segunda-feira, 22 de setembro de 2003

Mau Comportamento da Farmácia Caniné-Faro

No passado Domingo, dia 14, a minha mãe dirigiu-se à Farmácia Caniné, em Faro, para medir a tensão à minha avó (com 86 anos), pois esta tem tido a tensão muito alta, havendo, por indicação expressa por parte do seu médico assistente, necessidade de uma vigilância apertada à sua tensão.

A farmácia Caniné era a que se encontrava de serviço, razão pela qual a minha mãe se dirigiu lá, acompanhada da minha avó.
Após chegar, disse a um dos três funcionários de serviço que pretendia medir a tensão à minha avó. Disse-lhe para esperar um pouco. Lá arranjou uma cadeira para a minha avó descansar.

Passado algum tempo, a minha mãe resolveu ir para a fila e, quando chegou a sua vez, disse que estava ali para medirem a tensão à minha avó. A resposta continuou igual, era para esperar mais um pouco.

Os clientes entravam e saiam, passando todos à frente da minha avó.

Depois de lá estar mais de 30 minutos, voltou a insistir com um dos funcionários. Afirmou que já lá estava há bastante tempo e que pretendia medir a tensão à minha avó.
A resposta do funcionário foi esclarecedora: "só iremos medir a tensão quando não houver nenhum cliente para atender!".
A minha mãe agradeceu o excelente tratamento dedicado, virou costas e foi-se embora.

Toda a gente sabe que medir a tensão não é dos serviços/produtos mais lurativos de uma farmácia, mas penso que uma farmácia nunca foi uma empresa cega pelo lucro, sem ligar ao lado humano das pessoas. Teria a minha mãe que comprar uma caixa de comprimidos para medirem a tensão à minha avó? Que culpa tem que não tenham um instrumento para medir a tensão em que o próprio utilizador seja auto-suficiente na sua utilização?

Mais vale pôrem os medicamentos à venda num hipermercado (com licenciados em farmácia e afins a tomarem conta), pois com atitudes mercantilistas destas em nada se distinguem de uma grande superfície.

Já repararam que a farmácia é o único sítio onde ninguém pede desconto? Qual será o lucro de cada farmácia? Por venderem medicamentos e prestarem outros serviços na área da saúde, devem pensar que são intocáveis e fazem o que querem!

Logiocamente já seguiram reclamações para o ANF, INFARMED e APIFARMA.
Irrita-me o discurso da bola!!!

Adoro futebol. Desde pequeno que sou louco pela bola mágica. Sempre fui a jogos em Faro e Lisboa. Enfim, gosto mesmo de futebol.

Entretanto, tenho vindo a ser sufocado pelo discurso da bola. O que mais me incomoda é a boçalidade, o discurso vazio e a repetição de banalidades. "Hoje em dia não há adversários fáceis". "Tentaremos defender quando estivermos sem bola e atacar quando estivermos com ela". "Jogaremos o que outra equipa nos deixar jogar". "Temos que lutar muito para vencer". Etc, etc.

O facto de existir três jornais desportivos diários, uma televisão só de desporto e a crescente mediatização do fenómeno futebolístico levou a esta situação em que os jogadores passaram de estrelas no relvado, para estrelas mediáticas, sem que nada de bom dai tenha advindo. Frases banais, pontapés na gramática, vulgaridades, frases feitas, enfim, nada de novo, apenas a oportunidade de se verificar que são bons a dar pontapés... na bola!

Tirando um dúzia de entrevistas por ano com pessoas conhecedoras do assunto, os treinadores dos três grandes, por exemplo, não se retira qualquer ensinamento de tanta verborreia.

Eu já decidi, para mim futebol é no relvado. Futebol fora das quatro linhas é uma nulidade.

sexta-feira, 19 de setembro de 2003

Ponte do Concelho de Loulé Espera Obras Desde 2001

Segundo o Público uma ponte na Goncinha (entrada de Loulé para quem vem de Faro) está por reparar desde 2001.
Não posso confirmar a data, mas como passo lá todas as semanas, posso corroborar a informação. Inicialmente, logo após a queda da ponte de Entre-os-Rios e as inspecções que se e seguiram, colocaram uma placa a limitar a velocidade a 30 hm/h. Como ninguém ligava, optaram por colocar lombas, e logo daquelas bem altas e que danificam as suspensões dos carros.
Se a obra pertence ao Instituto de Estradas de Portugal, esta entidade tem que fazer as obras de conservação rapidamente. Dois anos para reparar uma ponte daquelas, com milhares de carros a passaram por lá todos os dias-é uma das principais ligações de Loulé a Faro-, é uma irresponsabilidade muito grande. Se a empresa que ganhou o concurso e não apresentou os papéis todos, que o concurso passe para a empresa que ficou em segundo!

O Estado é um exemplo calor de como, muitas vezes, a burocracia se transforma em burrocracia. Não pode ser. As decisões têm que ser céleres e a resposta tem que estar no terreno rapidamente. Tudo tem que ser mais ágil.

Se houver um acidente, que o Presidente da Câmara de Loulé teme, quem se responsabiliza? Demite-se o presidente do IEP?

quinta-feira, 18 de setembro de 2003

Ligação Difícil?

CDS/PP

Ligação difícil aos os cargos que queriam na Administração Pública Algarvia, né?
Mas vão voltar... a insistir brevemente. A gente sabe!

sexta-feira, 12 de setembro de 2003

Grande Área Metropolitana, Comunidades intermunicipais e Associações de municípios

Depois da excitação que envolveu a criação das leis sobre estes assuntos, parece que toda a gente se esqueceu que são para serem postas em execução. Não se ouvem declarações de municípios sobre as suas opções, a posição da AMAL, etc, etc.

Até parece que o mais importante era a lei e, agora que esta está pronta, todos se esqueceram dela.

Ou será que não?

quarta-feira, 10 de setembro de 2003

Obrigado RTP!

Obrigado por teres anunciado que davas o jogo dos sub-21 em directo e teres dado em diferido
Obrigado por me teres privado de um jogo importante e decisivo para a qualificação dos nossos sub-21 para a fase final
Obrigado por me teres obrigado a ir procurar o velho rádio de pilhas para ouvir a Antena 1

Obrigadão!!!

quinta-feira, 4 de setembro de 2003

Sempre os Professores

Neste ano ficaram de fora cerca de 27.000 professores. Título de primeira página de vários jornais. Abertura de telejornais.
Os sindicalistas apresentam invariavelmente soluções que passam por o Estado criar mais emprego para absorver os que ficaram desempregados.

Quantos empregados fabris estão desempregados? Cozinheiros? Trabalhadores rurais? Licenciados nas diversas áreas sociais? Empregados de escritório? Advogados?

Porque é que o Estado tem que ter uma obrigação especial em relação aos professores que não tem com todas as outras milhentas profissões?

Quem disse aos Professores que o Estado lhes arranjaria trabalho? Se o Estado não garante emprego a nenhum recém-licenciado de curso algum, porque haveria de o fazer em relação aos professores?

Agora vão-se todos inscrever nos Centros de Emprego para receberem o subsídio de desemprego (os que tiverem direito), sendo que esta entidade não tem quaisquer ofertas de emprego para lhes oferecer. Ficarão nos registos até mudarem de profissão ou esperarem pela próxima hipótese de colocação.

Sei bem que a vocação é importante, mas a pessoa antes de se inscrever num curso tem que avaliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Porque depois uma grande vocação pode-se transforma numa grande decepção.

E as Universidades têm culpa porque não se informam sobre as hipóteses de inserção dos seus diplomados e se se informa não ligam nenhuma! Querem é cabeças, pois recebem à cabeça. O Governo, uma vez que as Universidades não o fazem, deveria limitar e mesmo fechar temporariamente alguns cursos de professores. Haja coragem!

E os Srs. Sindicalistas têm que pensar que não é a porem o Estado a pagar mais ordenados a mais professores que se resolve a situação. Atirar dinheiro sobre os problemas nunca resolveu nada. Os sindicatos deviam era começar a pensar em criarem cursos de rconversão profissional para parte dos seus filiados!
Sempre o Défice

Compreendo que em 2002 GOverno teria que dar tudo por tudo para que o défice não atingisse os 3%. Tratava-se de mostrar ao PS que era possível e à União Europeia que eram credíveis. Daí ter recorrido às portagens em Lisboa, venda da rede fixa e outras vendas de imóveis.
Apesar de saber que a França e a Alemanha também tinham pisado o risco, mas estes eram Países ricos, mais poderosos e, pelo menos a Alemanha, contribuinte líquido para o Orçamento da UE.
Em 2003 a esmagadora maioria da Função Pública teve aumento zero, o Investimento Público foi selectivo, as exportações aumentaram mas, com a crise económica existente (que provoca aumento de despesa social-aumento do desemprego- e diminuição de receita fiscal) e agora os incêndios, o Governo prepara-se para lançar novamente medidas extraordinárias, como sejam passar o Fundo de Pensões dos CTT para o Estado e alguma venda de património para alcançar os míticos 3% do défice público.
Se com todo o esforço de contenção em 2003 não vai ser possível alcançar os 3% pelas vias normais, valerá a pena estarmos a vender património para termos os 3%, quando Alemanha e França não irão lá chegar e nós temos justificativos para também não chegarmos lá?
Vamos continuar a vender património e a arranjar outros esquemas não normais todos os anos para termos 3% de défice?
Fazer isto um ano é uma coisa, mas dois, três..... Até quando?