terça-feira, 26 de abril de 2005

Novo Sócio do SLB



O Alexandre está quase a ser sócio do Benfica (só falta o glorioso enviar o cartão). E dorme bem rodeado, para que não tenha pesadelos...

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Ser Pai...

O Alexandre nasceu no dia 5 pelas 15.01h. Como foi cesariana tive que esperar. O telemóvel acompanhou-me e joguei ténis de mesa enquanto esperava.
Pouco depois passou por mim embrulhado numa espécie de aluminio e as enfermeiras disseram que o podia ver por alguns segundos. Foram segundos mágicos, momentos para relembrar para o resto da vida. E de pensar que damos por vezes tanta importância a merdices sem valor... quando comparadas com o valor de uma nova vida.

Alguns minutos mais tarde pude ir vê-lo. Estava já vestido, dentro de um berço de ferro do hospital, e debaixo de um aquecedor. As mãos estavam roxas e parecia choramingar.

Pelas 18h saí e quando voltei pelas 19h tinha sido levado para a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Nem sei o que pensei. O pior. Logo o pior. Tanta felicidade rasgada num só segundo. O que teria o meu bébé, o meu filho? Parece que tinha engolido liquído amniótico quando nasceu (uma vez que foi cesariana) e estava com náuseas devido a isso e então não aceitava alimentar-se. A solução foi dar-lhe soro. Fui vê-lo à incumbadora e estava todo nu (apenas com a fralda),com um tubo enfiado da boca ao estomago para sugar o tal líquido e com várias ventosas no corpo todo para monitorizar o seu comportamento. Viam-se bem as pernas magrinhas e notava-se perfeitamente a sua acelerada respiração (que vim a saber ser normal nos recém-nascidos).

Essa noite foi difícil. Se por um lado parecia ser algo de somenos importância, por outro era um bébé com horas de vida e com fracas defesas. A noite que deveria ser de comemoração foi de angústia, inquietação, medo.

No dia 6 pelas 9h liguei logo para a UCI. Já estava melhor e aguardava que o médico o visse para saber se poderia ir para junto da mãe.

Voltei a ligar pelas 12 h e já estava junto da mãe, logo livre de perigo.

Pelas 14h fui vê-lo e tive que lhe cortar as unhas. Foi difícil... mas reconfortante, pois estava todo arranhado e com as unhas cortadas já não se poderia ferir. Foi a nossa primeira tarefa a dois...

Hoje, dia 7 já lhe peguei ao colo e já o pus a arrotar. Já conversámos.

Uma palavra especial para a mãe Edia, que tem sofrido muitas dores devido à cesariana, mas que se está a revelar uma lutadora e uma boa mãe. Um grande beijinho para ela.

terça-feira, 5 de abril de 2005

Nasceu o Alexandre Neves




As autarquicas

Infelizmente, a nível nacional o que conta são o nº e câmaras de cada partido. Interessa ao PS e ao PSD ter mais uma câmara do que o rival. Pouco interessa se os candidatos governaram bem ou mal, se defendem ou não os ideiais do partido. Interessa contar cabeças. Pouco importa ganhar Concelhos mais ou menos importantes, nas contas finais Lisboa é igual a Alcoutim!

Como está lógica desce do nível nacional para o nível regional, o panorama é idêntico. No Algarve quem ganhar 9 câmaras vence. Nessa noite o partido X venceu. O objectivo foi conseguido.

Assim sendo, o melhor candidato para qualquer partido em qualquer sítio é aquele que representa os valores do partido e tem condições para fazer um bom trabalho em prol da população local.
Pode ser independente. Mas tem que ter como seus os princípios do partido.
Não basta ser honesto ou competente. Tem que ter a capacidade de entender os anseios das populações e conseguir chegar mais longe (visionário).

Para mim estar bem colocado nas sondagens não é determinante. Não garante qualidade, nem competência. É crucial se existir a lógica da conquista do poder para os apaniguados tomarem conta da Câmara. Esse não é o meu caminho.

Se não for assim, qualquer dia todos os partidos apresentam estrelas de cinema e apresentadores de tv porque são conhecidos e "vendem" bem a imagem.

segunda-feira, 4 de abril de 2005

A Bela Ria Formosa

Esta no decidi-me a tirar a carta de marinheiro. Após vários anos de "vai, não vai" inscrevi-me, com o meu amigo Vitor Dias, no curso de marinheiro do Sport Faro e Benfica.

Logo de início os professores são duas excelentes pessoas e com uma paixão brutal pelo mar (Comandante José Gravata e Dr. Virgilio Soares).
Os companheiros foram todos 5 estrelas, malta entusiasta das lides marítimas. O Angel, o Ângelo, o José João, o Alexandre Granadas, o Carlos Lima, o Diogo Alves, o Patrício e o Vitor Dias.

Mas, acima de tudo ganhei muito respeito pelo mar e pela necessidade de tomar precauções quando se navega.

E a nossa Ria Formosa é tão bela... O passeio da doca até ao Farol é lindo...
Este sábado fomos uns quantos (houve um professor que se baldou...) almoçar à ilha do Farol. Uma dourada escalada apanhada na zona, regado com um belo Planalto fresquinho.... isto sim, é qualidade de vida!
Amanhã vou ser Pai!!!

A sensação é indiscritível.
O Alexandre vai nascer. Parte de mim vai estar naquele novo ser.
Como será a primeira reacção? Como será? Será parecido com quem?
Estará tudo bem? Será calminho ou rezingão? O que será no futuro?
Que cuidados vou ter na sua educação? Como serei no papel de Pai?
Só uma coisa é certa: a ficha de sócio do Benfica já está pronta...

sexta-feira, 1 de abril de 2005

Novo Código da Estrada

Artigo 49.º
Proibição de paragem ou estacionamento
1 - É proibido parar ou estacionar:
f) Nas pistas de velocípedes, nos ilhéus direccionais, nas placas centrais das
rotundas, nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões;

AHAHAHAHAH

quarta-feira, 23 de março de 2005

A dúbia Comunicação Social...

O Pai do Eng. Sócrates veio dizer que a ceromónia de tomada de posse do novo Governo foi elitista, pensando ele que o rico filho nada tinha a ver com aquilo. As televisões registaram e ficou por aí!

O Ministro das Finanças disse que possivelmente vai ter que aumentar impostos. O Eng. Sócrates desmentiu. Não foi noticiado como trapalhada ou falta de comunicação. As televisões registaram e ficou por aí!

O Dr. Santana Lopes não avisou oficialmente que iria voltar à CM Lisboa e os jornalistas vigiaram-lhe os passos durante dias: com quem almoçou, com quem reuniu, etc. As televisões melgaram o tempo todo e ficou por aí!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

Portas vs. Jerónimo

No debate de ontem, Paulo Portas cilindrou Jerónimo de Sousa. Até conseguiu colocar o Jerónimo contra o corte do abono de familia às familias ricas...

Paulo Portas nos debates está no seu ambiente ideal. Tudo muito bem estudado e preparado.
Jerónimo demonstrou falta de ideias, pouca conviccão e muita atrapalhação no discurso. Não admira que em breve o Bloco lhe passe à frente.

Estes frente-a-frente são muito elucidativos. Pena que haja um senhor que ache que já ganhou e não precisa de debater com todos, um-a-um. Enfim, manias!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Candidatos a Deputados pelo circulo do Algarve

Eis a informação retirada dos respectivos sítios na internet:

PSD
1º José Mendes Bota – Economista (Faro)
2º José Manuel Pereira da Costa – Advogado
3º Luís Filipe Soromenho Gomes – Engenheiro do Território (Vila Real Sto. Antº)
4º Carlos Eduardo Silva e Sousa - Advogado (Albufeira)
5º Ofélia Isabel Andrés da Conceição Ramos Costa – Advogada (Faro)
6º Alberto Augusto Rodrigues de Almeida – Filologia Românica (TSD)
7º Cristóvão Duarte Nunes Guerreiro Norte – Economista (JSD)
8º João Manuel Malveiro Amado – Médico (Portimão)

SUPLENTES
1º Virgínia Paula Ventura Marreiros Conceição Silva – Educadora Infância (Lagos)
2º Rui Miguel da Silva André – Professor (Monchique)
3º Irina Andreia Barbeiro Farinha – Intervenção Comunitária (Olhão) (JSD)
4º Rui Manuel Rocha Horta – Advogado (Tavira)
5º Joaquim Gago Mendoza – Veterinária (São Brás de Alportel)


PS
João Cravinho
José Apolinário Nunes Portada
Aldemira Maria Cabanita Bispo Pinho
Miguel João Pisoeiro Freitas
Luís Manuel Carvalho Carito
Jovita de Fátima Romano Ladeira
Hugo Miguel Guerreiro Nunes
David Martins

Suplentes
Esmeralda de Fátima Q. Salero Ramires
Paulo José Dias Morgado
Manuel José Mártires Rodrigues
Anabela Simão Correia
Vitor Manuel Cabrita Neto


PCP
1º - Virgílio Nereu. 59 anos.
Médico Pediatra. Membro do Executivo da Comissão Concelhia de Faro. Membro da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP.
2º - Vanessa André. 26 anos. Trabalhadora-Estudante do Ensino Superior. Membro da Comissão Regional do Algarve da JCP. Membro da Direcção Central do Ensino Superior da JCP. Membro da Comissão Concelhia de S. Braz de Alportel do PCP.
3º - José Cruz. 57 anos. Empregado bancário. Membro da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António. Vice-Presidente da Assembleia Metropolitana do Algarve. Membro da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP.
4º - Graco Trindade. 37 anos. Piloto de Barra/Oficial da Marinha Mercante. Dirigente do Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários, Engenheiros da Marinha Mercante e Oficiaismar. Membro da Comissão Concelhia de Faro do PCP.
5º - Manuel Francisco Botelho Agulhas. 59 anos. Micro-empresário. Sócio Fundador da COOPOFA – Cooperativa de Consumo Popular de Faro.Membro da Direcção Nacional da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas. Membro da Assembleia Municipal de Faro. Membro da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP. Membro do Comité Central do PCP.
6º - Carlos Silva. 44 anos. Professor do Ensino Secundário. Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas do Algoz. Membro da Direcção do Sindicato dos Professores da Zona Sul. Membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”.
7º - Maria Brites Quintino da Silva Nunes Dias Alcobia. 53 anos. Funcionária Administrativa. Dirigente Sindical do STFPSA. Membro do Conselho Municipal de Segurança de Lagos. Independente.
8º - Francisco Martins. 47 anos. Economista e Professor do Ensino Secundário. Vereador na Câmara Municipal de Silves. Membro da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP.

SUPLENTES
1º - Fernando Melo. 45 anos. Médico Pediatra. Membro do PCP.
2º - Josué Marques. 62 anos. Mestre pescador. Coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Mar do Sul. Membro da Comissão Executiva da União dos Sindicatos do Algarve. Membro da Direcção da Organização Regional do Algarve e da Comissão Nacional das Pescas junto do CC do PCP.
3ª - Maria Celina Correia Fernandes Leal. 68 anos. Professora do ensino secundário. Membro da Direcção da Intervenção Democrática.
4º - Joaquim Borges. 45 anos. Chefe de sala. Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria do Algarve. Membro da Direcção da Federação dos Sindicatos da Hotelaria. Membro do Conselho Nacional da CGTP-IN. Membro da Comissão Concelhia de Olhão do PCP.
5º - Maria Helena Loureiro Carvalho Franco. 47 anos. Funcionária Administrativa. Presidente do Rancho Folclórico e Etnográfico de Faro. Membro do PCP.

O sítio do CDS/PP convida a voltar em breve...

Engraçado. O PCP é quem dá mais informação. O PS apenas dá informação extra sobre o seu cabeça de lista. E o PSD indica o Concelho/órgão a que pertence o candidato. Quando não diz nada à frente, significa que é paraquedista... O paraquedista do PS é o nº 1 da lista, o do PSD é o nº 2.

O PCP tem uma média de idades de 47,75 anos nos efectivos e de 49,9 na lista toda.

domingo, 9 de janeiro de 2005

A eleição dos deputados

Este sistema eleitoral não serve.

Se os deputados são todos nacionais, não representam o seu distrito, mas sim todo o País, porque razão não são eleitos numa lista única, como para o Parlamento Europeu?

Até tem mais lógica democrática, pois todos os votos contam, todos os votos ajudam a eleger deputados (votos no PCP, BE e CDS no Algarve são deitados fora, por exemplo).

Mas se não é assim, se são deputados nacionais eleitos através de 22 circulos eleitorais, supõe-se que devem ter alguma coisa a ver com o seu distrito eleitoral.

Os deputados do PSD-Madeira não representam o País quando vão fazer a sua negociata particular em cada orçamento de estado, a mando do Alberto João, certo?

Assim sendo, e uma vez que haverá sempre paraquedistas para encaixar nas listas, o melhor seria criar um circulo nacional com 20 ou 30% dos deputados, onde os partidos iriam encaixar esta malta, deixando para os circulos distritais a função de eleger os seus representantes.

Sem falar nos circulos uninominais, que poderão ser uma evolução lá mais à frente.
Porque razão...

Não convidaram o José Castelo Branco para candidato a deputado? O circulo eleitoral é indiferente.

Penso que seria a cereja em cima do bolo!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

A lista do PSD para as legislativas

Não se compreende que o Dr. Carlos Martins não vá na lista do PSD pelo Algarve. Se a analisarem bem, provêm quase todos da Com. Politica Distrital actual... quem ganhou faz agora eleger os seus. Não foram escolhidos os melhores militantes, foram escolhidos os membros da facção vencedora. Dia 20 de Fevereiro teremos a resposta dos algarvios.
Será que...

Jorge Sampaio se vai demitir se no dia 20 de Fevereiro não surgir uma maioria estável para governar?

É o mínimo que se pode esperar...
Afinal..."Cavaco utilizou imagem de Sá Carneiro em campanha de 1985"-in Diário Digital

Estas pequenas notícias sobre pequenas coisas não engrandecem quem toma agora uma atitude diferente daquela que tomou no passado.
Aqui!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

Facadas nas costas de Santana

Primeiro Cavaco Silva que subitamente quer renegar o seu passado como PM, pensando apenas na sua candidatura presidencial, sendo absolutamente insensível ao seu partido num momemento particularmente difícil para este.

Depois, Pôncio Monteiro, ex-comentador desportivo como adepto do FCP, disse que não fazia campanha com o nº 2 do PSD e foi logo corrido das listas a deputados. As declarações que fez foram empoladas pelos órgãos de comunicação criaram mais um facto político negativo.

Santana Lopes não merecia tanta trapalhada e ingratidão. Que mais lhe irá acontecer?
Telenovelas

Desde os meus 18 anos que deixei de ver telenovelas. Considerei que eram um produto cultural muito fraco e não acrescentava nada.

Em Dezembro passado mudei.

Vocês já viram as boazonas da telenovela "Mistura Fina" da TVI? As duas irmãs, a Espanhola,etc...

E tudo produto nacional... incluindo a Espanhola...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

O eterno Défice

O défice foi uma das grandes bandeiras do PSD aquando da campanha eleitoral de 2002. O PS, em 2001, não teve a preocupação de arranjar receitas extraordinárias e fez com que o País ficasse mal visto na UE e tivesse um processo.

O Governo PSD/PP, em 2002 e 2003, tendo défices reais acima dos 3%, sempre conseguiu, com recurso a receitas extraordinárias, conter o défice dentro dos limites exigidos. O défice real sempre foi superior a 3%, mas com as receitas extraordinárias conteve-o. Não é muito bom para o País, não acrescenta nada em termos de efeciência na utilização dos dinheiros públicos, mas foi útil para nos mantermos no clube dos bem comportados, dos que cumprem.

Nestes dois anos foram feitas algumas reformas de fundo, que mais tarde trarão benefícios. Sem um crescimento forte do PIB (acima de 2%), é impossível conter mais as despesas. O Governo nestes anos limitou-se a estancar a hemorragia. Mais era impossível.

O Governo não pode terminar funções deixando que o défice de 2004 ultrapasse os 3%. Custe o que custar. Porque é mau para a credibilidade dos dois partidos do Governo e porque é maus para a credibilidade nacional.

Talvez em 2006 já possamos viver sem recurso a receitas extraordinárias... se o próximo Governo não for mãos largas e não alimentar o famoso "monstro".
Na Senda de Melhores Políticos...

O meu amigo Tiago enviou-me este artigo e tive que o colocar aqui no blogue...


Na Senda de Melhores Políticos
Por PAULO AMARAL DE SOUSA, José Peres Jorge, Maria do Rosário Moreira, Rui Henrique Alves e Samuel Alves Pereira
Público, Domingo, 19 de Dezembro de 2004

O grito de alerta que Cavaco Silva difundiu na sociedade portuguesa teve ecos cujas ressonâncias ainda hoje se fazem sentir, pois, na verdade, cada um de nós, no retiro da sua meditação, já tinha visto que a qualidade dos actores políticos se abandona, regra geral, pelo precipício da decadência. O artigo de Cavaco deu voz pública a esta angústia geral. Porém, constatar a realidade de pouco vale, ou, valendo alguma coisa, que valha, ao menos, para induzir em nós uma disposição de combate: é preciso saltar desta letargia depressiva, atacar o problema com o pensamento e actuar em conformidade.

A primeira grande questão que deve responder-se é esta: porque temos assim tão maus políticos? A resposta é complexa: para uns, é a baixa remuneração dos cargos políticos, a qual tende a repelir os bons políticos (porque melhor fariam dedicando-se a profissões mais lucrativas), deixando flanco aberto para o rebanho imenso dos maus políticos; para outros, é a superabundância da mediocridade, a qual grassando na classe política, não a prestigia e, por isso, põe a milhas mesmo aqueles que, menos apaixonados pelo dinheiro, se devotariam a tal actividade unicamente pelo prestígio daí decorrente; outras razões se poderiam aduzir ainda, mas, porventura, menos relevantes.

Para nós, como para John Galbraith - esse grande economista de Harvard que tão profundamente estudou o Poder -, existe uma mais preponderante fonte de poder: a organização. É que ainda nenhum estudo ou inquérito foi feito para que se apurasse o número e a qualidade de todos aqueles que tomam (ou tomariam) a iniciativa individual de se aproximar da política e que são, pura, simples e literalmente, esmagados nas suas mais nobres pretensões por essas gigantescas máquinas que são os aparelhos partidários. Como podem aqueles jovens, os mais capacitados, os mais sonhadores, os mais tocados pela vocação política - que os há ainda muitos - combater sozinhos a barragem intransponível que enfrentam nas portadas dos partidos? Como podem eles se levam como únicos aliados os seus ideais? O pé do elefante é demasiado pesado mesmo para a mais determinada formiga... Por vezes apelam à participação destes sonhadores, sim, mas apenas para fazer número, para fazer de figurantes, em jantares e em festividades do partido...

É aos líderes que compete fazer cair estas barreiras. Têm essa responsabilidade patriótica, esse dever cívico. No entanto, no discurso político oficial e oficioso destes não se lobriga o menor vislumbre de intenção ou de planos de promoção da qualidade no seio das organizações que dirigem. Se eles não tomam a iniciativa de facilitar o acesso de gente de qualidade aos partidos, quem mais a poderá tomar? Os melhores bem que podem acorrer todos aos partidos... mas de lá todos vêm recambiados, pois que não vão em grupo organizado, ou sequer em grupo. Se estivessem organizados, constituiriam uma força política e o problema de que padece a nação portuguesa não existiria.

Talvez o escrutínio público pressione os líderes a deixar vingar os mais competentes nos partidos. Por isso, aqui fica uma palavra de repto à comunicação social: perguntem aos dirigentes partidários, todos os dias, todos os meses, todos os anos, nas televisões, nas rádios, nos jornais, pelas medidas que tomaram, nesse dia, nesse mês, nesse ano, para promover a vinda de novos valores para a vida política.

Docentes da Faculdade de Economia do Porto

segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

Pinto da Costa e Al Capone

Al Capone vendia bebidas alcoólicas nos EUA na altura da Lei Seca. Era terminantemente proíbido vender álcool e a polícia andava em cima dos infractores.
Al Capone fez fortuna com o álcool e nunca foi apanhado nessa actividade ilegal. Foi preso por fuga aos impostos.

Porque será que associei esta estória a Pinto da Costa?