terça-feira, 26 de agosto de 2003

Ferro a martelar em ferro frio

O Dr. Ferro veio a Portimão discursar longamente, abordando quase todos os temas da vida nacional de passagem, ficando muito pouco na retina. Propostas para o País não ouvimos, apenas piadas aos cachalotes dos Açores.
Já sabemos que a imagem não ajuda, mas discursar para massas é diferente de ler uma estória à filha ou rezar missa. Alguém que lhe diga isto!

Depois, houve duas questões referidas pelo Dr. Ferro que me ficaram a martelar o espírito.
A primeira, ao dizer que o Dr. Portas é que manda no Governo. Admitamos que sim. Florescem algumas questões:
- o que é que ele tem a ver com isso?
- isso torna as decisões políticas melhores ou piores?
- e será que o Dr. Soares continua a mandar no PS?
E se algo que se sabe sobre este Governo é que o Dr. Portas está um menino bem comportadinho e que quem manda é o Primeiro-Ministro.

A segunda foi dizer que a imagem de Portugal lá fora ficou afectada pelas imagens dos incêndios (até aqui tudo bem, penso que é unânime) ao verem pessoas com ramos de árvores a apagarem os fogos. Pois é, esqueci-me que no tempo do Governo do Dr. Ferro todos os cidadãos tinham um carro de bombeiros e um helicóptero à porta para combaterem incêndios. Este tipo de afirmações é que fazem as pessoas descrerem nos políticos e, mais grave, na política.

Não se pede ao Dr. Ferro que apresenta um programa de Governo alternativo cada vez que fala. Mas, a lógica que existe em Portugal de a oposição só servir para o bota-abaixo já passou de moda. As pessoas querem políticos e ideias estimulantes. Alguém que as faça acreditar num futuro melhor.
O Dr. Ferro, apesar de toda a seriedade que todos reconhecem, não vai chegar lá.

sexta-feira, 22 de agosto de 2003

A nova moda: contabilizar mortos!

De há uns tempos para cá tornou-se moda contabilizar mortos. Em todos os telejornais temos que ouvir a actualização de:
- mortos, feridos graves e feridos ligeiros ocorridos nas estradas portuguesas;
- mortos nas praias Portuguesas;
- mortos devido aos fogos florestais;
- mortos (Portugueses e Luso-descendentes) na África do Sul;
- mortos devido à vaga de calor;
- mortos (soldados dos EUA) no Iraque;
- mortos em Israel e na Palestina;

Esta forte tendência torna os telejornais autênticos velórios noticiosos.
Veja-se a questão dos mortos devido à vaga de calor, originária de França, e onde os nossos jornalistas querem à força que os hospitais lhes dêm dados dos mortos devido à vaga de calor, quando, por aquilo que vários médicos explicaram, o calor em si não costuma ser uma causa única para a morte, contribuindo sim para o agravamento de outras doenças. Mas, isso não lhes interessa, eles querem números de mortos, números de mortos e números de mortos.
Do Iraque chega-nos todos os dias a actualização dos soldadados dos EUA mortos. Sobre mortes de Iraquianos nada. Zero. Nem uma simples aproximação.

Já imagino a criação de um campeonato de mortes, tipo totoloto. Algo do tipo "totomorte". Eis o slogan:
"Esta semana não deixe de apostar. Puxe da sua parte sádica e aposte. Conflito Israel/Palestina, preveja quem mata mais esta semana. Quantos soldados dos EUA irão morrer nos próximos dias? Quantos Portugueses irão morrer na praia estes dias? Os fogos voltarão a matar? Os mortos podem dar-lhe dinheiro. Aposte nas mortes e goze mais a vida".

quinta-feira, 21 de agosto de 2003

Câmara Municipal de Olhão com "especáculos"

É verdade....
CM Olhão
Agora os nossos políticos ganham muito....

Nos últimos dias os órgãos de informação ficaram espantados pelo facto de o Primeiro-Ministro Espanhol ganhar menos do que o Português. O mesmo sucede com os Minsitros e Secretários de Estado, afiançam. Espantam-se como é possível uma situação destas, uma vez que o salário mínimo em Espanha é 3 vezes superior ao nosso.

O que nos importa a nós se Espanha paga mal aos seus políticos? A questão está em saber se os nossos são bem ou mal pagos. E se compararmos ordenados e responsabilidades dos nossos políticos com alguns gestores públicos, vemos claramente que a maiores responsabilidades equivale menor ordenado. Isto é que não está correcto e desincentiva a actividade política, que asim fica reduzida a funcionários públicos e pouco mais.

E já agora, parece que o Primeiro-Ministro Inglês ganha mais do dobro que o nosso. E daí?

quinta-feira, 14 de agosto de 2003

Rendimento Mínimo Garantido (2)

Um Rendimento Mínimo qualquer deveria ser apenas e exclusivamente para pessoas sem capacidade de inserção social, sendo os percursos de inserção analisados cuidadosamente e acompanhado o itenerário da família, aplicando as respectivas sanções sempre que a lei não fosse cumprida.
Um RMG assim seria bastante caro e a opção foi pela sua massificação, bastante a declaração de IRS para se poder beneficiar do mesmo, e nós sabemos quem paga impostos em Portugal.
O que existe é uma fantochada, onde os percursos de inserção existem mas ninguém os controla. Finalmente nos inícios deste ano fiscalizaram o RMG no Algarve e 76% dos benificiários ficaram sem ele.
Veja-se a economia informal que é alimentada pelo RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?
O RMG que existe é uma má ideia, pessimamente aplicada.

quarta-feira, 13 de agosto de 2003

A SIC não sabe....

... que Ourique não pertence ao Distrito de Faro?
Segundo o Jornal da Noite de ontem os fogos em Ourique eram no Distrito de Faro!
Balsemão, pá, não se arranja aí um mapita de Portugal para os jornalistas da SIC?
Já agora, a "nossa" Helena Figueiras esteve muito bem!

segunda-feira, 11 de agosto de 2003

Tartaruga na praia

Estava ontem na praia da Manta Rota (perto de Tavira) quando apareceu uma coisa grande a boiar no mar. Minutos depois dava à costa uma tartaruga grande, cheia de cabos e fios. Certamente terá ficado presa nas redes dos pescadores e depois morreu a lutar.
Porque é que estas coisas ainda acontecem?
O País vai torrando...

Tal como as alcagoitas, o país torra. Até o meu Algarve já arde....
O combate político em torno deste assunto deve estar a rebentar, sem antes se esperar que o fogo acabe.
Primeiro o fogo deve ser extinto e depois vamos discutir responsabilidades políticas. E, na boa maneira Portuguesa de "depois de casa roubada trancas na porta" vamos criar uma série de planos para a floresta e verbas generosas para os pôr em prática.
A minha preocupação vai para os que perderam tudo. Os que só têm a roupa no corpo. Os que têm empréstimos e agora os negócios ruiram. Os velhotes sem capacidade de recomeçar tudo de novo. Os que ficaram desempregados.
Estes têm que ser a prioridade. Depois logo se inicia a refloresta...

sexta-feira, 8 de agosto de 2003

Alcagoitas

1- Para torrar alcagoitas crocantes e sem perder o sal basta misturar uma clara de ovo para cada quilo de alcagoita e acrescentar o sal. Misture-as bem até formar um todo bem homogéneo.

2-Alcagoita Salgada
Ingredientes:
- 500 g de alcagoita
- 2 colheres de chá de sal
- 5 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa de óleo
Misture o sal e a água na alcagoita, numa travessa que aguente altas temperaturas e leve ao microondas, em Potência Alta por 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. Na terceira vez que abrir para mexer as alcagoitas, acrescente o óleo e mexa bem. Tire, deixe esfriar.

3-Alcagoita Doce de Microondas
Ingredientes:
- 500g de alcagoita
- 1 ½ chávena de açúcar
- 1 colher de café de fermento em pó
- 2 colheres de chá de chocolate em pó
- ¼ de chávena de água

Modo de Preparar
Leve as alcagoitas ao microondas por 3 minutos em potência alta, mexendo na metade do tempo.
Misture, às alcagoitas, todos os demais ingredientes.
Leve ao forno de microondas, em Potência Alta por 9 a 12 minutos, mexendo a cada 3 minutos. O ponto ideial é a hora que seca. Não deixe passar do ponto. Preste atenção, pois, se passar, o açúcar começará a derreter.
Guarde em vidro fechado.

quinta-feira, 7 de agosto de 2003

Máquina de Gelados

Será um bem de luxo, para haver tão pouca oferta no mercado?
Uma vez que já tive uma Phlips há uns anos, perguntei-lhes one poderia adquirir uma. Resposta: a Philips não vende máquinas de gelados em Portugal, só noutros Países.
Em todas as grandes superfícies só vi uma e não gostei.
Sérá estranho este produto numa região quente como o Algarve?

terça-feira, 5 de agosto de 2003

O Fogo

Destrói. Mata. Arruina. Pessoas sem nada. Vidas perdidas. Passados dizimados. Sofrimento. Medo. Criminosos à solta.
E depois uma grande incapacidade de controlar. Impotência. Bombeiros de rastos. Exército esforçado. Poucos resultados.
Será do tempo? Será da falta de equipamento? Será da incúria na prevenção?
Eu não sei certamente, e não quero o fogo ao pé de mim!

domingo, 3 de agosto de 2003

Rendimento Mínimo Garantido

José Pacheco Pareira escreveu, e bem, no seu Abrupto dois posts sobre o RMG ( e ).

Houve beneficiários que aproveitaram o RMG, uma vez que a fiscalização é, ou pelo menos era, muito fraca. Em Março/Abril foiram fiscalizados os beneficiários do RMG no Algarve e 76% ficaram sem ele, por diversas irregularidades. Ou seja, apenas 24% cumpriam escrupulosamente a lei...

Toda a estrutura do RMG estava montada de modo a que várias entidades participassem no processo de inserção social da família. Era feito um acordo em que a família recebia X (montante apurado por fórmula que incluia número de filhos, adultos, etc), mas cada elemento tinha obrigações a cumprir, por exemplo, os filhos tinham que acabar o ensino obrigatório, o pai tinha que se ir inscrever para emprego e/ou formação profissional, a mãe se tinha problemas de saúde deveria ser ancaminhada para a área da saúde, etc. Se um membro não cumprisse a sua obrigação, o agregado familiar perderia o valor que essa pessoa representava na tal fórmula.
A grande questão é que tudo isto nunca funcionou. O Estado pagou e calou. Pouco se importou com a sua inserção social.

Em Olhão temos mariscadores que de manhã vão apanhar marisco, quando a maré começa a encher voltam a terra, vendem o que apanharam nos restaurantes, recebem no mínimo 5 contos e depois passam o resto do dia nos cafés.... com excepção do dia em que têm de ir buscar o RMG....

Algumas empregadas domésticas recebem RMG enquanto trabalham ilegalmente em diversas casas, sem que ninguém saiba de nada.

O RMG contribuiu para manter, se não para aumentar, a informalidade na sociedade portuguesa. A pessoa via-se na contingência de perder o RMG se declarasse os reais ganhos: a opção foi clara para os mais espertos, não se declara o que se ganha, e assim poupam-se impostos e ainda se recebe como prémio de bom comportamento cívico o RMG. Quantas pessoas fizeram do trabalho não declarado + RMG uma forma de vida?

Para não falar de pessoas que se inscreviam em 2, 3 concelhos diferentes e de sedes das CLAS em que nem computador havia... Deviam estar à espera de controlar os RMG de cada concelho... à mão.... Base de dados nacional nunca houve, mas.... sem computador acho incrível!

sexta-feira, 1 de agosto de 2003

O mais importante da conversa entre o Dr. Ferro e o Dr. Costa...

... é que estes dois senhores dizem "pá" em todas as frases!
Quem terá sido a sua professora na Escola Primária?