como ficará Santana se Portas disser que não quer ir com ele a votos?!!!
Grande artista...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2004
As trapalhadas de Sampaio
Primeiro anuncia que vai dissolver a Assembleia da República, caindo o Governo, e convocar eleições.
Os motivos são vários, entre eles o facto de o orçamento ser contestado por algumas forças sociais.
Depois, faz saber que o parlamento e o governo estão em plenitude de funções, chegando até a dar posse a dois secretários de estado. E, pelo que se sabe, só vai dissolver o parlamento após a aprovação do orçamento (aquele que era contestado por muitos), não dando no entanto a garantia da sua promulgação.
E a Assembleia da República, "ferida de morte" como disse Mota Amaral, vai andar a aprovar um orçamento de um governo que está prestes a cair... É como se uma pessoa estivesse à beira da morte e lhe fossemos vender lindas viagens de cruzeiro...
Entretanto, a bolsa de valores cai todos os dias fruto da instabilidade política.... provocada por Sampaio!
Se queria que o orçamento fosse aprovado, porque não deixou que fosse aprovado na AR e depois logo a dissolvia?
Porque não convocou o Conselho de Estado para se pronunciar sobre a dissolução do Parlamento, indo agora para a reunião com a decisão já tomada?
Anuncia a dissolução do Parlamento não se sabe para quando, desestabilizando o País e prejudicando a economia, para quê?
Anuncia a dissolução do Parlamento sem explicar as razões ao País, permitindo a especulação, para quê?
Se fosse Governo recusava-me a aprovar o orçamento e entregava o "menino" nas mãos do PR. Criaste a confusão, agora desenrasca-te!
Dr. Sampaio, analise os prejuízos que causou ao País e demita-se!
Primeiro anuncia que vai dissolver a Assembleia da República, caindo o Governo, e convocar eleições.
Os motivos são vários, entre eles o facto de o orçamento ser contestado por algumas forças sociais.
Depois, faz saber que o parlamento e o governo estão em plenitude de funções, chegando até a dar posse a dois secretários de estado. E, pelo que se sabe, só vai dissolver o parlamento após a aprovação do orçamento (aquele que era contestado por muitos), não dando no entanto a garantia da sua promulgação.
E a Assembleia da República, "ferida de morte" como disse Mota Amaral, vai andar a aprovar um orçamento de um governo que está prestes a cair... É como se uma pessoa estivesse à beira da morte e lhe fossemos vender lindas viagens de cruzeiro...
Entretanto, a bolsa de valores cai todos os dias fruto da instabilidade política.... provocada por Sampaio!
Se queria que o orçamento fosse aprovado, porque não deixou que fosse aprovado na AR e depois logo a dissolvia?
Porque não convocou o Conselho de Estado para se pronunciar sobre a dissolução do Parlamento, indo agora para a reunião com a decisão já tomada?
Anuncia a dissolução do Parlamento não se sabe para quando, desestabilizando o País e prejudicando a economia, para quê?
Anuncia a dissolução do Parlamento sem explicar as razões ao País, permitindo a especulação, para quê?
Se fosse Governo recusava-me a aprovar o orçamento e entregava o "menino" nas mãos do PR. Criaste a confusão, agora desenrasca-te!
Dr. Sampaio, analise os prejuízos que causou ao País e demita-se!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2004
Carta aberta ao Sr. Presidente da República
Exmo. Sr. Presidente da República Dr. Jorge Sampaio
Quando em Julho passado o Sr. empossou o Dr. Pedro Santana Lopes ficou também responsável pelo futuro da governação.
Passados quatro meses, que é um prazo exíguo para qualquer análise intelectualmente honesta sobre a governação do País, vem V. Exa. dar o dito pelo não dito. Terá agora de actuar em conformidade.
O País não se pode dar ao luxo de ter a sua primeira figura a funcionar de forma inconstante e errónea, qual cata-vento, causando sérios prejuízos a Portugal e aos Portugueses.
Com esta atitude errática, V. Exa. entrou na galeria dos Presidentes da República de esquerda cujo único objectivo é deixar o PS no poder quando terminam o mandato. O Dr. Soares foi o primeiro.
V. Exa. conseguiu ser o único Presidente da República a dissolver o parlamento quando existe uma maioria estável no hemiciclo.
Compreende-se agora que o seu apoio ao Dr. Pedro Santana Lopes não foi sincero. V. Exa. não poderia ficar na história como uma pessoa de esquerda que não ajudou os seus. Agora, V. Exa. já não tem esta dívida.
Demita-se Sr. Presidente e, se puder, poupe-nos a mais um discurso barroco.
Com os Melhores Cumprimentos,
João Nuno Neves
envie também um fax ao PR para o número 21-3614611
Exmo. Sr. Presidente da República Dr. Jorge Sampaio
Quando em Julho passado o Sr. empossou o Dr. Pedro Santana Lopes ficou também responsável pelo futuro da governação.
Passados quatro meses, que é um prazo exíguo para qualquer análise intelectualmente honesta sobre a governação do País, vem V. Exa. dar o dito pelo não dito. Terá agora de actuar em conformidade.
O País não se pode dar ao luxo de ter a sua primeira figura a funcionar de forma inconstante e errónea, qual cata-vento, causando sérios prejuízos a Portugal e aos Portugueses.
Com esta atitude errática, V. Exa. entrou na galeria dos Presidentes da República de esquerda cujo único objectivo é deixar o PS no poder quando terminam o mandato. O Dr. Soares foi o primeiro.
V. Exa. conseguiu ser o único Presidente da República a dissolver o parlamento quando existe uma maioria estável no hemiciclo.
Compreende-se agora que o seu apoio ao Dr. Pedro Santana Lopes não foi sincero. V. Exa. não poderia ficar na história como uma pessoa de esquerda que não ajudou os seus. Agora, V. Exa. já não tem esta dívida.
Demita-se Sr. Presidente e, se puder, poupe-nos a mais um discurso barroco.
Com os Melhores Cumprimentos,
João Nuno Neves
envie também um fax ao PR para o número 21-3614611
sábado, 27 de novembro de 2004
Políticos competentes vs. políticos incompetentes-2
Penso que o artigo do Prof. Cavaco é uma autêntica pedrada no charco e vem demonstrar que o reu vai nu.
A pergunta para referendar é um aborto político!
"Concorda com a carta de direitos fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Esta pergunta só pode ter sido feita de forma a fazer com que as pessoas não votem e, caso o façam, não o façam em consciência.
Esta questão não foi feita por politicos competentes!
O cidadão vulgar fala mal dos partidos. Que só usam a política para se encherem. Que são só jogadas. Enfim, o normal.
E quando se convida alguém para participar activamente na política, a reacção é idêntica a convidar alguém para ir lutar na lama!
As pessoas estão descrentes na política e estão amorfas em relação a tudo o resto. Podiam-se interessar pela intervenção cívica, pela intervenção cultural ou desportiva. NADA!
Quanto mais não vale o sofazito a seguir ao trabalho!
As elites não se interessam. Penso que os ordenados dos políticos deveriam ser todos duplicados, mas mesmo assim quem para lá fosse seria pelo ordenado, não pelo orgulho de contribuir para a coisa pública!
E as democracias internas dos partidos também são uma coisa gira...
Obrigado Professor pelo excelente alerta!
Penso que o artigo do Prof. Cavaco é uma autêntica pedrada no charco e vem demonstrar que o reu vai nu.
A pergunta para referendar é um aborto político!
"Concorda com a carta de direitos fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Esta pergunta só pode ter sido feita de forma a fazer com que as pessoas não votem e, caso o façam, não o façam em consciência.
Esta questão não foi feita por politicos competentes!
O cidadão vulgar fala mal dos partidos. Que só usam a política para se encherem. Que são só jogadas. Enfim, o normal.
E quando se convida alguém para participar activamente na política, a reacção é idêntica a convidar alguém para ir lutar na lama!
As pessoas estão descrentes na política e estão amorfas em relação a tudo o resto. Podiam-se interessar pela intervenção cívica, pela intervenção cultural ou desportiva. NADA!
Quanto mais não vale o sofazito a seguir ao trabalho!
As elites não se interessam. Penso que os ordenados dos políticos deveriam ser todos duplicados, mas mesmo assim quem para lá fosse seria pelo ordenado, não pelo orgulho de contribuir para a coisa pública!
E as democracias internas dos partidos também são uma coisa gira...
Obrigado Professor pelo excelente alerta!
Políticos competentes vs. políticos incompetentes
Vou transcrever na integra o artigo publicado pelo Prof. Cavaco Silva no Expresso de hoje:
Os políticos e a lei de Gresham
NOS anos recentes, muito se tem falado de uma certa degradação da qualidade dos agentes políticos em Portugal, da sua credibilidade, competência e capacidade para conduzir os destinos do país. Independentemente de ser de facto assim, o certo é que há hoje uma forte percepção da parte da opinião pública de que, em geral, a qualidade dos agentes políticos tem vindo a baixar.
Para isso tem contribuído, entre outros factores, o afastamento crescente das elites profissionais, dos quadros técnicos qualificados da vida político-partidária activa. Os políticos profissionais de valor, com uma carreira seriamente estruturada, ficam, assim, mais mal acompanhados.
Num documento da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), de Fevereiro de 2002, falava-se da «centrifugação de alguns dos melhores valores do pessoal político e da gestão superior do Estado e incapacidade de atrair novos valores, nomeadamente entre os mais jovens» como um dos sinais preocupantes da deterioração do nosso sistema político.
Três razões podem ser avançadas para explicar a atitude de afastamento das elites profissionais da vida político-partidária.
Por um lado, a sua convicção de que, fazendo Portugal parte da União Europeia, não há risco de retrocesso do regime democrático de tipo ocidental em que vivemos.
Por outro, o convencimento das elites de que a participação activa na actividade política tem custos elevados - custos materiais e de exposição pública - e de que podem influenciar as decisões políticas de outra forma - através de contactos pessoais, associações ou corporações de interesses.
Mas talvez a razão mais forte do afastamento das elites resida na ideia de que, nos dias de hoje, o mercado político-partidário não é concorrencial e transparente, de que existem barreiras à entrada de novos actores, de que não são os melhores que vencem porque os aparelhos partidários instalados e os oportunistas demagógicos não olham a meios para garantir a sua sobrevivência nas esferas do poder.
A ser assim, a lei da economia, conhecida pela lei de Gresham, poderia ser transposta para a vida partidária portuguesa com o seguinte enunciado: os agentes políticos incompetentes afastam os competentes. Segundo a lei de Gresham a má moeda expulsa a boa moeda.
O afastamento das elites profissionais (e também das elites culturais) da vida político-partidária, ao contribuir para a deterioração da qualidade dos agentes políticos, prejudica a credibilidade das instituições democráticas e a ética de serviço público, aumenta os erros dos decisores políticos face aos objectivos de bem-estar social definidos e favorece os comportamentos políticos em função de interesses particulares ou partidários, em lugar do interesse nacional. Daqui resulta menos desenvolvimento e modernização do país, mais injustiças sociais e maior desencanto dos cidadãos em relação à democracia.
Já em Outubro de 2001, num documento divulgado pela Associação Empresarial de Portugal, se manifestava preocupação pelos custos da «mediocridade na actividade política».
Sendo assim, uma questão que tenderá a assumir relevância crescente para a qualidade da nossa democracia e para o desenvolvimento e modernização do país será a de como trazer de volta à vida político-partidária pessoas qualificadas, dispostas a servir honestamente a comunidade. Nesse sentido, interessaria desenvolver acções visando o reforço da transparência e democraticidade na actividade partidária, o aprofundamento da educação para a cidadania activa e a melhoria da informação sobre a actuação dos agentes políticos. Tal como interessaria promover debates sérios e aprofundados sobre as políticas públicas e ter a coragem de aumentar a remuneração dos agentes políticos, por forma a atrair quadros de reconhecido valor e que vivem dos rendimentos do trabalho.
Se nada for feito, é provável que a situação continue a degradar-se e só se inverta quando se tornar claro que o país se aproxima de uma crise grave. Então, algumas elites poderão chegar à conclusão de que está em causa o seu próprio futuro e dos seus familiares e que os custos de alheamento da actividade político-partidária são maiores dos que os custos de participação. Mesmo assim, haverá que contar com a resistência à mudança dos aparelhos partidários instalados, o que pode levar ao arrastamento da situação.
Do ponto de vista nacional, seria desejável que o país não descesse até ao ponto de crise e que a inversão da tendência ocorresse o mais cedo possível.
Face aos sinais preocupantes que têm vindo a emergir nos mais variados domínios, do sistema educativo ao sistema de justiça, da administração pública à economia, penso que é chegado o momento de difundir na sociedade portuguesa um grito de alarme sobre as consequências da tendência para a degradação da qualidade dos agentes políticos, de modo a que os portugueses adoptem uma atitude mais participativa e exigente nas suas escolhas eleitorais e as elites profissionais acordem e saiam da posição, aparentemente cómoda, de críticos da mediocridade dos políticos e das suas decisões e aceitem contribuir para a regeneração da actividade política.
Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes.
Recordo que Portugal, desde 2001, tem vindo sistematicamente a afastar-se do nível de desenvolvimento da vizinha Espanha e da média da Europa dos quinze e que esta tendência irá manter-se no futuro, de acordo com as previsões para 2005-06 recentemente publicadas pela Comissão Europeia. Até quando?
Aníbal Cavaco Silva
Vou transcrever na integra o artigo publicado pelo Prof. Cavaco Silva no Expresso de hoje:
Os políticos e a lei de Gresham
NOS anos recentes, muito se tem falado de uma certa degradação da qualidade dos agentes políticos em Portugal, da sua credibilidade, competência e capacidade para conduzir os destinos do país. Independentemente de ser de facto assim, o certo é que há hoje uma forte percepção da parte da opinião pública de que, em geral, a qualidade dos agentes políticos tem vindo a baixar.
Para isso tem contribuído, entre outros factores, o afastamento crescente das elites profissionais, dos quadros técnicos qualificados da vida político-partidária activa. Os políticos profissionais de valor, com uma carreira seriamente estruturada, ficam, assim, mais mal acompanhados.
Num documento da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), de Fevereiro de 2002, falava-se da «centrifugação de alguns dos melhores valores do pessoal político e da gestão superior do Estado e incapacidade de atrair novos valores, nomeadamente entre os mais jovens» como um dos sinais preocupantes da deterioração do nosso sistema político.
Três razões podem ser avançadas para explicar a atitude de afastamento das elites profissionais da vida político-partidária.
Por um lado, a sua convicção de que, fazendo Portugal parte da União Europeia, não há risco de retrocesso do regime democrático de tipo ocidental em que vivemos.
Por outro, o convencimento das elites de que a participação activa na actividade política tem custos elevados - custos materiais e de exposição pública - e de que podem influenciar as decisões políticas de outra forma - através de contactos pessoais, associações ou corporações de interesses.
Mas talvez a razão mais forte do afastamento das elites resida na ideia de que, nos dias de hoje, o mercado político-partidário não é concorrencial e transparente, de que existem barreiras à entrada de novos actores, de que não são os melhores que vencem porque os aparelhos partidários instalados e os oportunistas demagógicos não olham a meios para garantir a sua sobrevivência nas esferas do poder.
A ser assim, a lei da economia, conhecida pela lei de Gresham, poderia ser transposta para a vida partidária portuguesa com o seguinte enunciado: os agentes políticos incompetentes afastam os competentes. Segundo a lei de Gresham a má moeda expulsa a boa moeda.
O afastamento das elites profissionais (e também das elites culturais) da vida político-partidária, ao contribuir para a deterioração da qualidade dos agentes políticos, prejudica a credibilidade das instituições democráticas e a ética de serviço público, aumenta os erros dos decisores políticos face aos objectivos de bem-estar social definidos e favorece os comportamentos políticos em função de interesses particulares ou partidários, em lugar do interesse nacional. Daqui resulta menos desenvolvimento e modernização do país, mais injustiças sociais e maior desencanto dos cidadãos em relação à democracia.
Já em Outubro de 2001, num documento divulgado pela Associação Empresarial de Portugal, se manifestava preocupação pelos custos da «mediocridade na actividade política».
Sendo assim, uma questão que tenderá a assumir relevância crescente para a qualidade da nossa democracia e para o desenvolvimento e modernização do país será a de como trazer de volta à vida político-partidária pessoas qualificadas, dispostas a servir honestamente a comunidade. Nesse sentido, interessaria desenvolver acções visando o reforço da transparência e democraticidade na actividade partidária, o aprofundamento da educação para a cidadania activa e a melhoria da informação sobre a actuação dos agentes políticos. Tal como interessaria promover debates sérios e aprofundados sobre as políticas públicas e ter a coragem de aumentar a remuneração dos agentes políticos, por forma a atrair quadros de reconhecido valor e que vivem dos rendimentos do trabalho.
Se nada for feito, é provável que a situação continue a degradar-se e só se inverta quando se tornar claro que o país se aproxima de uma crise grave. Então, algumas elites poderão chegar à conclusão de que está em causa o seu próprio futuro e dos seus familiares e que os custos de alheamento da actividade político-partidária são maiores dos que os custos de participação. Mesmo assim, haverá que contar com a resistência à mudança dos aparelhos partidários instalados, o que pode levar ao arrastamento da situação.
Do ponto de vista nacional, seria desejável que o país não descesse até ao ponto de crise e que a inversão da tendência ocorresse o mais cedo possível.
Face aos sinais preocupantes que têm vindo a emergir nos mais variados domínios, do sistema educativo ao sistema de justiça, da administração pública à economia, penso que é chegado o momento de difundir na sociedade portuguesa um grito de alarme sobre as consequências da tendência para a degradação da qualidade dos agentes políticos, de modo a que os portugueses adoptem uma atitude mais participativa e exigente nas suas escolhas eleitorais e as elites profissionais acordem e saiam da posição, aparentemente cómoda, de críticos da mediocridade dos políticos e das suas decisões e aceitem contribuir para a regeneração da actividade política.
Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes.
Recordo que Portugal, desde 2001, tem vindo sistematicamente a afastar-se do nível de desenvolvimento da vizinha Espanha e da média da Europa dos quinze e que esta tendência irá manter-se no futuro, de acordo com as previsões para 2005-06 recentemente publicadas pela Comissão Europeia. Até quando?
Aníbal Cavaco Silva
O novo PSD Algarve
Glória aos vencedores, honra aos vencidos.
O Dr. Mendes Bota terá que conseguir unir o partido em torno dos grandes desafios que vai ter pela frente, em especial das eleições autarquicas.
Uma derrota nas autarquicas dificulta a prestação do Prof. Cavaco Silva nas presidenciais e do Dr. Santana Lopes nas legislativas.
As autarquicas só se ganham com o partido unido, como todos os dirigentes e militantes a remarem para o mesmo lado.
Aguardo pelos primeiros passos neste sentido e espero pela primeira Assembleia Distrital...
Glória aos vencedores, honra aos vencidos.
O Dr. Mendes Bota terá que conseguir unir o partido em torno dos grandes desafios que vai ter pela frente, em especial das eleições autarquicas.
Uma derrota nas autarquicas dificulta a prestação do Prof. Cavaco Silva nas presidenciais e do Dr. Santana Lopes nas legislativas.
As autarquicas só se ganham com o partido unido, como todos os dirigentes e militantes a remarem para o mesmo lado.
Aguardo pelos primeiros passos neste sentido e espero pela primeira Assembleia Distrital...
segunda-feira, 22 de novembro de 2004
As eleições para o PSD Algarve-parte II
Não gostei de ataques cobardes, feitos de forma anónima, a diversos companheiros (Nuno Silva, Carlos Martins, etc).
Não gostei que tivesse havido pouca discussão política e muita discussão de pessoas.
Não gostei das intrigas, mexericos e outros que tal que se puderam ler no almariado.
Gostei da postura do Fernando Viegas no seu almariado, retirou todos os comentários anónimos que enxovalhavam terceiros e apelou à dignidade dos "comentadores de posts".
Gostei da agitação que estas eleições deu ao partido.
Espero tempos de união e não de exclusão.
Não gostei de ataques cobardes, feitos de forma anónima, a diversos companheiros (Nuno Silva, Carlos Martins, etc).
Não gostei que tivesse havido pouca discussão política e muita discussão de pessoas.
Não gostei das intrigas, mexericos e outros que tal que se puderam ler no almariado.
Gostei da postura do Fernando Viegas no seu almariado, retirou todos os comentários anónimos que enxovalhavam terceiros e apelou à dignidade dos "comentadores de posts".
Gostei da agitação que estas eleições deu ao partido.
Espero tempos de união e não de exclusão.
As eleições para o PSD Algarve
Apoiei a lista B e, como tal, perdi.
Parabéns a todos os membros da Lista A, encabeçada pelo Dr. Mendes Bota, pela sua vitória.
No entanto, não compreendi o discurso de vitória.
Segundo o Região-Sul:
"Mendes Bota não deixou de enviar "uma palavra de simpatia" aos "grandes derrotados" deste sufrágio, que citou, "por ordem decrescente de importância: o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, o vice-presidente, José Luís Arnaut, Carlos Martins, Patinha Antão, Helder Martins e, naturalmente, Isabel Soares". Estes "pesos-pesados" foram "responsáveis pela estratégia" da Lista B, "deram a cara, subscreveram cartas e manifestos aos militantes, assumiram posições inequívocas".
"Sentimos todos na pele o aparelho do partido a lutar contra nós", disse o político "laranja", deixando no ar "uma interminável série de episódios" que não quis lembrar, com origem em "dirigentes nacionais e membros do Governo", que, no seu entender, "violaram alguns deveres de neutralidade". Mas, sublinhou, Santana Lopes - alvo de fortes elogios -, "não teve nada que ver com actividades ou iniciativas por parte de pessoas externas ao Algarve que procuraram influenciar o resultado desta eleição".
Penso que o partido no dia seguinte deveria estar unido para combater os outros partidos políticos. Não a espicaçar quem perdeu (esquencendo-se cirutgicamente de alguns...) e, muito menos, o Dr. Miguel Relvas e o Dr. Arnaut.
Que estranha forma de tentar a união...
Apoiei a lista B e, como tal, perdi.
Parabéns a todos os membros da Lista A, encabeçada pelo Dr. Mendes Bota, pela sua vitória.
No entanto, não compreendi o discurso de vitória.
Segundo o Região-Sul:
"Mendes Bota não deixou de enviar "uma palavra de simpatia" aos "grandes derrotados" deste sufrágio, que citou, "por ordem decrescente de importância: o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, o vice-presidente, José Luís Arnaut, Carlos Martins, Patinha Antão, Helder Martins e, naturalmente, Isabel Soares". Estes "pesos-pesados" foram "responsáveis pela estratégia" da Lista B, "deram a cara, subscreveram cartas e manifestos aos militantes, assumiram posições inequívocas".
"Sentimos todos na pele o aparelho do partido a lutar contra nós", disse o político "laranja", deixando no ar "uma interminável série de episódios" que não quis lembrar, com origem em "dirigentes nacionais e membros do Governo", que, no seu entender, "violaram alguns deveres de neutralidade". Mas, sublinhou, Santana Lopes - alvo de fortes elogios -, "não teve nada que ver com actividades ou iniciativas por parte de pessoas externas ao Algarve que procuraram influenciar o resultado desta eleição".
Penso que o partido no dia seguinte deveria estar unido para combater os outros partidos políticos. Não a espicaçar quem perdeu (esquencendo-se cirutgicamente de alguns...) e, muito menos, o Dr. Miguel Relvas e o Dr. Arnaut.
Que estranha forma de tentar a união...
domingo, 15 de agosto de 2004
Ainda a ponte para a Ilha de Faro: o Referendo
LNEC recomendou construção de uma nova ponte
José Vitorino admite fazer um referendo para rever o acesso à Praia de Faro
O presidente da Câmara Municipal de Faro "descobriu ontem" um relatório técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com data de Março de 2001, que considera a ponte de acesso à Praia de Faro "em elevado estado de degradação" e recomenda a construção de uma nova.
José Vitorino resolveu actuar e, ontem mesmo, enviou um ofício ao comandante do Grupo Territorial da GNR de Faro, onde solicita a implementação de uma deliberação do anterior executivo camarário, de 27 de Março de 2001, - tanto quanto se sabe, nunca cumprida - que proíbe a paragem, "a qualquer título", de automóveis no tabuleiro da ponte e estabelece um "espaçamento mínimo de circulação de 30 metros". De acordo com o LNEC, a ponte tem cerca de 160 metros. Se os militares da GNR tomarem à letra esta deliberação, só poderão circular no tabuleiro da ponte cinco veículos de cada vez. Questionado sobre os problemas que a medida poderá provocar no já difícil e moroso acesso à Praia de Faro, Vitorino justificou-se dizendo que se tratava do "único instrumento disponível para aliviar a pressão sobre o tabuleiro da ponte e assim garantir a segurança das pessoas".
Ainda segundo o parecer do LNEC, "é indispensável manter a actual limitação de circulação a trânsito com peso inferior a 3,5 toneladas". O relatório acrescenta que durante o período da inspecção (26 de Fevereiro de 2001) "este limite não era respeitado, até porque dificulta o abastecimento aos estabelecimentos existentes na Ilha e inviabiliza a passagem de um autotanque do serviço de incêndios".
Hoje, em conferência de imprensa, José Vitorino revelou ter solicitado ao LNEC, com carácter de "urgência, uma nova inspecção". O presidente da CMF pediu também, "desde já", sugestões e recomendações adicionais para garantir a segurança no atravessamento da ponte.
Na sequência deste 'caso', a autarquia pediu à Delegação do Sul do Instituto Portuário dos Transportes Marítimos, "mais uma vez e com uma justificação reforçada, a maior urgência" na reactivação da "ligação por barco, entre a cidade de Faro e a Ilha".
Acesso futuro
Para José Vitorino, estas foram, para já, as diligências possíveis, mas a decisão final sobre o acesso à Ilha de Faro continua em aberto. Há várias hipóteses, mas o presidente da CMF deixou uma garantia: as grandes questões, como a construção de uma nova ponte, ou a criação de parques de estacionamento nas imediações da praia, fazendo-se depois o acesso à Ilha de Faro em transportes públicos, serão sempre decididas "após a audição da população". Segundo José Vitorino, há duas formas de ouvir os farenses: "através de um inquérito, ou, no limite, fazendo-se um referendo".
Rodrigo Burnay
Região-Sul | 13 de Agosto de 2004 | 15:46
Concordo com o referendo. Havendo hipótese de referendar questões locais, penso que este assunto é adequado para sujeitar a referendo.
Sendo a Ilha de Faro uma ilha, ficará bastante melhor se não estiver presa ao continente. As ilhas mexem-se e esta não se pode movimentar porque está presa ao continente através de uma ponte.
Penso que não é necessária uma nova ponte. Basta que a actual, possivelmente depois de algumas reparações que a consolidem mais, sirva só para trânsito restrito (bombeiros, policia, comerciantes) e que as pessoas deixem o carro antes da ponte e depois vão andando.
LNEC recomendou construção de uma nova ponte
José Vitorino admite fazer um referendo para rever o acesso à Praia de Faro
O presidente da Câmara Municipal de Faro "descobriu ontem" um relatório técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com data de Março de 2001, que considera a ponte de acesso à Praia de Faro "em elevado estado de degradação" e recomenda a construção de uma nova.
José Vitorino resolveu actuar e, ontem mesmo, enviou um ofício ao comandante do Grupo Territorial da GNR de Faro, onde solicita a implementação de uma deliberação do anterior executivo camarário, de 27 de Março de 2001, - tanto quanto se sabe, nunca cumprida - que proíbe a paragem, "a qualquer título", de automóveis no tabuleiro da ponte e estabelece um "espaçamento mínimo de circulação de 30 metros". De acordo com o LNEC, a ponte tem cerca de 160 metros. Se os militares da GNR tomarem à letra esta deliberação, só poderão circular no tabuleiro da ponte cinco veículos de cada vez. Questionado sobre os problemas que a medida poderá provocar no já difícil e moroso acesso à Praia de Faro, Vitorino justificou-se dizendo que se tratava do "único instrumento disponível para aliviar a pressão sobre o tabuleiro da ponte e assim garantir a segurança das pessoas".
Ainda segundo o parecer do LNEC, "é indispensável manter a actual limitação de circulação a trânsito com peso inferior a 3,5 toneladas". O relatório acrescenta que durante o período da inspecção (26 de Fevereiro de 2001) "este limite não era respeitado, até porque dificulta o abastecimento aos estabelecimentos existentes na Ilha e inviabiliza a passagem de um autotanque do serviço de incêndios".
Hoje, em conferência de imprensa, José Vitorino revelou ter solicitado ao LNEC, com carácter de "urgência, uma nova inspecção". O presidente da CMF pediu também, "desde já", sugestões e recomendações adicionais para garantir a segurança no atravessamento da ponte.
Na sequência deste 'caso', a autarquia pediu à Delegação do Sul do Instituto Portuário dos Transportes Marítimos, "mais uma vez e com uma justificação reforçada, a maior urgência" na reactivação da "ligação por barco, entre a cidade de Faro e a Ilha".
Acesso futuro
Para José Vitorino, estas foram, para já, as diligências possíveis, mas a decisão final sobre o acesso à Ilha de Faro continua em aberto. Há várias hipóteses, mas o presidente da CMF deixou uma garantia: as grandes questões, como a construção de uma nova ponte, ou a criação de parques de estacionamento nas imediações da praia, fazendo-se depois o acesso à Ilha de Faro em transportes públicos, serão sempre decididas "após a audição da população". Segundo José Vitorino, há duas formas de ouvir os farenses: "através de um inquérito, ou, no limite, fazendo-se um referendo".
Rodrigo Burnay
Região-Sul | 13 de Agosto de 2004 | 15:46
Concordo com o referendo. Havendo hipótese de referendar questões locais, penso que este assunto é adequado para sujeitar a referendo.
Sendo a Ilha de Faro uma ilha, ficará bastante melhor se não estiver presa ao continente. As ilhas mexem-se e esta não se pode movimentar porque está presa ao continente através de uma ponte.
Penso que não é necessária uma nova ponte. Basta que a actual, possivelmente depois de algumas reparações que a consolidem mais, sirva só para trânsito restrito (bombeiros, policia, comerciantes) e que as pessoas deixem o carro antes da ponte e depois vão andando.
sábado, 14 de agosto de 2004
Problemas na Ponte para a Ilha de Faro
Câmara Adopta Medidas para Aliviar Pressão em Ponte de Faro
Público, Sábado, 14 de Agosto de 2004
O presidente da Câmara de Faro, José Vitorino, anunciou ontem que na ponte da Ilha de Faro o espaço entre veículos não poderá ser inferior a 30 metros para diminuir a pressão no tabuleiro.
A autarquia vai também solicitar à GNR que acompanhe mais de perto o tráfego da ponte, proibindo a circulação de veículos com peso superior a 3,5 toneladas. Não será também permitida a paragem de veículos sobre o tabuleiro. José Vitorino, citado pela Lusa, reconheceu que a obrigatoriedade de aumento de espaço entre veículos poderá fazer crescer as já longas filas de acesso à ilha, mas sustentou que "a segurança não pode ser sacrificada em nome de qualquer outra comodidade".
As medidas, que segundo o autarca serão accionadas "de imediato", tinham sido recomendadas, em Março de 2001, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e deliberadas na mesma altura pela autarquia.
O LNEC requeria ainda que a utilização da ponte de acesso à ilha fosse "condicionada e com carácter provisório" e que "na perspectiva do acesso rodoviário à Praia de Faro seria necessária uma nova ponte". Reconhecendo que o relatório do LNEC lhe causa alguma inquietude, o presidente da Câmara de Faro assevera que não há motivos para alarmismos. "Não há anomalias graves de registo, nem grandes fracturas" e "todos os pilares estão cravados no solo", afirmou. A ponte de acesso à Ilha de Faro tem 160 metros de cumprimento, o tabuleiro da ponte mede quatro metros de largura e contam-se 142 pilares fixados no solo.
Por mim cortava o acesso à praia para os carros e apenas permitia que as pessoas atravessassem a ponte.
E se possível, destruia todas as casas que lá estão. Deixava um parque de campismo (um novo....) maior do que o actual, alguns restaurantes, cafés e seupermercados. O resto ia tudo abaixo.
Mas isto nunca irá acontecer. Primeiro a ilha afunda... depois logo pensam nestas coisas....
Câmara Adopta Medidas para Aliviar Pressão em Ponte de Faro
Público, Sábado, 14 de Agosto de 2004
O presidente da Câmara de Faro, José Vitorino, anunciou ontem que na ponte da Ilha de Faro o espaço entre veículos não poderá ser inferior a 30 metros para diminuir a pressão no tabuleiro.
A autarquia vai também solicitar à GNR que acompanhe mais de perto o tráfego da ponte, proibindo a circulação de veículos com peso superior a 3,5 toneladas. Não será também permitida a paragem de veículos sobre o tabuleiro. José Vitorino, citado pela Lusa, reconheceu que a obrigatoriedade de aumento de espaço entre veículos poderá fazer crescer as já longas filas de acesso à ilha, mas sustentou que "a segurança não pode ser sacrificada em nome de qualquer outra comodidade".
As medidas, que segundo o autarca serão accionadas "de imediato", tinham sido recomendadas, em Março de 2001, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e deliberadas na mesma altura pela autarquia.
O LNEC requeria ainda que a utilização da ponte de acesso à ilha fosse "condicionada e com carácter provisório" e que "na perspectiva do acesso rodoviário à Praia de Faro seria necessária uma nova ponte". Reconhecendo que o relatório do LNEC lhe causa alguma inquietude, o presidente da Câmara de Faro assevera que não há motivos para alarmismos. "Não há anomalias graves de registo, nem grandes fracturas" e "todos os pilares estão cravados no solo", afirmou. A ponte de acesso à Ilha de Faro tem 160 metros de cumprimento, o tabuleiro da ponte mede quatro metros de largura e contam-se 142 pilares fixados no solo.
Por mim cortava o acesso à praia para os carros e apenas permitia que as pessoas atravessassem a ponte.
E se possível, destruia todas as casas que lá estão. Deixava um parque de campismo (um novo....) maior do que o actual, alguns restaurantes, cafés e seupermercados. O resto ia tudo abaixo.
Mas isto nunca irá acontecer. Primeiro a ilha afunda... depois logo pensam nestas coisas....
sexta-feira, 13 de agosto de 2004
As explicações para o desastre
José Romão (JR)
JR-É evidente que quando se perde é porque houve factores que não correram bem.
Factores que não correram bem???? A chamada desgraça...
JR-Foi um jogo em que cometemos alguns erros, temos de reconhecer.
Alguns??!!!! Dezenas, centenas?
JR-O adversário também esteve bem, mas não podemos dizer que nos surpreendeu. Nós estávamos à espera deste Iraque. Estudámos bem o adversário mas isso nem sempre chega.
Se estava à espera deste Iraque então ainda é pior do que pensava.
JR-A nossa selecção não entrou com o pé direito e isso tem de ser admitido.
A nossa selecção esteve lá?
JR-A história do jogo diz que o Iraque fez uma boa transposição para o contra-ataque e o ataque rápido, no fundo no seguimento do que fizera na Taça da Ásia.
Transposição? será que este tipo já foi ao dicionário para entender o que diz?
transposição - substantivo feminino
· acto ou efeito de transpor (verbo transitivo-passar além ou por cima de; saltar; galgar; ultrapassar; exceder; alterar a ordem de)
· troca de dois objectos entre si;
· alteração da ordem;
· transferência;
Os Iraquianos saltavam, galgavam ou excediam para o ataque? Trocavam objectos? Alteravam a ordem? Faziam transferências?
Que bronco!
JR-Causou-nos alguns problemas em termos da sua estrutura, o que, aliado aos nossos erros, resultou nesta derrota.
Alguns??? Problema na estrutura? QUe língua é esta??!!
JR-Houve uma falta de inspiração de Portugal. No intervalo fizemos as correcções que entendíamos pela leitura do jogo. Mas é verdade é que ficámos logo com menos um jogador e aí as coisas alteraram-se totalmente. Ainda assim, lutámos até ao fim, demonstrando carácter."
O que importa é ter carácter.... atira-te ao mar, JR!
Esperemos para ver a parte dois desta saga olímpica...Domingo.... Contra Marrocos...
José Romão (JR)
JR-É evidente que quando se perde é porque houve factores que não correram bem.
Factores que não correram bem???? A chamada desgraça...
JR-Foi um jogo em que cometemos alguns erros, temos de reconhecer.
Alguns??!!!! Dezenas, centenas?
JR-O adversário também esteve bem, mas não podemos dizer que nos surpreendeu. Nós estávamos à espera deste Iraque. Estudámos bem o adversário mas isso nem sempre chega.
Se estava à espera deste Iraque então ainda é pior do que pensava.
JR-A nossa selecção não entrou com o pé direito e isso tem de ser admitido.
A nossa selecção esteve lá?
JR-A história do jogo diz que o Iraque fez uma boa transposição para o contra-ataque e o ataque rápido, no fundo no seguimento do que fizera na Taça da Ásia.
Transposição? será que este tipo já foi ao dicionário para entender o que diz?
transposição - substantivo feminino
· acto ou efeito de transpor (verbo transitivo-passar além ou por cima de; saltar; galgar; ultrapassar; exceder; alterar a ordem de)
· troca de dois objectos entre si;
· alteração da ordem;
· transferência;
Os Iraquianos saltavam, galgavam ou excediam para o ataque? Trocavam objectos? Alteravam a ordem? Faziam transferências?
Que bronco!
JR-Causou-nos alguns problemas em termos da sua estrutura, o que, aliado aos nossos erros, resultou nesta derrota.
Alguns??? Problema na estrutura? QUe língua é esta??!!
JR-Houve uma falta de inspiração de Portugal. No intervalo fizemos as correcções que entendíamos pela leitura do jogo. Mas é verdade é que ficámos logo com menos um jogador e aí as coisas alteraram-se totalmente. Ainda assim, lutámos até ao fim, demonstrando carácter."
O que importa é ter carácter.... atira-te ao mar, JR!
Esperemos para ver a parte dois desta saga olímpica...Domingo.... Contra Marrocos...
Olímpica Vergonha
É uma vergonha perder 4-2 com o Iraque em futebol. Um país em guerra.
A nossa exibição foi um desastre. Penso que apenas se safaram o Moreira, Meira, Ronaldo e Danny. Bruno Alves, Jorge Ribeiro, Frechaut, Hugo Viana e Boa-Morte foram uma desgraça terrível...
A equipa de arbitragem roubou-nos um penalti e fez borrada o jogo todo. Foras de jogo não acertaram quase nenhum. Os árbitros de países com futebol menos competitivo deverão enviar árbitros para estas competições apenas se tiverem nível (tipo conseguirem os minímos olímpicos como os atletas). Assim, estragam a festa.
Comportamento anti-desportivo da nossa equipa. Ronaldo deveria ter sido expulso e Boa-Morte, com a sua atitude, prejudicou muito a selecção.
A Grécia fica na Europa do Sul. Não há desculpa de grandes fusos horários, nem de um clima muito diferente do nosso...
Entrámos como no Europeu, como vedetas que facilmente iriam ganhar a um País em guerra.
A preparação para estes Jogos Olímpicos, devido às pressões dos clubes e ao facto de a FPF ser fraca e o Madail um banana, foi muito curta. Treinaram para ai uma semana e lá foram eles em excursão.
Estou ansioso por ir ler os jornais desportivos e ver os comentários banais e ocos que certamente justificarão a derrota.
É uma vergonha perder 4-2 com o Iraque em futebol. Um país em guerra.
A nossa exibição foi um desastre. Penso que apenas se safaram o Moreira, Meira, Ronaldo e Danny. Bruno Alves, Jorge Ribeiro, Frechaut, Hugo Viana e Boa-Morte foram uma desgraça terrível...
A equipa de arbitragem roubou-nos um penalti e fez borrada o jogo todo. Foras de jogo não acertaram quase nenhum. Os árbitros de países com futebol menos competitivo deverão enviar árbitros para estas competições apenas se tiverem nível (tipo conseguirem os minímos olímpicos como os atletas). Assim, estragam a festa.
Comportamento anti-desportivo da nossa equipa. Ronaldo deveria ter sido expulso e Boa-Morte, com a sua atitude, prejudicou muito a selecção.
A Grécia fica na Europa do Sul. Não há desculpa de grandes fusos horários, nem de um clima muito diferente do nosso...
Entrámos como no Europeu, como vedetas que facilmente iriam ganhar a um País em guerra.
A preparação para estes Jogos Olímpicos, devido às pressões dos clubes e ao facto de a FPF ser fraca e o Madail um banana, foi muito curta. Treinaram para ai uma semana e lá foram eles em excursão.
Estou ansioso por ir ler os jornais desportivos e ver os comentários banais e ocos que certamente justificarão a derrota.
quinta-feira, 12 de agosto de 2004
Editorial do jornal Público de Hoje
O Algarve
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004
O Algarve era uma jóia, hoje é quase todo ele um pesadelo a que só se escapa fechado nalguns, raros, paraísos protegidos
Há sensivelmente vinte anos fiz para o "Expresso" uma reportagem com o seguinte título: "O Algarve à beira da catástrofe". No sábado em que saiu fui insultado pelo então governador civil, de seu nome Cabrita Neto.
De que é que falava esse artigo? Do excesso de ocupação do Algarve. Das praias poluídas onde era perigoso tomar banho. Da megalomania dos projectos de construção que esperavam aprovação. Dos riscos da Nacional 125. Da aposta exclusiva no binómio sol e praia, sem que outras alternativas fossem oferecidas. Das arribas que ameaçam ruir e das construções em dunas que poderiam ser submersas pelo mar.
Nestes vinte anos quase tudo piorou. Algumas praias, apesar dos muitos milhões que se gastou em tratamento de esgotos, continuam a estar poluídas, como a da Quarteira. Os projectos que aguardavam luz verde para avançar, avançaram quase todos e outros se lhes sucederam. Os índices de ocupação tornaram-se irrespiráveis em quase todo o litoral. E os preços subiram e continuam a subir. Aqui e além há excepções e até alguns pequenos paraísos, as vias de comunicação melhoraram e já há restaurantes que oferecem qualidade e não apenas preços altos, mas a receita fundamental continua a ser a mesma: sol e praia, apimentada com algum golfe e mais umas marinas.
Por isso não me surpreende aquilo de que hoje se queixa o governador civil de então, entretanto transfigurado em líder do sector hoteleiro: as coisas estão mal, os índices de ocupação são baixos, há indicadores de... catástrofe anunciada.
Infelizmente quem que me atacava há vinte anos dá-me hoje razão - mas sem reconhecer que a catástrofe tem responsáveis, entre os quais ele próprio. A região encheu-se de hotéis, alguns deles de luxo, esperando por turistas endinheirados, mas quase só recebe vagas de ingleses tatuados que partem mal ganham pele cor de lagosta. Nos hotéis, onde os índices de ocupação baixam, estão mais portugueses e menos estrangeiros. Serve-se mal na maior parte dos estabelecimentos de restauração e abusa-se nos preços. A ganância ainda é a regra, o desordenamento territorial a imagem de marca e os serviços insuficientes (designadamente os de saúde, com crónicos problemas nos hospitais da região).
Por outras palavras: o Algarve não percebeu que, com a mudança dos destinos turísticos e com o aparecimento de viajantes mais exigentes, o seu sol abundante e a suas bonitas praias não chegavam. Que há ofertas iguais ou melhores em destinos tropicais por preços idênticos ou até mais acessíveis. E como não percebeu nem resistiu à tentação de ocupar cada milímetro de solo para construir, o Algarve está a perder os turistas estrangeiros e a ficar com os nacionais, sobretudo os que se empenharam numa casinha ou num apartamento. E contam os tostões.
Há vinte anos, nessa reportagem, os especialistas apenas identificavam algumas áreas onde os exageros já tinham levado ao ponto de não-retorno, à impossível requalificação, como Quarteira, Armação de Pêra ou a Praia da Rocha. Hoje estou convencido que concordariam em que toda a região, apesar das suas imensas potencialidades, já as desbaratou, e que se arrisca a viver cada ano pior do que o anterior, com mais queixas, menos turistas e menos qualidade. Por culpa própria e dos seus autarcas e investidores.
José Manuel Fernandes
Fonte: Público
Quando estes artigos são publicados em jornais de grande tiragem têm sempre impacto pois é o País todo que está a ler.
Infelizmente penso que tem razão e que os nossos líderes regionais (políticos, empresariais, associativos, etc) não tiveram visão nenhuma e deixaram-se influenciar pelo curto prazo e, alguns, talvez por outras coisitas...
O Algarve
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004
O Algarve era uma jóia, hoje é quase todo ele um pesadelo a que só se escapa fechado nalguns, raros, paraísos protegidos
Há sensivelmente vinte anos fiz para o "Expresso" uma reportagem com o seguinte título: "O Algarve à beira da catástrofe". No sábado em que saiu fui insultado pelo então governador civil, de seu nome Cabrita Neto.
De que é que falava esse artigo? Do excesso de ocupação do Algarve. Das praias poluídas onde era perigoso tomar banho. Da megalomania dos projectos de construção que esperavam aprovação. Dos riscos da Nacional 125. Da aposta exclusiva no binómio sol e praia, sem que outras alternativas fossem oferecidas. Das arribas que ameaçam ruir e das construções em dunas que poderiam ser submersas pelo mar.
Nestes vinte anos quase tudo piorou. Algumas praias, apesar dos muitos milhões que se gastou em tratamento de esgotos, continuam a estar poluídas, como a da Quarteira. Os projectos que aguardavam luz verde para avançar, avançaram quase todos e outros se lhes sucederam. Os índices de ocupação tornaram-se irrespiráveis em quase todo o litoral. E os preços subiram e continuam a subir. Aqui e além há excepções e até alguns pequenos paraísos, as vias de comunicação melhoraram e já há restaurantes que oferecem qualidade e não apenas preços altos, mas a receita fundamental continua a ser a mesma: sol e praia, apimentada com algum golfe e mais umas marinas.
Por isso não me surpreende aquilo de que hoje se queixa o governador civil de então, entretanto transfigurado em líder do sector hoteleiro: as coisas estão mal, os índices de ocupação são baixos, há indicadores de... catástrofe anunciada.
Infelizmente quem que me atacava há vinte anos dá-me hoje razão - mas sem reconhecer que a catástrofe tem responsáveis, entre os quais ele próprio. A região encheu-se de hotéis, alguns deles de luxo, esperando por turistas endinheirados, mas quase só recebe vagas de ingleses tatuados que partem mal ganham pele cor de lagosta. Nos hotéis, onde os índices de ocupação baixam, estão mais portugueses e menos estrangeiros. Serve-se mal na maior parte dos estabelecimentos de restauração e abusa-se nos preços. A ganância ainda é a regra, o desordenamento territorial a imagem de marca e os serviços insuficientes (designadamente os de saúde, com crónicos problemas nos hospitais da região).
Por outras palavras: o Algarve não percebeu que, com a mudança dos destinos turísticos e com o aparecimento de viajantes mais exigentes, o seu sol abundante e a suas bonitas praias não chegavam. Que há ofertas iguais ou melhores em destinos tropicais por preços idênticos ou até mais acessíveis. E como não percebeu nem resistiu à tentação de ocupar cada milímetro de solo para construir, o Algarve está a perder os turistas estrangeiros e a ficar com os nacionais, sobretudo os que se empenharam numa casinha ou num apartamento. E contam os tostões.
Há vinte anos, nessa reportagem, os especialistas apenas identificavam algumas áreas onde os exageros já tinham levado ao ponto de não-retorno, à impossível requalificação, como Quarteira, Armação de Pêra ou a Praia da Rocha. Hoje estou convencido que concordariam em que toda a região, apesar das suas imensas potencialidades, já as desbaratou, e que se arrisca a viver cada ano pior do que o anterior, com mais queixas, menos turistas e menos qualidade. Por culpa própria e dos seus autarcas e investidores.
José Manuel Fernandes
Fonte: Público
Quando estes artigos são publicados em jornais de grande tiragem têm sempre impacto pois é o País todo que está a ler.
Infelizmente penso que tem razão e que os nossos líderes regionais (políticos, empresariais, associativos, etc) não tiveram visão nenhuma e deixaram-se influenciar pelo curto prazo e, alguns, talvez por outras coisitas...
quarta-feira, 11 de agosto de 2004
SLB-1 Anderlecht-0 : Muita parra, pouca uva
Típico jogo de início de época, com muita entrega e pouco futebol.
O Benfica dominou a maior parte do jogo, mas até podia ter perdido o jogo...
Enfim, na Bélgica, com mais dias de treino e mais um jogo pelo meio deverá correr melhor. Até porque o Benfica se dá bem em contra-ataque.
Típico jogo de início de época, com muita entrega e pouco futebol.
O Benfica dominou a maior parte do jogo, mas até podia ter perdido o jogo...
Enfim, na Bélgica, com mais dias de treino e mais um jogo pelo meio deverá correr melhor. Até porque o Benfica se dá bem em contra-ataque.
No Público de hoje....
"José Vitorino, antigo vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP, lembrou que" no jornal Público.
O José Vitorino chegou a se candidato pelas listas do CDS a deputado, mas não foi eleito. Daí a ser vice da bancada parlamentar...
Grande prego jornalista Maria José Oliveira!
"José Vitorino, antigo vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP, lembrou que" no jornal Público.
O José Vitorino chegou a se candidato pelas listas do CDS a deputado, mas não foi eleito. Daí a ser vice da bancada parlamentar...
Grande prego jornalista Maria José Oliveira!
sexta-feira, 6 de agosto de 2004
Largo de S. Luís vai ser arranjado
Autarquia vai criar "área edificada afecta a actividades económicas" para "assegurar a gestão" do estádio do Farense
A Câmara Municipal de Faro vai requalificar o Largo de S. Luís, naquela cidade.
De acordo com Projecto Urbano aprovado pela autarquia, vão ser criados "lugares de estacionamento ao nível do subsolo" e a fachada do estádio de futebol, confinante com o Largo, vai ser arranjada, "promovendo a criação de uma área edificada afecta a actividades económicas, por forma a assegurar, de forma sustentada, a gestão e o funcionamento do complexo desportivo".
O executivo promete ainda "promover a requalificação do espaço público devolvendo-o aos peões e dignificando a Igreja de S. Luís".
Outra das propostas do Projecto Urbano consiste em "harmonizar as cérceas praticadas nas frentes urbanas confinantes com Largo de S. Luís, por forma a reequilibrar as volumetrias e contribuir para a melhoria da imagem do conjunto".
A Câmara de Faro vai ainda "reordenar a circulação automóvel no Largo" e "vincular os particulares a regras mais pormenorizadas e mais adequadas ao contexto urbano do sítio, em complemento das definições do Plano Director Municipal".
O Projecto aprovado pela autarquia esteve em "Discussão Pública" durante 60 dias e será agora enviado para a Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano.
RB/RS
6 de Agosto de 2004 | 14:47
in Região-Sul
Desta forma o SC Farense irá poder efectuar alguma construção e criar um parque de estacionamento debaixo do relvado.
Mais uma medida da autarquia para ver se o clube se consegue reequilibrar financeiramente.
Autarquia vai criar "área edificada afecta a actividades económicas" para "assegurar a gestão" do estádio do Farense
A Câmara Municipal de Faro vai requalificar o Largo de S. Luís, naquela cidade.
De acordo com Projecto Urbano aprovado pela autarquia, vão ser criados "lugares de estacionamento ao nível do subsolo" e a fachada do estádio de futebol, confinante com o Largo, vai ser arranjada, "promovendo a criação de uma área edificada afecta a actividades económicas, por forma a assegurar, de forma sustentada, a gestão e o funcionamento do complexo desportivo".
O executivo promete ainda "promover a requalificação do espaço público devolvendo-o aos peões e dignificando a Igreja de S. Luís".
Outra das propostas do Projecto Urbano consiste em "harmonizar as cérceas praticadas nas frentes urbanas confinantes com Largo de S. Luís, por forma a reequilibrar as volumetrias e contribuir para a melhoria da imagem do conjunto".
A Câmara de Faro vai ainda "reordenar a circulação automóvel no Largo" e "vincular os particulares a regras mais pormenorizadas e mais adequadas ao contexto urbano do sítio, em complemento das definições do Plano Director Municipal".
O Projecto aprovado pela autarquia esteve em "Discussão Pública" durante 60 dias e será agora enviado para a Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano.
RB/RS
6 de Agosto de 2004 | 14:47
in Região-Sul
Desta forma o SC Farense irá poder efectuar alguma construção e criar um parque de estacionamento debaixo do relvado.
Mais uma medida da autarquia para ver se o clube se consegue reequilibrar financeiramente.
Pequenos pormenores no Portugal-Paraguai
Tudo bem que o Algarve é uma região turística, com muitos estrangeiros, mas penso que deveremos contnuar a escrever em Português...
Portugal-5 Paraguay-0 mostrava o placard no final do jogo.... E que tal Paraguai?
IN e OUT: sempre que havia uma substituição... proponho Entra e Sai ou Entrada e Saida.
No painel do estádio faltavam algumas fotos dos jogadores Portugueses. Numa rápida pesquisa na net conseguiam-nas....
Contei perto do relvado 40 seguranças!!! Somando mais os restantes que estavam nas entradas e no "miolo" do estádio deveriam ser uns 60. Mais uns cinquenta policias que estavam na parte de fora. Tanta segurança para um jogo particular com o Paraguai?!!! Era um jogo de elevado risco?
Este modelo do Euro-2004 serviu para .. o Euro! Para a nossa realidade é excessivo do ponto de vista do risco real e do ponto de vista dos custos...
Com bilhetes a 10 euros, imaginemos que houve 5.000 pagantes. Receita de bilheteira igual a 50.000 euros. De quanto terá sido o prejuizo?
Refira-se a fraca divulgação do jogo a cargo da Associação de Futebol do Algarve.
Acabei de ver um notícia no Jornal Record:
UMA ÚNICA BILHETEIRA ABERTA
Longa fila gera grande revolta
Cerca de duas mil pessoas abandonaram ontem a extensa fila
que se formou junto à única (!) bilheteira aberta no Estádio Algarve, face à impossibilidade de, em tempo útil, acederem ao interior do recinto, com os mais resistentes a entrarem... ao intervalo.
A situação, de todo inexplicável, levou mesmo à revolta de alguns dos interessados em comprar ingressos. "É um escândalo! Depois do Euro'2004 voltamos à pequenez de sempre... Para a bilheteira só há um funcionário mas seguranças são às dezenas...", lamentava-se Carlos Martins, de Lisboa, em férias no Algarve.
Data: Quinta-Feira, 5 de Agosto de 2004 02:36:00
De quem é a responsabilidade?
Tudo bem que o Algarve é uma região turística, com muitos estrangeiros, mas penso que deveremos contnuar a escrever em Português...
Portugal-5 Paraguay-0 mostrava o placard no final do jogo.... E que tal Paraguai?
IN e OUT: sempre que havia uma substituição... proponho Entra e Sai ou Entrada e Saida.
No painel do estádio faltavam algumas fotos dos jogadores Portugueses. Numa rápida pesquisa na net conseguiam-nas....
Contei perto do relvado 40 seguranças!!! Somando mais os restantes que estavam nas entradas e no "miolo" do estádio deveriam ser uns 60. Mais uns cinquenta policias que estavam na parte de fora. Tanta segurança para um jogo particular com o Paraguai?!!! Era um jogo de elevado risco?
Este modelo do Euro-2004 serviu para .. o Euro! Para a nossa realidade é excessivo do ponto de vista do risco real e do ponto de vista dos custos...
Com bilhetes a 10 euros, imaginemos que houve 5.000 pagantes. Receita de bilheteira igual a 50.000 euros. De quanto terá sido o prejuizo?
Refira-se a fraca divulgação do jogo a cargo da Associação de Futebol do Algarve.
Acabei de ver um notícia no Jornal Record:
UMA ÚNICA BILHETEIRA ABERTA
Longa fila gera grande revolta
Cerca de duas mil pessoas abandonaram ontem a extensa fila
que se formou junto à única (!) bilheteira aberta no Estádio Algarve, face à impossibilidade de, em tempo útil, acederem ao interior do recinto, com os mais resistentes a entrarem... ao intervalo.
A situação, de todo inexplicável, levou mesmo à revolta de alguns dos interessados em comprar ingressos. "É um escândalo! Depois do Euro'2004 voltamos à pequenez de sempre... Para a bilheteira só há um funcionário mas seguranças são às dezenas...", lamentava-se Carlos Martins, de Lisboa, em férias no Algarve.
Data: Quinta-Feira, 5 de Agosto de 2004 02:36:00
De quem é a responsabilidade?
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