A lista do PSD para as legislativas
Não se compreende que o Dr. Carlos Martins não vá na lista do PSD pelo Algarve. Se a analisarem bem, provêm quase todos da Com. Politica Distrital actual... quem ganhou faz agora eleger os seus. Não foram escolhidos os melhores militantes, foram escolhidos os membros da facção vencedora. Dia 20 de Fevereiro teremos a resposta dos algarvios.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2005
Afinal..."Cavaco utilizou imagem de Sá Carneiro em campanha de 1985"-in Diário Digital
Estas pequenas notícias sobre pequenas coisas não engrandecem quem toma agora uma atitude diferente daquela que tomou no passado.
Aqui!
Estas pequenas notícias sobre pequenas coisas não engrandecem quem toma agora uma atitude diferente daquela que tomou no passado.
Aqui!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2005
Facadas nas costas de Santana
Primeiro Cavaco Silva que subitamente quer renegar o seu passado como PM, pensando apenas na sua candidatura presidencial, sendo absolutamente insensível ao seu partido num momemento particularmente difícil para este.
Depois, Pôncio Monteiro, ex-comentador desportivo como adepto do FCP, disse que não fazia campanha com o nº 2 do PSD e foi logo corrido das listas a deputados. As declarações que fez foram empoladas pelos órgãos de comunicação criaram mais um facto político negativo.
Santana Lopes não merecia tanta trapalhada e ingratidão. Que mais lhe irá acontecer?
Primeiro Cavaco Silva que subitamente quer renegar o seu passado como PM, pensando apenas na sua candidatura presidencial, sendo absolutamente insensível ao seu partido num momemento particularmente difícil para este.
Depois, Pôncio Monteiro, ex-comentador desportivo como adepto do FCP, disse que não fazia campanha com o nº 2 do PSD e foi logo corrido das listas a deputados. As declarações que fez foram empoladas pelos órgãos de comunicação criaram mais um facto político negativo.
Santana Lopes não merecia tanta trapalhada e ingratidão. Que mais lhe irá acontecer?
Telenovelas
Desde os meus 18 anos que deixei de ver telenovelas. Considerei que eram um produto cultural muito fraco e não acrescentava nada.
Em Dezembro passado mudei.
Vocês já viram as boazonas da telenovela "Mistura Fina" da TVI? As duas irmãs, a Espanhola,etc...
E tudo produto nacional... incluindo a Espanhola...
Desde os meus 18 anos que deixei de ver telenovelas. Considerei que eram um produto cultural muito fraco e não acrescentava nada.
Em Dezembro passado mudei.
Vocês já viram as boazonas da telenovela "Mistura Fina" da TVI? As duas irmãs, a Espanhola,etc...
E tudo produto nacional... incluindo a Espanhola...
quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
O eterno Défice
O défice foi uma das grandes bandeiras do PSD aquando da campanha eleitoral de 2002. O PS, em 2001, não teve a preocupação de arranjar receitas extraordinárias e fez com que o País ficasse mal visto na UE e tivesse um processo.
O Governo PSD/PP, em 2002 e 2003, tendo défices reais acima dos 3%, sempre conseguiu, com recurso a receitas extraordinárias, conter o défice dentro dos limites exigidos. O défice real sempre foi superior a 3%, mas com as receitas extraordinárias conteve-o. Não é muito bom para o País, não acrescenta nada em termos de efeciência na utilização dos dinheiros públicos, mas foi útil para nos mantermos no clube dos bem comportados, dos que cumprem.
Nestes dois anos foram feitas algumas reformas de fundo, que mais tarde trarão benefícios. Sem um crescimento forte do PIB (acima de 2%), é impossível conter mais as despesas. O Governo nestes anos limitou-se a estancar a hemorragia. Mais era impossível.
O Governo não pode terminar funções deixando que o défice de 2004 ultrapasse os 3%. Custe o que custar. Porque é mau para a credibilidade dos dois partidos do Governo e porque é maus para a credibilidade nacional.
Talvez em 2006 já possamos viver sem recurso a receitas extraordinárias... se o próximo Governo não for mãos largas e não alimentar o famoso "monstro".
O défice foi uma das grandes bandeiras do PSD aquando da campanha eleitoral de 2002. O PS, em 2001, não teve a preocupação de arranjar receitas extraordinárias e fez com que o País ficasse mal visto na UE e tivesse um processo.
O Governo PSD/PP, em 2002 e 2003, tendo défices reais acima dos 3%, sempre conseguiu, com recurso a receitas extraordinárias, conter o défice dentro dos limites exigidos. O défice real sempre foi superior a 3%, mas com as receitas extraordinárias conteve-o. Não é muito bom para o País, não acrescenta nada em termos de efeciência na utilização dos dinheiros públicos, mas foi útil para nos mantermos no clube dos bem comportados, dos que cumprem.
Nestes dois anos foram feitas algumas reformas de fundo, que mais tarde trarão benefícios. Sem um crescimento forte do PIB (acima de 2%), é impossível conter mais as despesas. O Governo nestes anos limitou-se a estancar a hemorragia. Mais era impossível.
O Governo não pode terminar funções deixando que o défice de 2004 ultrapasse os 3%. Custe o que custar. Porque é mau para a credibilidade dos dois partidos do Governo e porque é maus para a credibilidade nacional.
Talvez em 2006 já possamos viver sem recurso a receitas extraordinárias... se o próximo Governo não for mãos largas e não alimentar o famoso "monstro".
Na Senda de Melhores Políticos...
O meu amigo Tiago enviou-me este artigo e tive que o colocar aqui no blogue...
Na Senda de Melhores Políticos
Por PAULO AMARAL DE SOUSA, José Peres Jorge, Maria do Rosário Moreira, Rui Henrique Alves e Samuel Alves Pereira
Público, Domingo, 19 de Dezembro de 2004
O grito de alerta que Cavaco Silva difundiu na sociedade portuguesa teve ecos cujas ressonâncias ainda hoje se fazem sentir, pois, na verdade, cada um de nós, no retiro da sua meditação, já tinha visto que a qualidade dos actores políticos se abandona, regra geral, pelo precipício da decadência. O artigo de Cavaco deu voz pública a esta angústia geral. Porém, constatar a realidade de pouco vale, ou, valendo alguma coisa, que valha, ao menos, para induzir em nós uma disposição de combate: é preciso saltar desta letargia depressiva, atacar o problema com o pensamento e actuar em conformidade.
A primeira grande questão que deve responder-se é esta: porque temos assim tão maus políticos? A resposta é complexa: para uns, é a baixa remuneração dos cargos políticos, a qual tende a repelir os bons políticos (porque melhor fariam dedicando-se a profissões mais lucrativas), deixando flanco aberto para o rebanho imenso dos maus políticos; para outros, é a superabundância da mediocridade, a qual grassando na classe política, não a prestigia e, por isso, põe a milhas mesmo aqueles que, menos apaixonados pelo dinheiro, se devotariam a tal actividade unicamente pelo prestígio daí decorrente; outras razões se poderiam aduzir ainda, mas, porventura, menos relevantes.
Para nós, como para John Galbraith - esse grande economista de Harvard que tão profundamente estudou o Poder -, existe uma mais preponderante fonte de poder: a organização. É que ainda nenhum estudo ou inquérito foi feito para que se apurasse o número e a qualidade de todos aqueles que tomam (ou tomariam) a iniciativa individual de se aproximar da política e que são, pura, simples e literalmente, esmagados nas suas mais nobres pretensões por essas gigantescas máquinas que são os aparelhos partidários. Como podem aqueles jovens, os mais capacitados, os mais sonhadores, os mais tocados pela vocação política - que os há ainda muitos - combater sozinhos a barragem intransponível que enfrentam nas portadas dos partidos? Como podem eles se levam como únicos aliados os seus ideais? O pé do elefante é demasiado pesado mesmo para a mais determinada formiga... Por vezes apelam à participação destes sonhadores, sim, mas apenas para fazer número, para fazer de figurantes, em jantares e em festividades do partido...
É aos líderes que compete fazer cair estas barreiras. Têm essa responsabilidade patriótica, esse dever cívico. No entanto, no discurso político oficial e oficioso destes não se lobriga o menor vislumbre de intenção ou de planos de promoção da qualidade no seio das organizações que dirigem. Se eles não tomam a iniciativa de facilitar o acesso de gente de qualidade aos partidos, quem mais a poderá tomar? Os melhores bem que podem acorrer todos aos partidos... mas de lá todos vêm recambiados, pois que não vão em grupo organizado, ou sequer em grupo. Se estivessem organizados, constituiriam uma força política e o problema de que padece a nação portuguesa não existiria.
Talvez o escrutínio público pressione os líderes a deixar vingar os mais competentes nos partidos. Por isso, aqui fica uma palavra de repto à comunicação social: perguntem aos dirigentes partidários, todos os dias, todos os meses, todos os anos, nas televisões, nas rádios, nos jornais, pelas medidas que tomaram, nesse dia, nesse mês, nesse ano, para promover a vinda de novos valores para a vida política.
Docentes da Faculdade de Economia do Porto
O meu amigo Tiago enviou-me este artigo e tive que o colocar aqui no blogue...
Na Senda de Melhores Políticos
Por PAULO AMARAL DE SOUSA, José Peres Jorge, Maria do Rosário Moreira, Rui Henrique Alves e Samuel Alves Pereira
Público, Domingo, 19 de Dezembro de 2004
O grito de alerta que Cavaco Silva difundiu na sociedade portuguesa teve ecos cujas ressonâncias ainda hoje se fazem sentir, pois, na verdade, cada um de nós, no retiro da sua meditação, já tinha visto que a qualidade dos actores políticos se abandona, regra geral, pelo precipício da decadência. O artigo de Cavaco deu voz pública a esta angústia geral. Porém, constatar a realidade de pouco vale, ou, valendo alguma coisa, que valha, ao menos, para induzir em nós uma disposição de combate: é preciso saltar desta letargia depressiva, atacar o problema com o pensamento e actuar em conformidade.
A primeira grande questão que deve responder-se é esta: porque temos assim tão maus políticos? A resposta é complexa: para uns, é a baixa remuneração dos cargos políticos, a qual tende a repelir os bons políticos (porque melhor fariam dedicando-se a profissões mais lucrativas), deixando flanco aberto para o rebanho imenso dos maus políticos; para outros, é a superabundância da mediocridade, a qual grassando na classe política, não a prestigia e, por isso, põe a milhas mesmo aqueles que, menos apaixonados pelo dinheiro, se devotariam a tal actividade unicamente pelo prestígio daí decorrente; outras razões se poderiam aduzir ainda, mas, porventura, menos relevantes.
Para nós, como para John Galbraith - esse grande economista de Harvard que tão profundamente estudou o Poder -, existe uma mais preponderante fonte de poder: a organização. É que ainda nenhum estudo ou inquérito foi feito para que se apurasse o número e a qualidade de todos aqueles que tomam (ou tomariam) a iniciativa individual de se aproximar da política e que são, pura, simples e literalmente, esmagados nas suas mais nobres pretensões por essas gigantescas máquinas que são os aparelhos partidários. Como podem aqueles jovens, os mais capacitados, os mais sonhadores, os mais tocados pela vocação política - que os há ainda muitos - combater sozinhos a barragem intransponível que enfrentam nas portadas dos partidos? Como podem eles se levam como únicos aliados os seus ideais? O pé do elefante é demasiado pesado mesmo para a mais determinada formiga... Por vezes apelam à participação destes sonhadores, sim, mas apenas para fazer número, para fazer de figurantes, em jantares e em festividades do partido...
É aos líderes que compete fazer cair estas barreiras. Têm essa responsabilidade patriótica, esse dever cívico. No entanto, no discurso político oficial e oficioso destes não se lobriga o menor vislumbre de intenção ou de planos de promoção da qualidade no seio das organizações que dirigem. Se eles não tomam a iniciativa de facilitar o acesso de gente de qualidade aos partidos, quem mais a poderá tomar? Os melhores bem que podem acorrer todos aos partidos... mas de lá todos vêm recambiados, pois que não vão em grupo organizado, ou sequer em grupo. Se estivessem organizados, constituiriam uma força política e o problema de que padece a nação portuguesa não existiria.
Talvez o escrutínio público pressione os líderes a deixar vingar os mais competentes nos partidos. Por isso, aqui fica uma palavra de repto à comunicação social: perguntem aos dirigentes partidários, todos os dias, todos os meses, todos os anos, nas televisões, nas rádios, nos jornais, pelas medidas que tomaram, nesse dia, nesse mês, nesse ano, para promover a vinda de novos valores para a vida política.
Docentes da Faculdade de Economia do Porto
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Pinto da Costa e Al Capone
Al Capone vendia bebidas alcoólicas nos EUA na altura da Lei Seca. Era terminantemente proíbido vender álcool e a polícia andava em cima dos infractores.
Al Capone fez fortuna com o álcool e nunca foi apanhado nessa actividade ilegal. Foi preso por fuga aos impostos.
Porque será que associei esta estória a Pinto da Costa?
Al Capone vendia bebidas alcoólicas nos EUA na altura da Lei Seca. Era terminantemente proíbido vender álcool e a polícia andava em cima dos infractores.
Al Capone fez fortuna com o álcool e nunca foi apanhado nessa actividade ilegal. Foi preso por fuga aos impostos.
Porque será que associei esta estória a Pinto da Costa?
A coligação PSD/PP
Por princípio sou contra a coligação pré-eleitoral. Neste momento, penso que é a única saída possível.
E admiro a forma como Paulo Portas se está a portar, sendo ele a decidir se quer ou não quer.... como ficará Santana se Portas disser que não quer ir com ele a votos?!!!
Grande artista...
Por princípio sou contra a coligação pré-eleitoral. Neste momento, penso que é a única saída possível.
E admiro a forma como Paulo Portas se está a portar, sendo ele a decidir se quer ou não quer.... como ficará Santana se Portas disser que não quer ir com ele a votos?!!!
Grande artista...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2004
As trapalhadas de Sampaio
Primeiro anuncia que vai dissolver a Assembleia da República, caindo o Governo, e convocar eleições.
Os motivos são vários, entre eles o facto de o orçamento ser contestado por algumas forças sociais.
Depois, faz saber que o parlamento e o governo estão em plenitude de funções, chegando até a dar posse a dois secretários de estado. E, pelo que se sabe, só vai dissolver o parlamento após a aprovação do orçamento (aquele que era contestado por muitos), não dando no entanto a garantia da sua promulgação.
E a Assembleia da República, "ferida de morte" como disse Mota Amaral, vai andar a aprovar um orçamento de um governo que está prestes a cair... É como se uma pessoa estivesse à beira da morte e lhe fossemos vender lindas viagens de cruzeiro...
Entretanto, a bolsa de valores cai todos os dias fruto da instabilidade política.... provocada por Sampaio!
Se queria que o orçamento fosse aprovado, porque não deixou que fosse aprovado na AR e depois logo a dissolvia?
Porque não convocou o Conselho de Estado para se pronunciar sobre a dissolução do Parlamento, indo agora para a reunião com a decisão já tomada?
Anuncia a dissolução do Parlamento não se sabe para quando, desestabilizando o País e prejudicando a economia, para quê?
Anuncia a dissolução do Parlamento sem explicar as razões ao País, permitindo a especulação, para quê?
Se fosse Governo recusava-me a aprovar o orçamento e entregava o "menino" nas mãos do PR. Criaste a confusão, agora desenrasca-te!
Dr. Sampaio, analise os prejuízos que causou ao País e demita-se!
Primeiro anuncia que vai dissolver a Assembleia da República, caindo o Governo, e convocar eleições.
Os motivos são vários, entre eles o facto de o orçamento ser contestado por algumas forças sociais.
Depois, faz saber que o parlamento e o governo estão em plenitude de funções, chegando até a dar posse a dois secretários de estado. E, pelo que se sabe, só vai dissolver o parlamento após a aprovação do orçamento (aquele que era contestado por muitos), não dando no entanto a garantia da sua promulgação.
E a Assembleia da República, "ferida de morte" como disse Mota Amaral, vai andar a aprovar um orçamento de um governo que está prestes a cair... É como se uma pessoa estivesse à beira da morte e lhe fossemos vender lindas viagens de cruzeiro...
Entretanto, a bolsa de valores cai todos os dias fruto da instabilidade política.... provocada por Sampaio!
Se queria que o orçamento fosse aprovado, porque não deixou que fosse aprovado na AR e depois logo a dissolvia?
Porque não convocou o Conselho de Estado para se pronunciar sobre a dissolução do Parlamento, indo agora para a reunião com a decisão já tomada?
Anuncia a dissolução do Parlamento não se sabe para quando, desestabilizando o País e prejudicando a economia, para quê?
Anuncia a dissolução do Parlamento sem explicar as razões ao País, permitindo a especulação, para quê?
Se fosse Governo recusava-me a aprovar o orçamento e entregava o "menino" nas mãos do PR. Criaste a confusão, agora desenrasca-te!
Dr. Sampaio, analise os prejuízos que causou ao País e demita-se!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2004
Carta aberta ao Sr. Presidente da República
Exmo. Sr. Presidente da República Dr. Jorge Sampaio
Quando em Julho passado o Sr. empossou o Dr. Pedro Santana Lopes ficou também responsável pelo futuro da governação.
Passados quatro meses, que é um prazo exíguo para qualquer análise intelectualmente honesta sobre a governação do País, vem V. Exa. dar o dito pelo não dito. Terá agora de actuar em conformidade.
O País não se pode dar ao luxo de ter a sua primeira figura a funcionar de forma inconstante e errónea, qual cata-vento, causando sérios prejuízos a Portugal e aos Portugueses.
Com esta atitude errática, V. Exa. entrou na galeria dos Presidentes da República de esquerda cujo único objectivo é deixar o PS no poder quando terminam o mandato. O Dr. Soares foi o primeiro.
V. Exa. conseguiu ser o único Presidente da República a dissolver o parlamento quando existe uma maioria estável no hemiciclo.
Compreende-se agora que o seu apoio ao Dr. Pedro Santana Lopes não foi sincero. V. Exa. não poderia ficar na história como uma pessoa de esquerda que não ajudou os seus. Agora, V. Exa. já não tem esta dívida.
Demita-se Sr. Presidente e, se puder, poupe-nos a mais um discurso barroco.
Com os Melhores Cumprimentos,
João Nuno Neves
envie também um fax ao PR para o número 21-3614611
Exmo. Sr. Presidente da República Dr. Jorge Sampaio
Quando em Julho passado o Sr. empossou o Dr. Pedro Santana Lopes ficou também responsável pelo futuro da governação.
Passados quatro meses, que é um prazo exíguo para qualquer análise intelectualmente honesta sobre a governação do País, vem V. Exa. dar o dito pelo não dito. Terá agora de actuar em conformidade.
O País não se pode dar ao luxo de ter a sua primeira figura a funcionar de forma inconstante e errónea, qual cata-vento, causando sérios prejuízos a Portugal e aos Portugueses.
Com esta atitude errática, V. Exa. entrou na galeria dos Presidentes da República de esquerda cujo único objectivo é deixar o PS no poder quando terminam o mandato. O Dr. Soares foi o primeiro.
V. Exa. conseguiu ser o único Presidente da República a dissolver o parlamento quando existe uma maioria estável no hemiciclo.
Compreende-se agora que o seu apoio ao Dr. Pedro Santana Lopes não foi sincero. V. Exa. não poderia ficar na história como uma pessoa de esquerda que não ajudou os seus. Agora, V. Exa. já não tem esta dívida.
Demita-se Sr. Presidente e, se puder, poupe-nos a mais um discurso barroco.
Com os Melhores Cumprimentos,
João Nuno Neves
envie também um fax ao PR para o número 21-3614611
sábado, 27 de novembro de 2004
Políticos competentes vs. políticos incompetentes-2
Penso que o artigo do Prof. Cavaco é uma autêntica pedrada no charco e vem demonstrar que o reu vai nu.
A pergunta para referendar é um aborto político!
"Concorda com a carta de direitos fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Esta pergunta só pode ter sido feita de forma a fazer com que as pessoas não votem e, caso o façam, não o façam em consciência.
Esta questão não foi feita por politicos competentes!
O cidadão vulgar fala mal dos partidos. Que só usam a política para se encherem. Que são só jogadas. Enfim, o normal.
E quando se convida alguém para participar activamente na política, a reacção é idêntica a convidar alguém para ir lutar na lama!
As pessoas estão descrentes na política e estão amorfas em relação a tudo o resto. Podiam-se interessar pela intervenção cívica, pela intervenção cultural ou desportiva. NADA!
Quanto mais não vale o sofazito a seguir ao trabalho!
As elites não se interessam. Penso que os ordenados dos políticos deveriam ser todos duplicados, mas mesmo assim quem para lá fosse seria pelo ordenado, não pelo orgulho de contribuir para a coisa pública!
E as democracias internas dos partidos também são uma coisa gira...
Obrigado Professor pelo excelente alerta!
Penso que o artigo do Prof. Cavaco é uma autêntica pedrada no charco e vem demonstrar que o reu vai nu.
A pergunta para referendar é um aborto político!
"Concorda com a carta de direitos fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Esta pergunta só pode ter sido feita de forma a fazer com que as pessoas não votem e, caso o façam, não o façam em consciência.
Esta questão não foi feita por politicos competentes!
O cidadão vulgar fala mal dos partidos. Que só usam a política para se encherem. Que são só jogadas. Enfim, o normal.
E quando se convida alguém para participar activamente na política, a reacção é idêntica a convidar alguém para ir lutar na lama!
As pessoas estão descrentes na política e estão amorfas em relação a tudo o resto. Podiam-se interessar pela intervenção cívica, pela intervenção cultural ou desportiva. NADA!
Quanto mais não vale o sofazito a seguir ao trabalho!
As elites não se interessam. Penso que os ordenados dos políticos deveriam ser todos duplicados, mas mesmo assim quem para lá fosse seria pelo ordenado, não pelo orgulho de contribuir para a coisa pública!
E as democracias internas dos partidos também são uma coisa gira...
Obrigado Professor pelo excelente alerta!
Políticos competentes vs. políticos incompetentes
Vou transcrever na integra o artigo publicado pelo Prof. Cavaco Silva no Expresso de hoje:
Os políticos e a lei de Gresham
NOS anos recentes, muito se tem falado de uma certa degradação da qualidade dos agentes políticos em Portugal, da sua credibilidade, competência e capacidade para conduzir os destinos do país. Independentemente de ser de facto assim, o certo é que há hoje uma forte percepção da parte da opinião pública de que, em geral, a qualidade dos agentes políticos tem vindo a baixar.
Para isso tem contribuído, entre outros factores, o afastamento crescente das elites profissionais, dos quadros técnicos qualificados da vida político-partidária activa. Os políticos profissionais de valor, com uma carreira seriamente estruturada, ficam, assim, mais mal acompanhados.
Num documento da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), de Fevereiro de 2002, falava-se da «centrifugação de alguns dos melhores valores do pessoal político e da gestão superior do Estado e incapacidade de atrair novos valores, nomeadamente entre os mais jovens» como um dos sinais preocupantes da deterioração do nosso sistema político.
Três razões podem ser avançadas para explicar a atitude de afastamento das elites profissionais da vida político-partidária.
Por um lado, a sua convicção de que, fazendo Portugal parte da União Europeia, não há risco de retrocesso do regime democrático de tipo ocidental em que vivemos.
Por outro, o convencimento das elites de que a participação activa na actividade política tem custos elevados - custos materiais e de exposição pública - e de que podem influenciar as decisões políticas de outra forma - através de contactos pessoais, associações ou corporações de interesses.
Mas talvez a razão mais forte do afastamento das elites resida na ideia de que, nos dias de hoje, o mercado político-partidário não é concorrencial e transparente, de que existem barreiras à entrada de novos actores, de que não são os melhores que vencem porque os aparelhos partidários instalados e os oportunistas demagógicos não olham a meios para garantir a sua sobrevivência nas esferas do poder.
A ser assim, a lei da economia, conhecida pela lei de Gresham, poderia ser transposta para a vida partidária portuguesa com o seguinte enunciado: os agentes políticos incompetentes afastam os competentes. Segundo a lei de Gresham a má moeda expulsa a boa moeda.
O afastamento das elites profissionais (e também das elites culturais) da vida político-partidária, ao contribuir para a deterioração da qualidade dos agentes políticos, prejudica a credibilidade das instituições democráticas e a ética de serviço público, aumenta os erros dos decisores políticos face aos objectivos de bem-estar social definidos e favorece os comportamentos políticos em função de interesses particulares ou partidários, em lugar do interesse nacional. Daqui resulta menos desenvolvimento e modernização do país, mais injustiças sociais e maior desencanto dos cidadãos em relação à democracia.
Já em Outubro de 2001, num documento divulgado pela Associação Empresarial de Portugal, se manifestava preocupação pelos custos da «mediocridade na actividade política».
Sendo assim, uma questão que tenderá a assumir relevância crescente para a qualidade da nossa democracia e para o desenvolvimento e modernização do país será a de como trazer de volta à vida político-partidária pessoas qualificadas, dispostas a servir honestamente a comunidade. Nesse sentido, interessaria desenvolver acções visando o reforço da transparência e democraticidade na actividade partidária, o aprofundamento da educação para a cidadania activa e a melhoria da informação sobre a actuação dos agentes políticos. Tal como interessaria promover debates sérios e aprofundados sobre as políticas públicas e ter a coragem de aumentar a remuneração dos agentes políticos, por forma a atrair quadros de reconhecido valor e que vivem dos rendimentos do trabalho.
Se nada for feito, é provável que a situação continue a degradar-se e só se inverta quando se tornar claro que o país se aproxima de uma crise grave. Então, algumas elites poderão chegar à conclusão de que está em causa o seu próprio futuro e dos seus familiares e que os custos de alheamento da actividade político-partidária são maiores dos que os custos de participação. Mesmo assim, haverá que contar com a resistência à mudança dos aparelhos partidários instalados, o que pode levar ao arrastamento da situação.
Do ponto de vista nacional, seria desejável que o país não descesse até ao ponto de crise e que a inversão da tendência ocorresse o mais cedo possível.
Face aos sinais preocupantes que têm vindo a emergir nos mais variados domínios, do sistema educativo ao sistema de justiça, da administração pública à economia, penso que é chegado o momento de difundir na sociedade portuguesa um grito de alarme sobre as consequências da tendência para a degradação da qualidade dos agentes políticos, de modo a que os portugueses adoptem uma atitude mais participativa e exigente nas suas escolhas eleitorais e as elites profissionais acordem e saiam da posição, aparentemente cómoda, de críticos da mediocridade dos políticos e das suas decisões e aceitem contribuir para a regeneração da actividade política.
Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes.
Recordo que Portugal, desde 2001, tem vindo sistematicamente a afastar-se do nível de desenvolvimento da vizinha Espanha e da média da Europa dos quinze e que esta tendência irá manter-se no futuro, de acordo com as previsões para 2005-06 recentemente publicadas pela Comissão Europeia. Até quando?
Aníbal Cavaco Silva
Vou transcrever na integra o artigo publicado pelo Prof. Cavaco Silva no Expresso de hoje:
Os políticos e a lei de Gresham
NOS anos recentes, muito se tem falado de uma certa degradação da qualidade dos agentes políticos em Portugal, da sua credibilidade, competência e capacidade para conduzir os destinos do país. Independentemente de ser de facto assim, o certo é que há hoje uma forte percepção da parte da opinião pública de que, em geral, a qualidade dos agentes políticos tem vindo a baixar.
Para isso tem contribuído, entre outros factores, o afastamento crescente das elites profissionais, dos quadros técnicos qualificados da vida político-partidária activa. Os políticos profissionais de valor, com uma carreira seriamente estruturada, ficam, assim, mais mal acompanhados.
Num documento da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), de Fevereiro de 2002, falava-se da «centrifugação de alguns dos melhores valores do pessoal político e da gestão superior do Estado e incapacidade de atrair novos valores, nomeadamente entre os mais jovens» como um dos sinais preocupantes da deterioração do nosso sistema político.
Três razões podem ser avançadas para explicar a atitude de afastamento das elites profissionais da vida político-partidária.
Por um lado, a sua convicção de que, fazendo Portugal parte da União Europeia, não há risco de retrocesso do regime democrático de tipo ocidental em que vivemos.
Por outro, o convencimento das elites de que a participação activa na actividade política tem custos elevados - custos materiais e de exposição pública - e de que podem influenciar as decisões políticas de outra forma - através de contactos pessoais, associações ou corporações de interesses.
Mas talvez a razão mais forte do afastamento das elites resida na ideia de que, nos dias de hoje, o mercado político-partidário não é concorrencial e transparente, de que existem barreiras à entrada de novos actores, de que não são os melhores que vencem porque os aparelhos partidários instalados e os oportunistas demagógicos não olham a meios para garantir a sua sobrevivência nas esferas do poder.
A ser assim, a lei da economia, conhecida pela lei de Gresham, poderia ser transposta para a vida partidária portuguesa com o seguinte enunciado: os agentes políticos incompetentes afastam os competentes. Segundo a lei de Gresham a má moeda expulsa a boa moeda.
O afastamento das elites profissionais (e também das elites culturais) da vida político-partidária, ao contribuir para a deterioração da qualidade dos agentes políticos, prejudica a credibilidade das instituições democráticas e a ética de serviço público, aumenta os erros dos decisores políticos face aos objectivos de bem-estar social definidos e favorece os comportamentos políticos em função de interesses particulares ou partidários, em lugar do interesse nacional. Daqui resulta menos desenvolvimento e modernização do país, mais injustiças sociais e maior desencanto dos cidadãos em relação à democracia.
Já em Outubro de 2001, num documento divulgado pela Associação Empresarial de Portugal, se manifestava preocupação pelos custos da «mediocridade na actividade política».
Sendo assim, uma questão que tenderá a assumir relevância crescente para a qualidade da nossa democracia e para o desenvolvimento e modernização do país será a de como trazer de volta à vida político-partidária pessoas qualificadas, dispostas a servir honestamente a comunidade. Nesse sentido, interessaria desenvolver acções visando o reforço da transparência e democraticidade na actividade partidária, o aprofundamento da educação para a cidadania activa e a melhoria da informação sobre a actuação dos agentes políticos. Tal como interessaria promover debates sérios e aprofundados sobre as políticas públicas e ter a coragem de aumentar a remuneração dos agentes políticos, por forma a atrair quadros de reconhecido valor e que vivem dos rendimentos do trabalho.
Se nada for feito, é provável que a situação continue a degradar-se e só se inverta quando se tornar claro que o país se aproxima de uma crise grave. Então, algumas elites poderão chegar à conclusão de que está em causa o seu próprio futuro e dos seus familiares e que os custos de alheamento da actividade político-partidária são maiores dos que os custos de participação. Mesmo assim, haverá que contar com a resistência à mudança dos aparelhos partidários instalados, o que pode levar ao arrastamento da situação.
Do ponto de vista nacional, seria desejável que o país não descesse até ao ponto de crise e que a inversão da tendência ocorresse o mais cedo possível.
Face aos sinais preocupantes que têm vindo a emergir nos mais variados domínios, do sistema educativo ao sistema de justiça, da administração pública à economia, penso que é chegado o momento de difundir na sociedade portuguesa um grito de alarme sobre as consequências da tendência para a degradação da qualidade dos agentes políticos, de modo a que os portugueses adoptem uma atitude mais participativa e exigente nas suas escolhas eleitorais e as elites profissionais acordem e saiam da posição, aparentemente cómoda, de críticos da mediocridade dos políticos e das suas decisões e aceitem contribuir para a regeneração da actividade política.
Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes.
Recordo que Portugal, desde 2001, tem vindo sistematicamente a afastar-se do nível de desenvolvimento da vizinha Espanha e da média da Europa dos quinze e que esta tendência irá manter-se no futuro, de acordo com as previsões para 2005-06 recentemente publicadas pela Comissão Europeia. Até quando?
Aníbal Cavaco Silva
O novo PSD Algarve
Glória aos vencedores, honra aos vencidos.
O Dr. Mendes Bota terá que conseguir unir o partido em torno dos grandes desafios que vai ter pela frente, em especial das eleições autarquicas.
Uma derrota nas autarquicas dificulta a prestação do Prof. Cavaco Silva nas presidenciais e do Dr. Santana Lopes nas legislativas.
As autarquicas só se ganham com o partido unido, como todos os dirigentes e militantes a remarem para o mesmo lado.
Aguardo pelos primeiros passos neste sentido e espero pela primeira Assembleia Distrital...
Glória aos vencedores, honra aos vencidos.
O Dr. Mendes Bota terá que conseguir unir o partido em torno dos grandes desafios que vai ter pela frente, em especial das eleições autarquicas.
Uma derrota nas autarquicas dificulta a prestação do Prof. Cavaco Silva nas presidenciais e do Dr. Santana Lopes nas legislativas.
As autarquicas só se ganham com o partido unido, como todos os dirigentes e militantes a remarem para o mesmo lado.
Aguardo pelos primeiros passos neste sentido e espero pela primeira Assembleia Distrital...
segunda-feira, 22 de novembro de 2004
As eleições para o PSD Algarve-parte II
Não gostei de ataques cobardes, feitos de forma anónima, a diversos companheiros (Nuno Silva, Carlos Martins, etc).
Não gostei que tivesse havido pouca discussão política e muita discussão de pessoas.
Não gostei das intrigas, mexericos e outros que tal que se puderam ler no almariado.
Gostei da postura do Fernando Viegas no seu almariado, retirou todos os comentários anónimos que enxovalhavam terceiros e apelou à dignidade dos "comentadores de posts".
Gostei da agitação que estas eleições deu ao partido.
Espero tempos de união e não de exclusão.
Não gostei de ataques cobardes, feitos de forma anónima, a diversos companheiros (Nuno Silva, Carlos Martins, etc).
Não gostei que tivesse havido pouca discussão política e muita discussão de pessoas.
Não gostei das intrigas, mexericos e outros que tal que se puderam ler no almariado.
Gostei da postura do Fernando Viegas no seu almariado, retirou todos os comentários anónimos que enxovalhavam terceiros e apelou à dignidade dos "comentadores de posts".
Gostei da agitação que estas eleições deu ao partido.
Espero tempos de união e não de exclusão.
As eleições para o PSD Algarve
Apoiei a lista B e, como tal, perdi.
Parabéns a todos os membros da Lista A, encabeçada pelo Dr. Mendes Bota, pela sua vitória.
No entanto, não compreendi o discurso de vitória.
Segundo o Região-Sul:
"Mendes Bota não deixou de enviar "uma palavra de simpatia" aos "grandes derrotados" deste sufrágio, que citou, "por ordem decrescente de importância: o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, o vice-presidente, José Luís Arnaut, Carlos Martins, Patinha Antão, Helder Martins e, naturalmente, Isabel Soares". Estes "pesos-pesados" foram "responsáveis pela estratégia" da Lista B, "deram a cara, subscreveram cartas e manifestos aos militantes, assumiram posições inequívocas".
"Sentimos todos na pele o aparelho do partido a lutar contra nós", disse o político "laranja", deixando no ar "uma interminável série de episódios" que não quis lembrar, com origem em "dirigentes nacionais e membros do Governo", que, no seu entender, "violaram alguns deveres de neutralidade". Mas, sublinhou, Santana Lopes - alvo de fortes elogios -, "não teve nada que ver com actividades ou iniciativas por parte de pessoas externas ao Algarve que procuraram influenciar o resultado desta eleição".
Penso que o partido no dia seguinte deveria estar unido para combater os outros partidos políticos. Não a espicaçar quem perdeu (esquencendo-se cirutgicamente de alguns...) e, muito menos, o Dr. Miguel Relvas e o Dr. Arnaut.
Que estranha forma de tentar a união...
Apoiei a lista B e, como tal, perdi.
Parabéns a todos os membros da Lista A, encabeçada pelo Dr. Mendes Bota, pela sua vitória.
No entanto, não compreendi o discurso de vitória.
Segundo o Região-Sul:
"Mendes Bota não deixou de enviar "uma palavra de simpatia" aos "grandes derrotados" deste sufrágio, que citou, "por ordem decrescente de importância: o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, o vice-presidente, José Luís Arnaut, Carlos Martins, Patinha Antão, Helder Martins e, naturalmente, Isabel Soares". Estes "pesos-pesados" foram "responsáveis pela estratégia" da Lista B, "deram a cara, subscreveram cartas e manifestos aos militantes, assumiram posições inequívocas".
"Sentimos todos na pele o aparelho do partido a lutar contra nós", disse o político "laranja", deixando no ar "uma interminável série de episódios" que não quis lembrar, com origem em "dirigentes nacionais e membros do Governo", que, no seu entender, "violaram alguns deveres de neutralidade". Mas, sublinhou, Santana Lopes - alvo de fortes elogios -, "não teve nada que ver com actividades ou iniciativas por parte de pessoas externas ao Algarve que procuraram influenciar o resultado desta eleição".
Penso que o partido no dia seguinte deveria estar unido para combater os outros partidos políticos. Não a espicaçar quem perdeu (esquencendo-se cirutgicamente de alguns...) e, muito menos, o Dr. Miguel Relvas e o Dr. Arnaut.
Que estranha forma de tentar a união...
domingo, 15 de agosto de 2004
Ainda a ponte para a Ilha de Faro: o Referendo
LNEC recomendou construção de uma nova ponte
José Vitorino admite fazer um referendo para rever o acesso à Praia de Faro
O presidente da Câmara Municipal de Faro "descobriu ontem" um relatório técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com data de Março de 2001, que considera a ponte de acesso à Praia de Faro "em elevado estado de degradação" e recomenda a construção de uma nova.
José Vitorino resolveu actuar e, ontem mesmo, enviou um ofício ao comandante do Grupo Territorial da GNR de Faro, onde solicita a implementação de uma deliberação do anterior executivo camarário, de 27 de Março de 2001, - tanto quanto se sabe, nunca cumprida - que proíbe a paragem, "a qualquer título", de automóveis no tabuleiro da ponte e estabelece um "espaçamento mínimo de circulação de 30 metros". De acordo com o LNEC, a ponte tem cerca de 160 metros. Se os militares da GNR tomarem à letra esta deliberação, só poderão circular no tabuleiro da ponte cinco veículos de cada vez. Questionado sobre os problemas que a medida poderá provocar no já difícil e moroso acesso à Praia de Faro, Vitorino justificou-se dizendo que se tratava do "único instrumento disponível para aliviar a pressão sobre o tabuleiro da ponte e assim garantir a segurança das pessoas".
Ainda segundo o parecer do LNEC, "é indispensável manter a actual limitação de circulação a trânsito com peso inferior a 3,5 toneladas". O relatório acrescenta que durante o período da inspecção (26 de Fevereiro de 2001) "este limite não era respeitado, até porque dificulta o abastecimento aos estabelecimentos existentes na Ilha e inviabiliza a passagem de um autotanque do serviço de incêndios".
Hoje, em conferência de imprensa, José Vitorino revelou ter solicitado ao LNEC, com carácter de "urgência, uma nova inspecção". O presidente da CMF pediu também, "desde já", sugestões e recomendações adicionais para garantir a segurança no atravessamento da ponte.
Na sequência deste 'caso', a autarquia pediu à Delegação do Sul do Instituto Portuário dos Transportes Marítimos, "mais uma vez e com uma justificação reforçada, a maior urgência" na reactivação da "ligação por barco, entre a cidade de Faro e a Ilha".
Acesso futuro
Para José Vitorino, estas foram, para já, as diligências possíveis, mas a decisão final sobre o acesso à Ilha de Faro continua em aberto. Há várias hipóteses, mas o presidente da CMF deixou uma garantia: as grandes questões, como a construção de uma nova ponte, ou a criação de parques de estacionamento nas imediações da praia, fazendo-se depois o acesso à Ilha de Faro em transportes públicos, serão sempre decididas "após a audição da população". Segundo José Vitorino, há duas formas de ouvir os farenses: "através de um inquérito, ou, no limite, fazendo-se um referendo".
Rodrigo Burnay
Região-Sul | 13 de Agosto de 2004 | 15:46
Concordo com o referendo. Havendo hipótese de referendar questões locais, penso que este assunto é adequado para sujeitar a referendo.
Sendo a Ilha de Faro uma ilha, ficará bastante melhor se não estiver presa ao continente. As ilhas mexem-se e esta não se pode movimentar porque está presa ao continente através de uma ponte.
Penso que não é necessária uma nova ponte. Basta que a actual, possivelmente depois de algumas reparações que a consolidem mais, sirva só para trânsito restrito (bombeiros, policia, comerciantes) e que as pessoas deixem o carro antes da ponte e depois vão andando.
LNEC recomendou construção de uma nova ponte
José Vitorino admite fazer um referendo para rever o acesso à Praia de Faro
O presidente da Câmara Municipal de Faro "descobriu ontem" um relatório técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com data de Março de 2001, que considera a ponte de acesso à Praia de Faro "em elevado estado de degradação" e recomenda a construção de uma nova.
José Vitorino resolveu actuar e, ontem mesmo, enviou um ofício ao comandante do Grupo Territorial da GNR de Faro, onde solicita a implementação de uma deliberação do anterior executivo camarário, de 27 de Março de 2001, - tanto quanto se sabe, nunca cumprida - que proíbe a paragem, "a qualquer título", de automóveis no tabuleiro da ponte e estabelece um "espaçamento mínimo de circulação de 30 metros". De acordo com o LNEC, a ponte tem cerca de 160 metros. Se os militares da GNR tomarem à letra esta deliberação, só poderão circular no tabuleiro da ponte cinco veículos de cada vez. Questionado sobre os problemas que a medida poderá provocar no já difícil e moroso acesso à Praia de Faro, Vitorino justificou-se dizendo que se tratava do "único instrumento disponível para aliviar a pressão sobre o tabuleiro da ponte e assim garantir a segurança das pessoas".
Ainda segundo o parecer do LNEC, "é indispensável manter a actual limitação de circulação a trânsito com peso inferior a 3,5 toneladas". O relatório acrescenta que durante o período da inspecção (26 de Fevereiro de 2001) "este limite não era respeitado, até porque dificulta o abastecimento aos estabelecimentos existentes na Ilha e inviabiliza a passagem de um autotanque do serviço de incêndios".
Hoje, em conferência de imprensa, José Vitorino revelou ter solicitado ao LNEC, com carácter de "urgência, uma nova inspecção". O presidente da CMF pediu também, "desde já", sugestões e recomendações adicionais para garantir a segurança no atravessamento da ponte.
Na sequência deste 'caso', a autarquia pediu à Delegação do Sul do Instituto Portuário dos Transportes Marítimos, "mais uma vez e com uma justificação reforçada, a maior urgência" na reactivação da "ligação por barco, entre a cidade de Faro e a Ilha".
Acesso futuro
Para José Vitorino, estas foram, para já, as diligências possíveis, mas a decisão final sobre o acesso à Ilha de Faro continua em aberto. Há várias hipóteses, mas o presidente da CMF deixou uma garantia: as grandes questões, como a construção de uma nova ponte, ou a criação de parques de estacionamento nas imediações da praia, fazendo-se depois o acesso à Ilha de Faro em transportes públicos, serão sempre decididas "após a audição da população". Segundo José Vitorino, há duas formas de ouvir os farenses: "através de um inquérito, ou, no limite, fazendo-se um referendo".
Rodrigo Burnay
Região-Sul | 13 de Agosto de 2004 | 15:46
Concordo com o referendo. Havendo hipótese de referendar questões locais, penso que este assunto é adequado para sujeitar a referendo.
Sendo a Ilha de Faro uma ilha, ficará bastante melhor se não estiver presa ao continente. As ilhas mexem-se e esta não se pode movimentar porque está presa ao continente através de uma ponte.
Penso que não é necessária uma nova ponte. Basta que a actual, possivelmente depois de algumas reparações que a consolidem mais, sirva só para trânsito restrito (bombeiros, policia, comerciantes) e que as pessoas deixem o carro antes da ponte e depois vão andando.
sábado, 14 de agosto de 2004
Problemas na Ponte para a Ilha de Faro
Câmara Adopta Medidas para Aliviar Pressão em Ponte de Faro
Público, Sábado, 14 de Agosto de 2004
O presidente da Câmara de Faro, José Vitorino, anunciou ontem que na ponte da Ilha de Faro o espaço entre veículos não poderá ser inferior a 30 metros para diminuir a pressão no tabuleiro.
A autarquia vai também solicitar à GNR que acompanhe mais de perto o tráfego da ponte, proibindo a circulação de veículos com peso superior a 3,5 toneladas. Não será também permitida a paragem de veículos sobre o tabuleiro. José Vitorino, citado pela Lusa, reconheceu que a obrigatoriedade de aumento de espaço entre veículos poderá fazer crescer as já longas filas de acesso à ilha, mas sustentou que "a segurança não pode ser sacrificada em nome de qualquer outra comodidade".
As medidas, que segundo o autarca serão accionadas "de imediato", tinham sido recomendadas, em Março de 2001, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e deliberadas na mesma altura pela autarquia.
O LNEC requeria ainda que a utilização da ponte de acesso à ilha fosse "condicionada e com carácter provisório" e que "na perspectiva do acesso rodoviário à Praia de Faro seria necessária uma nova ponte". Reconhecendo que o relatório do LNEC lhe causa alguma inquietude, o presidente da Câmara de Faro assevera que não há motivos para alarmismos. "Não há anomalias graves de registo, nem grandes fracturas" e "todos os pilares estão cravados no solo", afirmou. A ponte de acesso à Ilha de Faro tem 160 metros de cumprimento, o tabuleiro da ponte mede quatro metros de largura e contam-se 142 pilares fixados no solo.
Por mim cortava o acesso à praia para os carros e apenas permitia que as pessoas atravessassem a ponte.
E se possível, destruia todas as casas que lá estão. Deixava um parque de campismo (um novo....) maior do que o actual, alguns restaurantes, cafés e seupermercados. O resto ia tudo abaixo.
Mas isto nunca irá acontecer. Primeiro a ilha afunda... depois logo pensam nestas coisas....
Câmara Adopta Medidas para Aliviar Pressão em Ponte de Faro
Público, Sábado, 14 de Agosto de 2004
O presidente da Câmara de Faro, José Vitorino, anunciou ontem que na ponte da Ilha de Faro o espaço entre veículos não poderá ser inferior a 30 metros para diminuir a pressão no tabuleiro.
A autarquia vai também solicitar à GNR que acompanhe mais de perto o tráfego da ponte, proibindo a circulação de veículos com peso superior a 3,5 toneladas. Não será também permitida a paragem de veículos sobre o tabuleiro. José Vitorino, citado pela Lusa, reconheceu que a obrigatoriedade de aumento de espaço entre veículos poderá fazer crescer as já longas filas de acesso à ilha, mas sustentou que "a segurança não pode ser sacrificada em nome de qualquer outra comodidade".
As medidas, que segundo o autarca serão accionadas "de imediato", tinham sido recomendadas, em Março de 2001, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e deliberadas na mesma altura pela autarquia.
O LNEC requeria ainda que a utilização da ponte de acesso à ilha fosse "condicionada e com carácter provisório" e que "na perspectiva do acesso rodoviário à Praia de Faro seria necessária uma nova ponte". Reconhecendo que o relatório do LNEC lhe causa alguma inquietude, o presidente da Câmara de Faro assevera que não há motivos para alarmismos. "Não há anomalias graves de registo, nem grandes fracturas" e "todos os pilares estão cravados no solo", afirmou. A ponte de acesso à Ilha de Faro tem 160 metros de cumprimento, o tabuleiro da ponte mede quatro metros de largura e contam-se 142 pilares fixados no solo.
Por mim cortava o acesso à praia para os carros e apenas permitia que as pessoas atravessassem a ponte.
E se possível, destruia todas as casas que lá estão. Deixava um parque de campismo (um novo....) maior do que o actual, alguns restaurantes, cafés e seupermercados. O resto ia tudo abaixo.
Mas isto nunca irá acontecer. Primeiro a ilha afunda... depois logo pensam nestas coisas....
sexta-feira, 13 de agosto de 2004
As explicações para o desastre
José Romão (JR)
JR-É evidente que quando se perde é porque houve factores que não correram bem.
Factores que não correram bem???? A chamada desgraça...
JR-Foi um jogo em que cometemos alguns erros, temos de reconhecer.
Alguns??!!!! Dezenas, centenas?
JR-O adversário também esteve bem, mas não podemos dizer que nos surpreendeu. Nós estávamos à espera deste Iraque. Estudámos bem o adversário mas isso nem sempre chega.
Se estava à espera deste Iraque então ainda é pior do que pensava.
JR-A nossa selecção não entrou com o pé direito e isso tem de ser admitido.
A nossa selecção esteve lá?
JR-A história do jogo diz que o Iraque fez uma boa transposição para o contra-ataque e o ataque rápido, no fundo no seguimento do que fizera na Taça da Ásia.
Transposição? será que este tipo já foi ao dicionário para entender o que diz?
transposição - substantivo feminino
· acto ou efeito de transpor (verbo transitivo-passar além ou por cima de; saltar; galgar; ultrapassar; exceder; alterar a ordem de)
· troca de dois objectos entre si;
· alteração da ordem;
· transferência;
Os Iraquianos saltavam, galgavam ou excediam para o ataque? Trocavam objectos? Alteravam a ordem? Faziam transferências?
Que bronco!
JR-Causou-nos alguns problemas em termos da sua estrutura, o que, aliado aos nossos erros, resultou nesta derrota.
Alguns??? Problema na estrutura? QUe língua é esta??!!
JR-Houve uma falta de inspiração de Portugal. No intervalo fizemos as correcções que entendíamos pela leitura do jogo. Mas é verdade é que ficámos logo com menos um jogador e aí as coisas alteraram-se totalmente. Ainda assim, lutámos até ao fim, demonstrando carácter."
O que importa é ter carácter.... atira-te ao mar, JR!
Esperemos para ver a parte dois desta saga olímpica...Domingo.... Contra Marrocos...
José Romão (JR)
JR-É evidente que quando se perde é porque houve factores que não correram bem.
Factores que não correram bem???? A chamada desgraça...
JR-Foi um jogo em que cometemos alguns erros, temos de reconhecer.
Alguns??!!!! Dezenas, centenas?
JR-O adversário também esteve bem, mas não podemos dizer que nos surpreendeu. Nós estávamos à espera deste Iraque. Estudámos bem o adversário mas isso nem sempre chega.
Se estava à espera deste Iraque então ainda é pior do que pensava.
JR-A nossa selecção não entrou com o pé direito e isso tem de ser admitido.
A nossa selecção esteve lá?
JR-A história do jogo diz que o Iraque fez uma boa transposição para o contra-ataque e o ataque rápido, no fundo no seguimento do que fizera na Taça da Ásia.
Transposição? será que este tipo já foi ao dicionário para entender o que diz?
transposição - substantivo feminino
· acto ou efeito de transpor (verbo transitivo-passar além ou por cima de; saltar; galgar; ultrapassar; exceder; alterar a ordem de)
· troca de dois objectos entre si;
· alteração da ordem;
· transferência;
Os Iraquianos saltavam, galgavam ou excediam para o ataque? Trocavam objectos? Alteravam a ordem? Faziam transferências?
Que bronco!
JR-Causou-nos alguns problemas em termos da sua estrutura, o que, aliado aos nossos erros, resultou nesta derrota.
Alguns??? Problema na estrutura? QUe língua é esta??!!
JR-Houve uma falta de inspiração de Portugal. No intervalo fizemos as correcções que entendíamos pela leitura do jogo. Mas é verdade é que ficámos logo com menos um jogador e aí as coisas alteraram-se totalmente. Ainda assim, lutámos até ao fim, demonstrando carácter."
O que importa é ter carácter.... atira-te ao mar, JR!
Esperemos para ver a parte dois desta saga olímpica...Domingo.... Contra Marrocos...
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